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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

[Resenha] Tudo por amor, de Judith McNaught

 

Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 600
Publicação: 2016     
Zachary Benedict é um famoso ator e diretor de Hollywood. Apesar do prestígio, sucesso e pessoas importantes ao seu redor, nunca se sentiu completo e feliz. Casado com uma atriz, seu relacionamento está em frangalhos e depois que a flagrou com um ator do elenco do seu filme aí que tudo vem a desmoronar. No outro dia, sua esposa é assassinada por um tiro no meio do set de filmagem. O único suspeito é Zach e ele está prestes a viver um inferno em sua vida.
Depois de cinco anos na prisão ele foge. O carro que ele iria fugir é rebocado, seus planos deverão mudar. Já com a polícia à sua procura, ele desesperado pede Julie Mathison carona. Ela como uma mulher educada e gentil lhe faz este favor. O que ela não imaginava é que os planos dele é de sequestra-la até uma cabana no Colorado.
A vida de ambos mudará após este encontro. O coração de Zach sempre ficou fechado, com sentimentos frios e ríspidos sobre qualquer relação afetuosa. Julie é romântica, doce e sempre buscou fazer a coisa certa. O caminho dos dois se encontra e será que um sequestro poderá surgir algo a mais? Confiar e se arriscar às vezes é a melhor escolha? Julie e Zach terão uma linda e inesperada lição.
Quando li um livro da autora Judith McNaught “Agora e sempre”, me apaixonei pela sua escrita. A partir de então meu desejo é ler todos os livros dela. Assim que a editora Bertrand Brasil anunciou um relançamento de um livro dela fiquei muito ansioso para ler. “Tudo por amor” já foi lançado há muito tempo e agora ganhou uma cara nova que ficou lindíssima.
Julie foi uma criança abonada pelos pais, criada em orfanatos e cometeu algumas infrações como roubar e ser pega com outras crianças tentando roubar um carro. Sua vida não foi nada fácil, mas há alguém que acreditou no seu potencial e teve esperança que ela era especial e tinha grandes chances dela sair desse ambiente e encontrar a verdadeira felicidade com outras pessoas. Foi aí que ela chegou na família Mathison. Julie ganhou pai, mãe e dois irmãos. Ela se deu essa chance de se abrir e ser feliz, e não deu outra. A jovem cresceu em um lar rodeado de amor, carinho e cumplicidade.
Já Zach não teve essa sorte. Desde pequeno teve uma vida rígida por conta de sua avó. Seus pais foram irresponsáveis e morreram num acidente de carro. Seu avô era alguém que ele apoiava, mas faleceu. Sua avó nunca demonstrou sentimento de amor e carinho. Quando ela o expulsou de sua casa com nenhum dinheiro no bolso, decidiu que enterraria sua família no passado e recomeçaria sua vida. Ele começou carregando ferramentas em Hollywood até quando um diretor precisou de figurantes e Zach foi um dos escolhidos. Sua carreira que iniciou do baixo foi crescendo gradativamente até alcançar vários Oscars e outros prêmios de cinema.
Os dias que Zach e Julie vivem quando ele a sequestra tinha tudo para ser algo sério e perigoso. Porém, a química e a atração que os dois sentem um pelo outro não deixou ser assim. Conversas foram sendo trocadas e os dois foram se conhecendo até gerar um sentimento puro e avassalador. O futuro de Zach é incerto e Julie envolvida pela paixão está disposta a encarar o desconhecido e ser feliz.
Uma trama contendo 600 páginas tinha tudo para ser algo enfadonho, mas Judith mostrou que é capaz de trazer o leitor à história e que se identifique com os personagens apresentados. O livro não enfocado em Julie e Zach há outras histórias paralelas interligadas. Judith começa a obra jogando várias pontas soltas pelo ar, no decorrer da narrativa ela vai prendendo e justificando determinadas atitudes e pensamentos.
A trama é narrada em terceira pessoa, o que proporcionou uma exploração maior dos personagens. Há vários elementos contidos como ação, humor, drama e grandes quantidades de romance. Os personagens secundários tem muito destaque, pois eles são importantes em alguns momentos para resolução dos conflitos.
A escrita de Judith é fascinante. Ela consegue envolver e transpor o leitor até a história. Suas descrições faz com que tenha uma imagem mental nítida. Personagens construídos de maneira excepcional, conflitos bem elaborados e uma obra em si feita com esmero. Amei esta história.
Quem é fã de um bom romance contemporâneo, “Tudo por amor” é recomendado. Não se assuste com o número de páginas, pois quando você começar a ler as páginas vão fluir e vai mergulhar nesta história linda sobre perdão, recomeço, amor além das aparências, esperança e sobre tantas outras coisas.        

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

[RESENHA] Garotas de vestido branco de Jennifer Close

Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 280
Publicação: 2016 
Isabella, Mary e Lauren tem a mesma vontade gritando do seu interior: se casar. As três amigas estão percebendo que o tempo está passando e seus outros amigos estão indo para o altar. Elas se sentem como meras observadoras ao ir em chá de panelas, despedidas de solteiros, compras de presentes etc. Porém, essa vontade não vai ser fácil de ser realizada, ainda mais por terem outros problemas para enfrentar. O conto de fadas pode até existir, mas a vida não é colorida assim. Problemas familiares, relacionamentos e comportamentos conturbados e entre tantos empecilhos para até o momento de vestir de branco e dizer “sim” ao seu futuro esposo.
Assim que iniciei a leitura estava com expectativa de encontrar uma história parecida com o filme “O casamento do meu ex”, no sentido de acompanhar relações de pessoas diferentes, acompanhar momentos de suas vidas e seus conflitos. Porém, confesso que tomei um banho de água fria.
O casamento é o personagem principal da história, pois ele é presente constantemente na vida das protagonistas. Três amigas estão apreensivas para subir ao altar, pois estão percebendo que o tempo está passando e sentem que suas vidas estão estagnadas. Então elas se esforçam para que os seus relacionamentos deem certos até as últimas consequências.
Isabella é uma mulher que está em um trabalho que detesta, mas a rotina impregnou em sua vida e não sabe como sair dessa areia movediça. Por outro lado, Mary está em emprego almejado, mas não está nem um pouco satisfeita com seu relacionamento. Por fim, Lauren não sabe quais atitudes tomar em seu trabalho, para piorar sua linha do tempo sentimental é um desastre.
A história é narrada em terceira pessoa, o que proporciona ter uma visão mais ampla das personagens. No entanto, a história é muito corrida, o que poderia dar mais detalhes em determinadas situações. Durante a leitura me senti perdido em diversas situações e até mesmo na voz do personagem mostrado, pois na própria sinopse entendemos que a trama teria o enfoque nas três amigas, mas não leitura não foi assim.
Jennifer tem uma escrita envolvente e tem a capacidade de trazer o leitor para dentro da história. As histórias mostradas traz certa veracidade comparada aos dias atuais, onde a busca de relacionamentos darem certo, a insatisfação da profissão e a impotência de diversas atitudes é tão presente ao nosso redor.
Para os fãs de romance e histórias sobre relacionamentos e comportamentos, “Garotas vestidas de branco”, poderá te agradar. Apesar das ressalvas que não gostei, achei a trama envolvente e que prende atenção do leitor. Nem sempre o que criamos expectativas nos é suprido, não é mesmo?

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quinta-feira, 5 de maio de 2016

[LANÇAMENTOS DO MÊS] Abril

Olá, Leitores! Como vão vocês?

Viemos mostrar os lançamentos do mês de abril, ou seja, aquele momento que nossos bolsos começam a se esvaziar a cada pensamento de querer algum livro da lista. Então venha nos acompanhar nesse momento prazeroso de um leitor.

Ah! Para quem querer saber a sinopse, é só clicar na capa dos livros e será direcionado ao skoob com todas as informações.


Grupo Editorial Record




















Verus

                                                



 
Bertrand Brasil






















José Olympio


Companhia das Letras


















Seguinte





















Paralela



Suma de Letras



















Charme



















Grupo Editorial Pensamento - Selo Jangada





















DarkSide



Rocco














Globo Alt


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sábado, 28 de março de 2015

[RESENHA] O Anatomista de Federico Andahazi



Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 162
Publicação: 2015

Estamos no século XVI em que a ciência em geral ainda tinha muitos mistérios a desvendar. Nesse período em que o renascentismo surgia no mundo, as mulheres em geral eram pouco valorizadas, não tendo voz nem vez. Há também uma forte influência da igreja por sobre os costumes sociais. Quase tudo era considerado diabólico e motivo para ser levado ao julgamento da Inquisição. Com medo de serem queimados em praça pública, muitos cientistas omitiram seus trabalhos que, muitas vezes, traziam grandes descobertas.

Em uma situação semelhante se encontraria Mateo Colombo, um professor de medicina que adora trabalhar na área de anatomia humana. Dentre as suas descobertas tem-se a circulação pulmonar e a lente (cristalino) do olho. Porém, ao se apaixonar por Mona Sofia, maior prostituta da época ele começaria a desvendar a sua maior descoberta e acabaria por escandalizar o clero paroquial da época. Colombo, tal qual o navegador, descreveria em sua obra mais conhecida, De Re Anatomia, o clitóris, região responsável pelo chamado Amor Veneris ou Amor de Vênus, fazendo com que as mulheres fiquem apaixonadas.

É quando começa a tentar publicar seus estudos que Mateo começa a sofrer uma perseguição da igreja para ser colocado na lista de obras que não podem ser lidas e ser queimado na fogueira da Santa Inquisição. Uma vez que o prazer à era algo que feria as sagradas escrituras, nosso protagonista terá que conseguir driblar essa situação, sem perder o seu encanto e estima por Sofia.

O Anatomista é um romance argentino publicado originalmente em 1996. O enredo traz uma forte crítica social às imposições religiosas da época e tem um viés feminista ao tratar do corpo como instrumento de prazer feminino. Em uma época em que o sexo era endemoniado e o prazer tido como pecado mortal, atribuir esses fatores ao corpo feminino era algo absolutamente impensável, talvez o maior dos sacrilégios.

A narrativa do autor é muito arrastada, o que faz com que o mote do livro, que achei genial, perca um pouco de sua atratividade. Os parágrafos são longos e as descrições enormes. Há poucos diálogos e mesmo o texto sendo curto, tendo apenas 162 páginas, é dividido em cinco partes. No entanto, mesmo com esses problemas do ponto de vista estético, a história é interessantíssima. A forma como o desenrolar ocorre e a conexão entre os elementos do enredo se dá de forma inteligentemente pensada e bem amarrada. A escrita contém elementos de humor e ironia, além de traços polêmicos que são bastante contemporâneos. Achei de bom tom o equilíbrio dado pelo autor nesses elementos.

O livro traz fatos reais em seu enredo. Mateo Colombo de fato existiu e seu livro sofreu proibição pela igreja da época pelos mesmos motivos já apresentados na resenha. Ele também fez as descobertas relativas à circulação e ao clitóris feminino, porém não se sabe o que é ficcional na relação deste com Mona Sofia e se ela de fato existiu.

Gostei muito da leitura do livro. Há alguns anos eu queria lê-lo e, com essa nova edição, pude finalmente conhecer essa obra. Provavelmente lerei outros textos do autor. Tirando os pormenores citados, recomendo a todos que gostem de romances recheados de drama

                                                                     

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

[MINI-RESENHA] a cor do leite de Nell Leyshon

Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 205
Publicação: 2014

Mary é uma garota de 15 anos que vive em uma fazenda com seus pais e suas três irmãs. O ano é 1831 e ela resolve contar a sua história com um propósito: algo lhe aconteceu e ela quer deixar isso registrado para que outras pessoas leiam. Ela tem o cabelo da cor do leite, sua pele também é branca e nasceu com uma deficiência na perna direita. Vivendo com seus pais e suas três irmãs, seu trabalho é duro, levando-a a apanhar de seu severo pai várias vezes se não cumprir com suas obrigações. No verão, seu pai a leva para viver na casa do presbítero da cidade, para auxiliá-lo a cuidar de sua esposa, que sofre de uma grave doença. No início ela não gostará do ambiente, ficando o tempo todo com vontade de voltar para casa, para perto do seu avô, mas logo ela se adapta a sua nova vida, aprendendo a ler e escrever. Até que uma reviravolta ocorre e ela sentirá a necessidade de registrar, com urgência, a sua história.

O livro se passa ao longo de um ano e a narrativa é divida pelas estações, começando pela primavera e terminando no inverno. No início, demorei um pouco para me adaptar à forma de escrita que a protagonista tem, uma vez que ela está ainda começando a aprender a escrever com fluência. Porém, depois de umas duas ou três páginas, me acostumei e a leitura fluiu. Outra coisa que demorou para acontecer foi criar empatia pela protagonista. No início não conseguia formar nenhum tipo de ligação com ela, e isso durou uma boa parte da história.

No mais, a história é interessante e evolui ao longo das páginas. Por mais que existam alguns clichês e certa previsibilidade em algumas cenas, acredito que esse foi um livro desafiador para ser escrito, por se tratar de uma nova forma de narrativa, fora do usual.

Recomendo a todos que tenham interesse em dramas e livros com história de vida.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

[MINI-RESENHA] Will Gallows e O Troll Barriga de Serpente (Will Gallows #1) de Derek Keilty

Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 224
Publicação: 2014

Em Mirenópolis, um faroeste fantástico, Will Gallows é um jovem elfo que acabou de perder o seu pai, ex-xerife da cidade. Para buscar fazer justiça em memória ao falecido, ele topa a missão de capturar Noose Wormworx, um troll barriga de serpente, dos mais perigosos e que há muito vem assombrando a região. Junto com a sua égua alada Raio Lunar, sua fiel escudeira, ele irá percorrer as várias cidades em busca do fugitivo Em sua jornada ele cruzará a cidade de Grande Rochoeste, cruzando com anões, elfos, espíritos e seres encantados e acabará descobrindo um segredo que coloca em risco a segurança não só de sua cidade natal como a de toda a região. Conseguirá Will cumprir sua missão e ainda assim salvar todo o seu povo?


Will Gallows e O Troll Barrigga de Serpente é o primeiro livro de uma série infanto-juvenil que mistura aventura e fantasia. O livro é todo narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista do Will e traz algumas tiradas de bom humor, sobretudo de Raio Lunar. O foco principal do livro é a aventura e nisso o autor acertou em cheio, pois a história está recheada dela. A cada capítulo os protagonistas se envolvem em alguma nova situação, o que torna a leitura rápida. O ponto alto do livro é, sem dúvidas, as ilustrações que o compõem. Além de conversarem com a narrativa, em alguns momentos esse recurso é bem utilizado para ajudar o leitor a imergir na história. Por exemplo, quando os personagens estão em uma situação de escuridão, como quando o trem em que estão entra em um túnel, as páginas ficam completamente pretas, apenas com as letras brancas, como na figura abaixo. Adorei isso.


Salvo algumas ressalvas que tornaram a história um pouco morosa, Will Gallows é uma boa leitura para o público ao qual se destina. Recomendo a todos que gostem de histórias do gênero.