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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

[RESENHA] Amor Amargo, de Jennifer Brown

Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Publicação: 2015


Alex está em seu último ano do ensino médio e logo a faculdade está batendo na porta. Porém, antes disso acontecer, ela e seus amigos, Bethany e Zach, planejam fazer uma viagem ao Colorado. Mais por culpa de Alex, pois sua mãe morreu em viagem à cidade, e isso a atraiu em saber o que sua mãe queria encontrar lá.

Ela é monitora após a aula e Cole, é o seu novo aluno e recém chegado à escola. Tudo poderia se encaminhar perfeitamente, como sorrisos bobos aqui, elogios ali, um convite para um encontro acolá. Porém, aos poucos indícios de algo intenso e errado vão adentrando nas janelas da bolha de Alex e ela se vê presa em algo que jamais pensou em estar.

Jennifer Brown é a mesma autora de A Lista Negra, uma trama triste e com um tema atemporal, o bullying. Em Amor Amargo, ela nos apresenta uma história também triste e que muitas pessoas estão vivenciando, o relacionamento abusivo. Um tema atual e tão comentado nas rodas de conversas e até mesmo na mídia.

Alex é uma garota que nitidamente é possível ver algumas feridas internas, como a morte de sua mãe, o isolamento do pai e os conflitos com suas irmãs. A família após a morte da matriarca se tornou algo desequilibrado. No entanto, Alex tem seus amigos Bethany e Zach para ajudá-la em qualquer situação.

Uma das vontades da protagonista é atendida por eles, viajar até o Colorado e conhecer a cidade que sua mãe estava indo, porém ela faleceu em um acidente de carro. Isso a fez refletir sobre o que sua mãe foi fazer lá. Isso criou expectativa para explorar o local.

Apesar dos conflitos familiares, Alex tenta viver bem e com seus amigos ela ganha apoio. Até conhecer Cole, o garoto que tem o desejo de entrar para o time de basquete, mas precisa de aumentar suas notas. Ela será responsável de ajuda-lo em algumas matérias. O convívio vai atrelando em algo mais sério até um convite para o primeiro encontro. Isso foi a faísca para se criar um relacionamento.

No início, Cole é gentil e amável. Porém, aos poucos ele vai mostrando sintomas de ser alguém problemático, como sentir ciúmes dela com o seu melhor amigo, Zach. Começa a criar caso para afastar delas dos seus amigos. O que vai só intensificando com xingamentos, colocando ela como culpada das situações em que ele mesmo causa, pedidos de perdão e promessas de mudança, mas na verdade é um ciclo vicioso que vai só se agravando.

Jennifer escolheu um tema propício para abordar nessa trama. Ela apresenta o relacionamento abusivo e seus sintomas de forma cru, sem florear em nenhum momento. Conseguimos shippar o casal no começo, mas depois até bate aquele arrependimento. É triste ver que o que acontece com Alex, diversas mulheres estão presas a um relacionamento tóxico desse jeito.

A trama narrada em primeira pessoa aflora em nós um sentimento de impotência, fazendo com que sentimos uma vontade enorme de entrar no livro abraça-la e fazer com que ela fique o mais longe do embuste do Cole.

No final do livro Jennifer responde algumas perguntas importantes sobre o tema central da trama. Ela que tem a capacidade de falar de maneira mais profunda, pois é formada em psicologia 

Para os fãs de temas assim, essa é uma ótima indicação. Uma trama envolvente que fará o leitor repensar sobre relacionamentos, pois a violência não é só física, mas verbal e psicológica. Jennifer Brown mais uma vez nos presenteia com uma obra intensa e reflexiva.
 
                                                                     

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quinta-feira, 28 de junho de 2018

[RESENHA] Submissa ( The Enforcers #1), de Maya Banks


Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Publicação: 2017

Evangeline é a típica garota que sai do interior para ganhar a vida na cidade grande. Ela trabalha horas em cima de um salto servindo mesas em um bar, tudo isso para enviar dinheiro suficiente para ajudar seus pais. Um dia, após dispensada por um homem que tinha entregado sua virgindade, suas amigas a incentiva ir a um bar exclusivo para impressionar o ex, no intuito de mostrar o que perdeu.

Chegando ao estabelecimento, Evangeline fica surpreendida com o luxo do ambiente, pois nunca tinha pisado em um lugar como aquele. Ela nunca imaginava que alguém estava observando nas câmeras e ali é o começo que sua vida irá dar uma reviravolta de 360 graus, pois ela conhece Drake Donovan. Importante empresário que tudo que ele quer consegue, e Evangeline entrou em sua lista e fará de tudo para tê-la.

Submissa é o tipo de livro que acompanhou certamente o boom de 50 tons de cinza, quando foi lançado no exterior. É o tipo de livro que muitos leitores gostam por conta do personagem “cuidar” de sua parceira como porcelana. Eu também leio romances assim, mas a maioria das vezes alguns comportamentos me incomodam, e essa obra foi uma delas que me trouxe certo estranhamento.

Evangeline é uma menina ingênua, é perceptível ver isso no decorrer da trama ao perceber que ela está somente na cidade grande para faturar uma grana para ajudar os pais. Ela não junta dinheiro para seu prazer próprio. Ela deu uma chance a um rapaz, ele a dispensou assim que ele conseguiu o que queria, mas ela decidiu com ajuda das suas amigas mostrar o que ele perdeu, indo ao Impulse, um local luxuoso e exclusivo.

Drake é o um homem poderoso, que conseguiu erguer seu império junto com seus “irmãos” e fez com que seu estabelecimento se tornasse um dos mais cobiçados de Nova York. Ele é dominador, em todos os sentidos. Quando vê Evangeline, algo desperta nele e faz com que aguce a curiosidade de conhecê-la melhor. Ele dará tudo para ela, e aos poucos algo que era para ser apenas passageiro poderá ser permanente.

O comportamento de Drake para com Evangeline me assustou um pouco. Sei que ele é um personagem como vários outros, que gostam de mandar e fazer o que quiser com a mulher. Mas há determinados pontos que o que era uma prática entre o casal, vai se transformando em algo doentio, obsessivo. Maior parte da trama fiquei incomodado com esse tipo de comportamento por parte dele. Evangeline também me incomodou, ao invés de ter pulso firme em diversos momentos, ela somente abaixou a cabeça e mergulhou em algo duvidoso e desconhecido.

Já outros livros da Maya e gosto bastante da sua escrita, que costuma ser cativante, envolvente, com personagens bem construídos e diálogos bem elaborados. Porém, em Submissa, a narrativa ficou um tanto enfadonha.


Para os fãs de romance hot, que tem o famoso personagem dominador, esse pode ser um livro que você pode gostar. 
                                                                     

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

[RESENHA] Antes, agora e sempre (Heartbeat #2), de Teodora Kostova


Editora: Charme
Páginas: 320
Publicação: 2017


Beppe e Gia se conhecem desde criança, quando o garoto machucou o joelho e Gia o ajudou fazendo um curativo. No decorrer dos anos essa amizade foi se fortalecendo em meio a conversas e ajuda, pois o pai de Beppe era agressivo e batia nele e na mãe. Anos e anos de surra, e mesmo assim Gia estava ali para ajudá-lo. Essa amizade foi ganhando cores até que os dois tiveram algo mais, uma conexão mais intensa e íntima. Foi o passo para um sentimento forte adentrasse no coração de ambos. No entanto, algo trágico acontece e faz com que Beppe se mude.

Gia ficou desamparada sem ter seu amigo por perto, mesmo mantendo contato por telefone, não era a mesma coisa. Anos depois, ele está de volta. Porém, a garota usou a sua ausência para construir muros envolta de seu coração para impedir qualquer resquício de sentimento ocupasse nele. Será que o que sentiram no passado ainda existe? Será que a tragédia foi capaz de apagar os momentos marcantes e provaram algo mais forte que eles sentiram um dia?

Li o primeiro volume da trilogia Heartbeat há muito tempo. Portanto, esqueci de muita coisa, mas lembrava vagamente de um casal que tinha uma história linda, mas estava mal resolvida. Assim que iniciei “Antes, agora e sempre”, comecei a lembrar da história do casal e me apaixonei de novo.

Gia é muito inteligente e estudiosa. Ela carrega o peso da culpa, por focar nos estudos, enquanto seu pai estava definhando por conta do câncer e só seu irmão de 14 anos estava ajudando. Ela foi avançando em seu curso e ganhando espaço na sua carreira na culinária. Nesse meio tempo, ela também tinha que domar seus sentimentos pelo seu melhor amigo, que após uma tragédia se mudou para outra cidade.

Beppe carrega em si diversas marcas de espancamentos de seu pai. Desde a infância ele sofria abusos físicos daquele que deveria dar amo e proteção. Assim que algo na sua vida muda, surge alguém do seu passado e oferece a opção de recomeçar sua vida. Ele aceita e se torna um homem forte, que apesar das marcas, soube lidar com o trauma.

Quando li a história da separação do casal construí um argumento e duas interpretações. Compreendi o lado dos dois protagonistas, pois Gia estava se sentindo sozinha sem seu melhor amigo e alguém que amava e Beppe por querer reconstruir os pedações de sua alma. Os dois lados são compreensivos, e arrisco em dizer que de Beppe é mais, por tudo que viveu. Gia ainda admite em um momento ser egoísta, e isso mexe em seu interior que faz fechar seu coração para o amor, principalmente vindo de Beppe.

O meu argumento é: eles não poderiam viver uma relação à distância. Sim, sei que é difícil lidar com tal relacionamento, mas quando a pessoa passa por algo tão ruim e se há amor, não é possível pelo menos dar uma chance? O argumento de Gia se torna fraco com relação a história de Beppe.

A obra é narrada em terceira pessoa, sendo assim, o leitor pode ter uma visão panorâmica de vários personagens, suas motivações e sentimentos. Os personagens tem uma química ótima, o que faz com que a leitura se torne fluida.

Teodora tem uma escrita envolvente, fazendo com que o romance seja equilibrado no quesito romance. Ela não foca apenas em momentos calientes. Aliás, ela nem deu muito foco para isso, e sim, para a história do casal e os conflitos que a trama vai apresentando.
Os conflitos que a autora inseriu na trama foram muitos relevantes. Não foi apenas um romance, há um drama e ação, que são pontos responsáveis para tornar a leitura e a história mais recheada, mais bem apresentada. Não tem somente a história de um casal que se separou e o rapaz está de volta tentando reconquistar a moça. Não, há conflitos externos que interfere na relação do casal.


Para os fãs de romance essa é uma boa indicação. O livro é o segundo de uma trilogia, mas pode ler de forma independente. Os personagens do primeiro livro aparecem nesse, e podemos conhecer mais da história do protagonista do primeiro, que é irmão de Gia e como está o casal após o final. A autora também aproveitou e criou o gancho para o terceiro, que será protagonizada por Lisa, melhor amiga de Max e Gia.
                                                                     

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

[RESENHA] Mile High (Nas Alturas #2), de R. K. Lilley


Editora: Charme
Páginas: 336
Publicação: 2017

Dias depois do ataque do seu pai, Bianca acorda em um hospital desorientada onde está. Ali está o homem que em poucas semanas deixou seu mundo de cabeça para baixo. Sua vida em poucos dias adentrou em um mundo obscuro de prazer e um lado desconhecido de onde seus sentimentos podem chegar.

Agora ela terá um tempo para refletir e organizar seus pensamentos, porém, perceberá que ela precisa de James Cavendish ou Sr. Cavendish, melhor dizer Sr. Magnífico tanto quanto ele precisa dela. Uma relação intensa e com sentimentos à flor da pele mostrará à Bianca novos caminhos, segredos não revelados e até pessoas que fizeram parte do passado de James, mas que até hoje pode influenciar em seu relacionamento com ele. Será que ela será forte o bastante?

Quando li o primeiro volume dessa série fiquei animado, pois era um livro que muitas pessoas elogiavam os personagens e a trama em si. Pois bem, gostei tanto da história como da escrita da autora. Assim que terminei o segundo, minha visão sobre algumas coisas mudaram, não que desestimulou na leitura, mas apenas estranhei mesmo questões vindas do Sr. Cavendish.

Bianca após sofrer um ataque do seu pai, que até então estava desaparecido de sua vida há muito tempo, terá que dobrar o cuidado com sua segurança. Porém, não é apenas isso que terá cuidado, mas também do seu coração. Ela a cada dia tem sentido algo forte, sentimentos nunca imaginados antes por James.

Há dois pontos que a autora foca durante o desenvolvimento da trama: a confiança, pois Bianca é uma personagem que não confia em qualquer pessoa, seu passado é resposta disso. A única pessoa que ela confia é em seu melhor amigo Stephan. James terá que lutar bastante para conquistar a sua confiança, e isso leva tempo, algo que o rapaz não está muito acostumado.

Outro ponto que a autora destaca é o relacionamento de Bianca com James. Bianca tem um passado triste, já James tem o seu pervertido e obscuro. Ela reconhece os sentimentos que está sentindo por ele para si, mas por sua falta de confiança não consegue externar. Nesse segundo volume, o diálogo e a sinceridade são questões tratadas para que o relacionamento do casal seja promissor.

Algo que me estranhou com relação ao Sr. Cavendish é sua obsessão por Bianca. Pode ser que nos outros livros do gênero tenha semelhanças sobre isso e não reparei, mas nesse pra mim percebi algo mais aberto ou nítido. Não duvido da paixão, atração ou até mesmo do amor dele por ela, mas me pareceu algo doentio sobre controlar não somente a garota nos momentos íntimos, mas também em suas decisões de sua vida. Pareceu como ter Bianca como marionete.

O que citei acima não quer dizer a leitura foi ruim. Não. A escrita Lilley continua fluida e envolvente. Não há tantas cenas calientes em muito menos de BDSM. Como já disse, a autora quis focar mais na relação do casal no parâmetro do diálogo e confiança. Os personagens continuam tendo uma ótima química e personagens secundários também são bem trabalhos e tendo seu destaque em momentos propícios.

Para os fãs da série e do gênero é uma ótima indicação de voo, quer dizer de leitura. A história é rápida de ser lida, com personagens com química e conflitos condizentes com a trama.

O próximo livro chamará Graunded e provavelmente será lançado em 2018.
                                                                     

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

[RESENHA] Ligue-me amanhã, de Luna Bravin


Editora: Bezz
Páginas: 129
Publicação: 2015

Evelyn está prestes a realizar um sonho que quase todas as mulheres tem: se casar. Ela está com seu noivo desde que se mudou definitivamente para os Estados Unidos, após terminar o intercâmbio. Porém, o dia que deveria ser o mais feliz de sua vida se torna um grande pesadelo, pois James, seu noivo, a abandona no altar para fugir com a amante que está há mais de três anos.

A jovem fica sem chão e decide voltar para seu país. Após que ela se mudou do Brasil para os Estados Unidos ela deixou de manter contato com seus amigos e parentes. Sua vida tinha ficado dentro de uma bolha no relacionamento perfeito (sqn). Após ter sido abandonada ela decide procurar as pessoas que anos atrás fizeram parte de sua vida.

Mas ela não esperava que seu celular seria trocado com um estranho no aeroporto. Agora ela mantém contato com uma pessoa que nunca viu, e para piorar ela começa a ter sentimentos intensos pelo rapaz que está com seu celular. Após uma notícia trágica sobre alguém que fez parte de sua vida, ela terá uma missão e junto com suas amigas ela vão até afim para realizar o desejo do seu antigo amor.

Quando a li sinopse desse livro uma luz de neon brilhou com uma escrita dizendo “Clichê”. Não me importei, pois amo histórias clichês, porém ela deve ser bem escrita para prender minha atenção, pois estarei lendo algo que já li muitos vezes. Porém, Ligue-me amanhã tem um grande defeito quando é algo relacionado ao clichê, o que foi de não conseguir comprar a história que me foi apresentada.

O acontecimento com Evelyn e a troca dos celulares poderia ter sido algo muito promissor, mas a autora inseriu diversos elementos que fez desandar a trama. Ela inseriu elementos previsíveis e arrisco dizer até irreais, não é algo de fantasia, são coincidências que jamais aconteceria.

No decorrer das páginas fui acompanhando a trajetória da protagonista e não acreditando que estava lendo. Uma história que poderia ter sido de dar a volta por cima, mas trouxe reflexões com frases de efeito excessiva e mecânica. Fiquei extremamente triste quando estava acompanhando os acontecimentos e acertando sobre tudo que iria acontecer.

Queria ter me surpreendido e ter finalizado o livro satisfeito, mas não foi isso que aconteceu. Pergunto-me o porque da autora ter colocando tantos apetrechos com coincidências irreais em um romance contemporâneo.


Para os fãs de romance tenho que dizer que a leitura chegou a fluir, mas os eventos na trama foram pedras que me atrapalharam para me entreter e ter concluído a leitura de forma feliz. Foi um clichê que não conseguiu me prender, o que poderia ter sido totalmente diferente.
                                                                     

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