Páginas: 200
Publicação: 2017
Mary
Katherine e sua irmã Constance moram junto com seu tio Julian. Anos atrás
alguns membros da família morreram envenenados e os vizinhos e moradores do
vilarejo acusaram Constance de ser a responsável, mas nunca foi provado. A
família vive distante de todo mundo, Mary Katherine apenas vai toda
quinta-feira para fazer a compra da semana.
Porém,
uma visita inesperada bate na porta da família Blackwood. É o primo Charles,
ele será o responsável de mudar toda rotina da casa. Fazendo uma amizade mais
próxima de Constance, o rapaz começa a ter atitudes estranhas e Mary Katherine
é a única que percebe. Ela fará de tudo para proteger o restante de sua família
que sobreviveu e não aceitará que nada e nem ninguém tente atrapalhar a vida
pacata que tem ali.
Minhas
expectativas para esse livro estava muito grande, pois ele é considerado um clássico
do terror e que vários autores se inspiraram nele para escrever suas obras.
Porém, logo no começo me deparei com um choque: não era nada daquilo que
pensava. Isso não acontece muito comigo, mas quando acontece é nítido minha
decepção.
A
trama é narrada em primeira pessoa por Mary Katherine. Ela tem dezoito anos e
sua imaginação é fértil, pois sempre diz que irá levar sua irmã para morar na
Lua e tem manias bizarras, como enterrar objetos de valor. O comportamento de
Mary não condiz com sua idade, pois no decorrer da leitura percebe-se que as
atitudes da garota são de uma menina de doze anos. Constance é a mais velha,
mas a sua postura é como dona de casa, mas também não deixa de serem estranhas
algumas atitudes.
O
tio das garotas, Julian, foi o único sobrevivente do envenenamento dos membros da
família Blackwood. Ele é debilitado por conta das sequelas e constantemente o
senhor se pergunta se o evento trágico realmente aconteceu. É uma família que
aos olhos de fora são três malucos com sua peculiaridade.
Minha
decepção foi que não se cumpriu aquilo a obra propõe. Eu não considero esse
livro nem terror, no sentido de atingir o psicológico do leitor com uma trama
recheada de momentos tensos e várias reviravoltas. É uma história vazia e que
até agora estou procurando o sentido, o propósito que a autora quis passar.
A
escrita de Jackson se mostrou cansativa em diversos momentos. Os personagens
não me conquistaram, principalmente a narradora. Os conflitos são fracos e
fiquei triste quando cheguei ao final da história não consegui responder: tá, o
que a história quis passar realmente? Será que foi a união familiar? O amor
entre duas irmãs? A amizade de duas irmãs que enfrentam diversas situações, mas
até o final estão juntas?
Se
algum amigo me perguntar se eu indicaria esse livro para ler, minha resposta é:
não. Há muitos outros livros que são fieis ao que é proposta. Infelizmente esse
não foi o caso. A obra é uma republicação da editora, que agora é com capa dura e um projeto gráfico primoroso.






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