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terça-feira, 31 de outubro de 2017

[RESENHA] A Hora do Lobisomem de Stephen King


Editora: Suma de Letras
Páginas: 152
Publicação: 2017

Um novo medo começa a tomar conta dos moradores de Tarker's Mill. No início do ano ocorre uma morte muito macabra acontecendo por lá: um trabalhador é morto enquanto estava preso em uma nevasca. Aparentemente um animal acabou por dilacerar sua garganta. Seria um urso ou um lobo muito grande? Em fevereiro, uma nova vítima: uma mulher é atacada dentro do seu próprio quarto, com as mesmas marcas de garras e dentes espalhadas pelo seu corpo.

Mas que besta é essa que só ataca em noites de lua cheia e somente uma vez a cada mês? Enquanto a polícia não descobre (pelo contrário, ela acaba também senso vítima desse monstro), os moradores do local amanhecem a cada dia com medo de serem a próxima vítima da hora do lobisomem. Enquanto isso, pegadas de um animal estranho são encontradas nas redondezas.

A Hora do Lobisomem é o segundo livro da Biblioteca King, compilado de livros raros ou não-publicados no Brasil do autor, que são reeditados em edições de luxo, com capa dura e projeto gráfico. No caso desse tomo, há ainda algumas ilustrações coloridas que enriquecem ainda mais a leitura e a imersão do leitor no texto.

Uma das coisas que mais gostei nessa história foi a divisão dela seguindo os meses do ano. A narrativa começa em janeiro e termina em dezembro do mesmo ano, sendo cada mês um capítulo diferente da mesma. Gostei da fluídez que esse recurso deu ao livro e da passagem no tempo feita de forma ágil e sem enrolação.

O texto em si é muito conciso e objetivo. Todo o livro tem pouco mais de 150 páginas, incluindo aí as ilustrações e o projeto gráfico, que está muito bonito. Isso faz com que a leitura seja muito rápida. Sem dúvida é um livro para ser lido numa sentada, em uma tarde ou noite.

Recomendo muito a todos que gostam do King ou que queiram começar pelo terror dele com algo mais curto, para poder experimentar e ver se gosta desse autor sensacional.
                                                                     

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terça-feira, 5 de setembro de 2017

[RESENHA] Sempre vivemos no Castelo, de Shirley Jackson


Editora: Suma
Páginas: 200
Publicação:  2017


Mary Katherine e sua irmã Constance moram junto com seu tio Julian. Anos atrás alguns membros da família morreram envenenados e os vizinhos e moradores do vilarejo acusaram Constance de ser a responsável, mas nunca foi provado. A família vive distante de todo mundo, Mary Katherine apenas vai toda quinta-feira para fazer a compra da semana.

Porém, uma visita inesperada bate na porta da família Blackwood. É o primo Charles, ele será o responsável de mudar toda rotina da casa. Fazendo uma amizade mais próxima de Constance, o rapaz começa a ter atitudes estranhas e Mary Katherine é a única que percebe. Ela fará de tudo para proteger o restante de sua família que sobreviveu e não aceitará que nada e nem ninguém tente atrapalhar a vida pacata que tem ali.

Minhas expectativas para esse livro estava muito grande, pois ele é considerado um clássico do terror e que vários autores se inspiraram nele para escrever suas obras. Porém, logo no começo me deparei com um choque: não era nada daquilo que pensava. Isso não acontece muito comigo, mas quando acontece é nítido minha decepção.

A trama é narrada em primeira pessoa por Mary Katherine. Ela tem dezoito anos e sua imaginação é fértil, pois sempre diz que irá levar sua irmã para morar na Lua e tem manias bizarras, como enterrar objetos de valor. O comportamento de Mary não condiz com sua idade, pois no decorrer da leitura percebe-se que as atitudes da garota são de uma menina de doze anos. Constance é a mais velha, mas a sua postura é como dona de casa, mas também não deixa de serem estranhas algumas atitudes.

O tio das garotas, Julian, foi o único sobrevivente do envenenamento dos membros da família Blackwood. Ele é debilitado por conta das sequelas e constantemente o senhor se pergunta se o evento trágico realmente aconteceu. É uma família que aos olhos de fora são três malucos com sua peculiaridade.

Minha decepção foi que não se cumpriu aquilo a obra propõe. Eu não considero esse livro nem terror, no sentido de atingir o psicológico do leitor com uma trama recheada de momentos tensos e várias reviravoltas. É uma história vazia e que até agora estou procurando o sentido, o propósito que a autora quis passar.

A escrita de Jackson se mostrou cansativa em diversos momentos. Os personagens não me conquistaram, principalmente a narradora. Os conflitos são fracos e fiquei triste quando cheguei ao final da história não consegui responder: tá, o que a história quis passar realmente? Será que foi a união familiar? O amor entre duas irmãs? A amizade de duas irmãs que enfrentam diversas situações, mas até o final estão juntas?


Se algum amigo me perguntar se eu indicaria esse livro para ler, minha resposta é: não. Há muitos outros livros que são fieis ao que é proposta. Infelizmente esse não foi o caso. A obra é uma republicação da editora, que agora é com capa dura e um projeto gráfico primoroso.
                                                                     

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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

[RESENHA] À Flor da pele (À flor da pele #1) de Helena Hunting

  
Editora: Suma de Letras
Páginas: 336
Publicação: 2016     
Tenley é uma jovem que está fazendo mestrado e trabalha em um sebo, cuja dona é tia do tatuado Hayden. Por um tempo o rapaz tem observado Tenley e algo dentro de si tem intrigado a saber mais sobre ela. Porém, a moça vê no rapaz tudo aquilo que não pode ter e nem se apegar. Duas pessoas que tem um passado conturbado, fantasmas que eventualmente o assombram e de maneira constante a dor é a companheira fiel. Tenley e Hayden verão abrigo um no outro e poderá perceber que momentos propícios alguém para compartilhar o que sente é essencial.
Assim que li a sinopse logo me interessei. Minha primeira impressão da história era uma menina que se interessa por um tatuador, mas certamente teria algo para impedir que os dois fiquem juntos, pois ambos são extremamente diferentes. Porém, foi isso e muito mais, a autora mostrou uma história intensa e profunda.
Tenley é uma garota tímida e sempre viveu na linha do caminho certo. O seu passado, porém não parece nada certo, a dor profunda invade constantemente seu coração e a culpa a abraça. No outro lado do seu trabalho, em um local para fazer tatuagens e colocar piercings encontramos o misterioso Hayden. Rapaz sério que também têm histórias em seu passado carregado de muita dor, desespero e culpa. A relação entre ambos é de muito diálogo e de reconhecer que há pessoas ao redor que tem histórias de vida similares e que sempre é hora de recomeçar.
Nas horas que passava com sem ele, quando eu não estava ocupada com outra coisa, a dor ressurgia. Meu remorso pelas coisas que não poderiam ser mudadas era como ácido, queimando pele e ossos, infiltrando fundo em mim.
Algo na trama que me chamou atenção foi o uso de um símbolo que pode ser irrelevante, mas para a construção da relação de Tenley e Hayden foi essencial, este símbolo é a tatuagem. Ela é representada de diversas maneiras como penitência, superação e absorção de sentimentos sensíveis. Este símbolo está sempre permeando durante a trama e a cada capítulo é uma maneira diferente de vê-lo.
A trama é narrada em primeira pessoa pelos dois protagonistas, sendo assim, cada capítulo foi narrado por um. A construção dos personagens foi coerente e de fácil identificação com suas posturas e dores. Os diálogos foram bem construídos, mas algo no livro que fez que ficasse enfadonho foi o desenvolvimento de algumas cenas que ficaram arrastadas, com pouca ação e muito marasmo.
A escrita de Helena é fascinante. Ela teve a capacidade envolver e me levar até a história. Cenas engraçadas, tristes e românticas, todas elas foram construídas com esmero. A autora conseguiu criar uma narrativa mental, onde conseguimos imaginar e nos envolver não só com os personagens, mas com seus sentimentos e a relação do casal.
Este livro é para quem é fã de New Adult. Histórias de dores, superação e a oportunidade de abraçar um novo começo. Personagens que poderiam ser qualquer um de nós e uma mensagem linda. Estou ansioso para ler o segundo e último livro.
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quinta-feira, 5 de maio de 2016

[LANÇAMENTOS DO MÊS] Abril

Olá, Leitores! Como vão vocês?

Viemos mostrar os lançamentos do mês de abril, ou seja, aquele momento que nossos bolsos começam a se esvaziar a cada pensamento de querer algum livro da lista. Então venha nos acompanhar nesse momento prazeroso de um leitor.

Ah! Para quem querer saber a sinopse, é só clicar na capa dos livros e será direcionado ao skoob com todas as informações.


Grupo Editorial Record




















Verus

                                                



 
Bertrand Brasil






















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