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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

[RESENHA DUPLA] O Iluminado de Stephen King


Editora: Suma de Letras
Páginas: 520
Publicação: 2017

Olá, leitores!

Hoje eu e o Luke vamos trazer nossas observações sobre O Illuminado, obra do grande Stephen King e clássico moderno da literatura mundial. Como sempre, usamos cores diferentes para a opinião de cada um, para que vocês possam ver o que cada um achou da leitura. Eu, Marcos, escrevo com o texto em azul e o Luke em verde. Espero que gostem e deixem nos comentários o que acharam, ok? ;)

Jack Torrance é o novo zelador de inverno do Hotel Overlook. Buscando tentar se isolar do mundo para poder se dedicar à sua escrita, bem como para reestabelecer os laços com sua família, ele vê nesse emprego a sua grande chance de recomeçar a sua vida, que vem tendo alguns percalços no passado. Jack tem mestrado em escrita criativa e foi professor universitário por muitos anos. Porém, um incidente aconteceu e ele logo teve a sua vida modificada, entrando numa grande espiral de preocupações que o afetaram profundamente.

O protagonista dessa história é um personagem muito interessante, devido à complexidade de sua construção. Sua mente e sua condição psicológica são tratadas de uma forma muito inteligente por King, que faz disso um excelente recurso de escrita para envolver mais o leitor na trama, bem como para aumentar o clima de suspense que perpassa toda a narrativa.

Entregue ao álcool, Jack acabou por destruir a felicidade de sua família, composta por sua esposa, Wendy, e seu filho, Danny. Porém, nem tudo são flores nessa nova etapa de sua vida. O Overlook guarda seus segredos e, muitos deles, são perturbadores. Jack terá que sentir na pele o que há por lá e entrará numa jornada angustiante sobre o que é real e o que não o é.

Vale destacar também a força do trio de protagonnistas. Wendy é uma mulher determinada, inteligente e sagaz, que acaba por ter que aguentar muito em busca de manter sua sanidade mental e a paz de sua família, bem como para proteger o seu filho. Danny, por sua vez, é uma criança que difere do padrão normal dessa faixa etária que vemos nos livros. A relação entre eles, a questão da hereditariedade, dos princípios passados de pai para filho, são coisas tão bem escritas que só poderiam ter saído da genidalidade do King.

O Iluminado não é somente uma das obras-primas do King ou um clássico do terror mundial, mas sim um dos livros ícones de toda a ficção mundial. É quase impossível encontrar um leitor que não o conheça, mesmo que vagamente. É uma das minhas melhores leituras do King (e olhe que eu já li bastante coisa dele).

King é um autor que comecei a ler recentemente, mas que fiquei logo apaixonado por sua escrita. Ele é genial e escreve como ninguém, com segurança e maestria. A construção dos núcleos e, sobretudo, a forma como ele desenvolve o núcleo principal é algo magnífico de ser lido. Trabalhar com 90% do livro se passando quase que exclusivamente em cima de três personagens e fazer disso algo estupidamente genial não é para qualquer escritor.

Outro ponto para destaque é a construção do terror por parte autor. King é mestre em manter um suspense em seus livros e nesse ele dá uma grande aula de como fazer a sensação de desconfiança e de tensão ir subindo cada vez mais, à medida que a história avança. É genial!

King é genial minha gente! Façam um favor a vocês mesmos e corram para ler esse livro dele.

Vale destacar essa edição incrível que a Suma de Letras lançou, dentro da coleção Biblioteca Stephen King. Além de ser em capa dura com relevo, que remonta a cena clássica do filme, traz também uma edição de texto muito boa e agradável de ler, bem como prólogo e epílogos inéditos, que nunca haviam sido traduzidos para o português. Sem dúvida é a obra certa para quem é fã do Mestre.

Essa edição, bem como a Biblioteca King inteira, está mesmo sensacional. Uma obra prima e com edições de qualidade, que a obra do King merece.

Ainda não assisti ao filme, mas tenho muita vontade de ver todas as adaptações que já foram feitas dessa obra sensacional. Recomendo muito a leitura de O Iluminado para tod@s que queiram ler uma excelente obra de terror psicológico e para quem ja gosta das obras do King e queiram saborear o seu suprassumo. Leitura obrigatória.

Também não assisti ao filme ainda, mas recomendo muito a leitura do livro. É a melhor coisa que o King já escreveu, sério.
                                                                     

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

[RESENHA] A Hora do Lobisomem de Stephen King


Editora: Suma de Letras
Páginas: 152
Publicação: 2017

Um novo medo começa a tomar conta dos moradores de Tarker's Mill. No início do ano ocorre uma morte muito macabra acontecendo por lá: um trabalhador é morto enquanto estava preso em uma nevasca. Aparentemente um animal acabou por dilacerar sua garganta. Seria um urso ou um lobo muito grande? Em fevereiro, uma nova vítima: uma mulher é atacada dentro do seu próprio quarto, com as mesmas marcas de garras e dentes espalhadas pelo seu corpo.

Mas que besta é essa que só ataca em noites de lua cheia e somente uma vez a cada mês? Enquanto a polícia não descobre (pelo contrário, ela acaba também senso vítima desse monstro), os moradores do local amanhecem a cada dia com medo de serem a próxima vítima da hora do lobisomem. Enquanto isso, pegadas de um animal estranho são encontradas nas redondezas.

A Hora do Lobisomem é o segundo livro da Biblioteca King, compilado de livros raros ou não-publicados no Brasil do autor, que são reeditados em edições de luxo, com capa dura e projeto gráfico. No caso desse tomo, há ainda algumas ilustrações coloridas que enriquecem ainda mais a leitura e a imersão do leitor no texto.

Uma das coisas que mais gostei nessa história foi a divisão dela seguindo os meses do ano. A narrativa começa em janeiro e termina em dezembro do mesmo ano, sendo cada mês um capítulo diferente da mesma. Gostei da fluídez que esse recurso deu ao livro e da passagem no tempo feita de forma ágil e sem enrolação.

O texto em si é muito conciso e objetivo. Todo o livro tem pouco mais de 150 páginas, incluindo aí as ilustrações e o projeto gráfico, que está muito bonito. Isso faz com que a leitura seja muito rápida. Sem dúvida é um livro para ser lido numa sentada, em uma tarde ou noite.

Recomendo muito a todos que gostam do King ou que queiram começar pelo terror dele com algo mais curto, para poder experimentar e ver se gosta desse autor sensacional.
                                                                     

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

[RESENHA DUPLA] A Zona Morta, de Stephen King

Editora: Suma de Letras
Páginas: 480.
Publicação: 2017

Olá, galera! Hoje, vamos de mais uma resenha dupla do Marcos, em azul, e do Tiago, em laranja.

Eu já li alguns livros do King. Comecei minhas leituras de suas obras por Sob a redoma, que devorei em pouco tempo. A partir de então, tenho, sempre que posso, lido algum livro dele. A forma como o autor desenvolve seu enredo e personagens foi o que mais me chamou a atenção em Sob a redoma e fez tudo funcionar para mim. Afinal, eu poderia levar um tiro no pé com um livro daquele tamanho quando sempre recomendam começar a ler o autor por O iluminado.

Algumas obras raras e antigas do autor estão sendo relançadas. É o caso de A Zona Morta.

Johnny Smith é um jovem professor de literatura da escola de sua cidade, no interior do Maine. Ele está tentando começar a namorar Sarah, também professora. Ambos vão a um festival que está acontecendo na cidade, com parque de diversões e barracas de comidas típicas. Em uma dessas, um jogo de roleta chama a atenção de John, que resolve atender ao pedido do vendedor e tenta apostar a sorte naquele jogo. Na primeira rodada ele logo fatura o prêmio e resolve tentar de novo. Na segunda, idem. Quando na terceira ele consegue novamente muito dinheiro, Sarah e os demais começam a achar estranho aquele acontecimento e John consegue quebrar a banca inteiramente. Porém, sua noite não acabaria ali. Após deixar Sarah em casa, ele apanha um táxi para a sua residência. Durante o trajeto, um trágico acidente acontece matando o motorista e deixando nosso protagonista em coma profundo pelos próximos quatro anos.

Quando criança, Johnny já havia sofrido um acidente mais grave, porém, omitiu isso de toda a sua família. Numa pista de patinação, ele caiu e bateu com a parte frontal da cabeça no gelo, mesma região que ele machucou agora. Depois de acordar de tanto tempo em coma, Johnny percebe que há algo diferente em sua percepção do mundo: ao tocar uma pessoa, ele consegue ver o que acontecerá em seu futuro. Um dom que pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal e Johhny sentirá na pele o peso e a responsabilidade disso.

King trabalha com poucos personagens neste livro. Cada um traz alguma importância em algum momento da história, mesmo aqueles que acabamos conhecendo sobre suas vidas para em poucas páginas morrerem. No começo, a gente não sabe muito bem o que pensar sobre alguns. Por exemplo, quando a mãe de John descobre que o filho sofreu o acidente de carro a narrativa nos traz um certo ar cômico devido sua reação. Um pouco mais tarde, vamos descobrir que a reação dela provém de outras razões.

A Zona Morta é um livro escrito no final da década de 70 tendo sua história se passando no mesmo período. Em virtude disso, todo o cenário, o comportamento dos personagens e também boa parte da narrativa sofre influência dessa época. Minha leitura do livro oscilou à medida que o avançava. No início, a viciante narrativa do King se faz presente e me manteve ávido pela história o tempo todo. Porém, do meio em diante o ritmo decai muito e só vem ser retomado nas últimas 100 páginas. King se estende bastante em diversas partes que poderiam ser facilmente enxugadas ou somente citadas brevemente no enredo.

O livro tinha tudo para ser uma história do caramba. Enquanto o lia, ficava imaginando como teria sido se alguém o tivesse estruturado para ser um romance policial. A meu ver, houve uma tentativa do autor de levar por esse caminho, mas falha. O começo chama a atenção como deve ser, mas o período de coma do John é longo, as coisas que acontecem após seu despertar são narradas em páginas e mais páginas e quando o livro tinha tudo para se encerrar muito bem temos mais cem páginas para ler. Por mim, a história poderia ser bem enxuta, mas ser prolixo é uma característica do autor.

No mais, A Zona Morta foi uma leitura boa, que traz momentos que prendem o leitor e outras que o deixam entediado. Acredito que não seja a melhor porta de entrada dos livros do King, uma vez que o autor demonstra mais do seu potencial em outras obras já publicadas.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

[RESENHA DUPLA] O Bazar dos Sonhos Ruins de Stephen King



Editora: Suma de Letras 
Páginas: 528
Publicação: 2017

Oi, gente! A resenha de hoje é dupla. O Marcos e o Tiago falam suas impressões sobre o livro O Bazar dos Sonhos Ruins. Os comentários do Marcos estão em azul e do Tiago em laranja. Segue o baile!

O Bazar dos Sonhos Ruins é uma coletânea de contos do considerado maior autor de terror do mundo: Stephen King. Nele, vemos um apanhado de contos que englobando basicamente o tema terror, mas também suspense e uns com um leve toque de fantasia. Os contos reunidos no livro foram escritos em diferentes épocas da carreira de King de modo que, durante a leitura, é fácil detectar o período em que cada um se insere.

Escuridão total sem estrelas foi meu primeiro contato com um livro de contos do Stephen King. Eu o li intercalando com outros livros, uma vez que os contos de Escuridão são relativamente maiores que os contos de O Bazar dos Sonhos Ruins. Já Bazar, li sozinho. 

Meus contos favoritos foram: Milha 81: é o conto que abre o livro. Ágil, bem construído com dois núcleos bem interessantes e congruentes. Só o King para fazer ter medo de uma "protagonista" como a dessa história; A Duna: uma história incrível que tem um final sensacional; Ur: em que King usa um Kindle como portal de um universo paralelo. O conto foi escrito inicialmente para a promoção do Kindle Keyboard e vinha dentro dos aparelhos comprados nas primeiras semanas de venda; e Obituários: cujo nome já resume tudo.

O conto Duna e Obtuários meio que ecoam um ao outro, já que eles falam sobre a antecipação da morte. Eu gostei bastante do desfecho de Duna, já Obtuários me lembrou bastante Death Note.

O mais legal do livro é que, além dos contos em si, King bate um papo com o leitor entre uma história e outra. Antes de cada conto há um texto de apresentação em que o autor conta suas motivações, as polêmicas envolvidas durante a escrita ou após a publicação e em quem estava pensando quando o escreveu. Esses textos eram muito legais e aproximavam muito o King do leitor. Algumas vezes eles eram melhores que o conto em si.

Eu sou um leitor curioso, por assim dizer. Isto porque uma das coisas que eu mais gostei neste livro são os comentários do autor antes de cada conto. É bem legal ver o que motivou o King a escrever cada conto e, de quebra, descobrir um pouco mais sobre a vida dele.

Esse é meu primeiro livro de contos do autor, que sou mega fã. Já tinha lido um conto dele, A Tribo que ele escreveu junto com seu filho, Joe Hill, e tinha gostado muito do trabalho de ambos em uma história mais curta. Com Bazar minha admiração por King escritor ficou ainda maior. Ele consegue sintetizar ideias de forma a trazer histórias completas, com início, desenvolvimento e fim, e, ao mesmo tempo, muito bem construídas.

Lendo Bazar, descobri que King também escreve poemas. Há dois contos em formato poemas, sendo que o segundo foi o que mais fez sentido pra mim. Não sou fã de poemas. Acredito que se você pode escrever em prosa, pra que poemas? Desculpa, Homero.

Recomendo muito a quem é fã do autor e para quem quer conhecê-lo. É uma ótima forma de começar a saborear a narrativa de King sem precisar se aventurar logo de cara por seus livros mais longos.


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

[RESENHA TRIPLA] Cujo de Stephen King



Editora: Suma de Letras
Páginas: 376
Publicação: 2016

Olá, leitores!

Hoje teremos a primeira resenha tripla de nós três, blogueiros do Capa! \o/ Nós lemos Cujo do Stephen King e cada um teve uma visão parecida da leitura. Espero que gostem desse formato, quem sabe poderemos fazer mais desse jeito? ;) A opinião do Tiago está em vermelho, a minha em azul e a do Luke em verde.

O primeiro livro de Stephen King que eu li foi o camalhaço Sob a redoma. Fico pensando em como tudo podia ter dado errado ao lê-lo caso eu não gostasse nadinha do que li. Mas eu adorei, a leitura fluiu muito bem e me empolgou a ler outros livros do autor. Desde então, li Misery, Carrie e Escuridão total sem estrelas. No meu livreiro, tenho outros livros do autor para ler. E há vários outros livros por aí que eu gostaria de ter.

Mas estamos aqui para falar de Cujo.

Entre 1970 e 1975, a pacata Castle Rock, no Maine, vivenciou momentos sangrentos. O seu nome é Frank Dodd, um serial killer que aterrorizou a cidade, mas 1975 foi pego e executado. Cinco anos se passaram um evento peculiar acontece. Tad Trenton avista um ser estranho em seu closet e o mesmo promete a ele que irá mata-lo. Seus pais não acreditam, pois é coisa de criança, mas o mal está prestes a dar às caras para esta família.

Frank se tornou uma espécie de lenda urbana da cidade, sua história é usada pra aterrorizar as crianças a não cometerem algo de errado, como sair à noite sozinhas ou conversarem com estranhos. Por isso, quando Tred começa a relatar o que está acontecendo em seu quarto e tudo o que ele está vendo e vivendo à noite, seus pais não dão atenção e acredita que seja apenas mais um medo infantil. Mal sabem eles o que os esperavam.

A família Camber mora distante da cidade, o seu mascote é um são-bernardo chamado Cujo. Um cachorro divertido, amoroso e leal, porém, quando ele corre atrás de um coelho e coloca seu focinho em um buraco, é picado por um morcego que contém a doença de raiva. A partir daí tudo começa a mudar, Cujo é contaminado, encontros e desencontros acontecem. A única certeza sobre Castle Rock é que o mal está de volta, e dessa vez o desejo é mais intenso e feroz.

A raça de Cujo é conhecida por suas habilidades de busca e resgate. Quando bem treinado, nas regiões gélidas, ele é capaz de deitar ao lado de alguém perdido na neve e aquecê-lo até que esse alguém possa ser salvo. Apesar da aparência assustar a princípio, a gente fica se perguntando: como pode um cão com essas características se tornar tão assustador?

Cujo é um animal intrigante. Seu tamanho é de quase um urso de pequeno porte e seu olhar parece que transmite uma personalidade estranha. Todos que ficam perto dele sentem algo esquisito, mas não levam nada em consideração, afinal é apenas um cachorro. Porém, após ser mordido por um morcego, seu espírito animal se transforma. Logo ele foge de casa e sua agressividade aumenta. Castle Rock então, passará a viver dias de pânico e horror

Stephen King tornou meu autor preferido no gênero terror. Desde suas premissas instigantes até a sua forma de escrita envolvente. Soube do lançamento de Cujo na Bienal de São Paulo (2016) e fiquei curioso tanto com os comentários dos funcionários da editora como desta edição belíssima. Porém, a minha experiência com este livro tiveram controvérsias, positivas e negativas. A voz narrativa da trama é como um intruso na vida das pessoas, ou seja, é uma voz observadora que nos dá uma visão panorâmica da cidadezinha Castle Rock. Este modo narrativo nos permite perceber os eventos que colocam como consequência a outros, conseguimos compreender a motivação de alguns personagens e apreendemos mais informações sobre a cidade e seus habitantes.

King é sensacional! Já o lia há algum tempo, mas só em 2016 comecei a ler os livros de terror dele, principalmente os clássicos. A narrativa dele é incrível, ele consegue prender o leitor e as descrições da ação que ocorre na cena é de deixar qualquer um sem fôlego. Uma determinada morte me deixou tão agoniado que, como estava lendo o livro em público (numa sala de espera, para ser mais preciso rs), tive que parar um pouco, beber um copo d'água e ficar me segurando para não expressar minha careta de agonia para os que estavam perto de mim hahahah. 

Algo que me incomodou foi o início da história. É nos apresentado os personagens, mas transforma-se em um marasmo sem fim, é como assistirmos ao programa Casos de Família, com seus conflitos cotidianos e segredos familiares sendo revelados. No entanto, a trama dá uma reviravolta e todos os momentos de clímax nos transmitem sentimentos diversos. Outro ponto que me deixou intrigado, o que pode ser um erro da minha interpretação, foi a inserção do serial killer. Para mim não foi tão evidenciado e desenvolvido.

Algumas partes da leitura são de fato lentas, mas ao contrário do Luke, fiquei lendo de forma visceral o livro. Consegui devorá-lo em dois dias! A parte de Frank e a relação dele com Cujo ficou de fato um pouco nebulosa (tanto que discutimos isso bastante no grupo do Whatsapp, né meninos? xD), mas acho que o King quis dar um pouco de margem à imaginação do leitor nesse ponto.

O que a gente precisa entender sobre o King é que seus livros são também sobre as pessoas que estão envolvidas no argumento que ele pretende desenvolver. Portanto, apesar de Cujo ser sobre um cão raivoso King vai nos inserir nas histórias e relacionamentos dos personagens enquanto tece sua trama. O que pode deixar essa sensação de marasmo que o Luke comentou. Eu não considero de todo mau. Porém, recebemos informações que às vezes não são necessárias. Esta é outra característica do autor: a prolixidade.

A escrita de Stephen King dispensa comentários, apesar do meu incômodo no início do livro, sua forma de narrar é fascinante. Ele consegue envolver o leitor, trazê-lo para a história para nos sentirmos como os personagens, criando assim momentos de tensão e gerando em nós muita aflição. A dinâmica entre as histórias paralelas foi um ponto em destaque na trama.

Vale a pena destacar a qualidade dessa edição que a Suma deu ao livro. O tomo vem em capa dura,com detalhes incríveis, como o print em baixo relevo da pata de Cujo na capa, e com o extra de uma entrevista do King falando não somente sobre esse livro como também sobre a sua obra inteira e a sua visão da literatura no geral.

A coleção Biblioteca Stephen King tem tudo para ser uma coleção maravilhosa e para ninguém botar defeito.

Para você que é fã de ação e uma pitada de terror, Cujo é uma ótima indicação. Uma obra que é capaz de te envolver do começo ao fim, escrita envolvente, personagens que conseguimos criar certa empatia e diversos momentos que certamente você ficará aflito.

King consegue nos fazer sentir. Sentir vontade de empurrar os personagens em direção ao caminho certo para resolver toda a agonia apresentada, sentir aflição com suas descrições algumas vezes detalhadas demais para estômagos mais fracos. Recomendo!

Leitura mais do que recomendada a todos os fãs do autor e para quem gosta de um bom livro de terror e suspense. Cujo irá lhe tirar o sono.

                                                                     

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

[RESENHA DUPLA] Último Turno (Bill Hodges #3) de Stephen King



Editora: Suma de Letras
Páginas: 344
Publicação: 2016

Olá, leitores!

Trazemos hoje a resenha do último livro da trilogia Bill Hodges e como vocês puderam perceber nos dois anteriores, eu e o Luke também faremos resenha dupla deste. \o/ Por isso, a minha opinião está em azul e a do Luke em verde. =)

Após quase sete anos ter acontecido o massacre no City Center, o caso ficou conhecido como O Assassino do Mercedes, Bill Hodges e sua companheira de trabalho Holly Gibney estão na ativa em procurar pessoas criminosas. Mal sabem as pessoas que no quarto 207, na Clínica de Traumatismo Cerebral de Lakes Region, o autor do massacre Brady Hartsfield adquiriu no estado vegetativo poderes de telecinesia, capaz mover objetos. Boatos sobre esse acontecimento permeiam no hospital, mas quem irá acreditar nisso?

Ao serem chamados para analisar uma cena de suicídio que ocorreu de uma forma muito misteriosa, Bill e Holly começam a desconfiar que algo está estranho nesse crime. Logo eles descobrem que essa morte tem ligação com a chacina do Mercedes e a pulga atrás da orelha deles é implantada.  Brady está de volta e quer vingança não somente dos detetives como também de toda a cidade que, segundo ele, o vê com olhos de injustiça.

O que ninguém sabe é que o começo de surtos de suicídios, relacionados a pessoas envolvidas no ataque no City Center pode estar sendo controlados por Brady. Ele não desistiu de se vingar de Bill e das pessoas que o impediram de fazer o grande espetáculo de explodir um ginásio com milhares de pessoas dentro. Bill, Holly e Jerome estarão juntos nessa nova investigação. Os mínimos detalhes são muito importantes para descobrir o que está acontecendo com estas pessoas e qual envolvimento Brady tem a ver com isso. E se estiver, como ela está fazendo isso? Pois eles sabem que o estado de saúde do assassino do Mercedes é quase nulo ser responsável de matar uma formiga.

Mas como será que Brady, um paciente que está m estado vegetativo, que não se mexe, não esboça qualquer expressão facial, não responde a estímulos externos e passa o dia preso numa cama de hospital, pode estar envolvido com essa onda de suicídios que começou na cidade? Bill e Holly terão muito o que investigar para se chegar à verdade por trás de tudo isso.

Os dois livros da trilogia “Bill Hodges” mostraram grandes doses de emoção e cenas de ação. Com personagens fortes, personagens e diálogos bem construídos, fez com que ficasse ansioso para ler o terceiro e último livro. “Ùltimo turno” fecha a história de Bill, e dessa vez é como retomar uma investigação do caso do Mercedes, só que dessa vez tem algo peculiar. O que há de diferente no volume que fecha a trilogia é a inserção do elemento sobrenatural. Brady depois de ter uma parte do seu crânio esmagado ativou uma parte adormecida, o que fez dele ter adquirido alguns poderes de mover objetos e até mesmo de hipnose. Imaginem este poder nas mãos de um assassino frio e com sede de vingança. Ele não medirá esforços para satisfazer seus desejos.

Confesso que esperava um pouco mais de ação nesse terceiro e último livro da série, uma vez que os dois primeiros foram leituras de tirar o fôlego. Nesse caso, não foi o que aconteceu. King optou por trabalhar mais o terror psicológico dos personagens para fazer o desfecho de sua trama. Isso tornou a leitura um pouco mais lenta em relação aos dois primeiros. Contudo, com a narrativa sensacional que o autor tem, Último Turno ganha viés de romance noir e traz um desfecho digno de toda a trilogia.

Pensei que a trilogia traria um compilado dos dois últimos livros. Porém, não é bem assim. O segundo livro só traz uma ou duas referências sobre o ocorrido. A presença intensa é mais dos acontecimentos do primeiro livro e até mesmo dos personagens já apresentados. Acho que o autor poderia ter feito essa junção das duas histórias e criado acontecimentos criando certa sinergia. Outro fato que me incomodou foi a maneira natural que os personagens encararam os acontecimentos paranormais. Senti que os personagens trataram este assunto como já estivessem acostumados. Por outro lado, King desde o começo da obra joga pontas soltas e vai amarrando cada uma no decorrer da trama sem deixar nenhuma solta, achei isso fascinante.

Assim como o Luke, também gostei muito da forma como o King fez o desfecho da história. Ele definitivamente não dá ponto sem nó e cada pequena dúvida que ele colocou na cabeça do leitor ao longo do texto é esclarecida antes do fim. Só senti uma necessidade maior de se suscitar o crime acontecido no segundo livro, que não tem muita relevância nesse tomo, tendo apenas alguns personagens reaparecendo na história.

A escrita de King continua a mesma: eletrizante, envolvente e instigante. Confesso que no começo senti um pouco arrastado, mas de uma hora pra outra o autor conseguiu me prender e a partir daí não parei mais. A cada acontecimento era um choque e uma curiosidade de saber como iriam solucionar. Para os fãs de King e da trilogia, podem esperar que vários forninhos irão cair. Uma trama com doses de muita ação, sobrenatural e momentos de tensão. Neste volume também acompanhamos um pouco mais da vida do Bill e uma descoberta que mudará sua vida.

Sem dúvidas livro mais do que recomendado a todos os fãs do autor e dos dois primeiros livros da trilogia. Não foi o melhor dos três, mas traz um desfecho eletrizante e a mestria de toda a genialidade contida na escrita do autor.

                  

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domingo, 9 de outubro de 2016

[RESENHA DUPLA] Achados e Perdidos (Bill Hodges #2) de Stephen King



Editora: Suma de Letras
Páginas: 352
Publicação: 2016

Olá, leitores!

Mais uma resenha dupla no C&T! \o/ Conforme eu tinha dito na resenha do livro anterior dessa trilogia, todos os livros da Bill Hodges seão resenhados em dupla por mim e pelo Luke. Portanto, meus comentários (Marcos rs) estarão em azul e os do Luke em verde. Espero que gostem! =)

Morris Bellamy é fanático pela história fictícia de um livro, cujo personagem principal se chama Jimmy Gold. Porém, o escritor John Rothstein deu um final que Morris detestou. Obsessivo como ele é, foi à casa do seu ídolo literário e roubou cadernos onde se encontrava anotações e histórias inéditas escritas há mais de 10 anos. Mas por vingança, Morris mata John. Anos depois o pequeno Peter Sabeurs encontra no quinta de sua casa um baú enterrado. Curioso com o conteúdo ele desenterra e encontra muito dinheiro e cadernos com a história de um personagem que leu e gostou tempo atrás. Sua família está passando por uma crise financeira, ele vê a oportunidade de ajudar seus pais com aquele dinheiro.

Morris é um psicopata perturbado que se agarrou à ficção para suprir à sua carência de realidade. Como queri que a obra acabasse do seu jeito, ele resolve tirar satisfação com o próprio autor e acaba por matá-lo. Logo ele foi preso por isso mas, no meio do caminho, ele também roubou cadernos com textos inéditos de um novo livro que John estava preparando. Em virtude dele ser um best-seller, esse conteúdo hoje em dia valeria ouro. E é justamente ele que será achado, depois de muitos anos, em um baú enterrado próximo à sua casa, por Peter.

Morris saiu da prisão anos depois e vai atrás daquilo que é seu por direito, os cadernos de John Rothstein. Ele manteve sua sanidade dentro da prisão com o objetivo de pôr as mãos e ler cada palavra que seu autor escreveu. Mas ele não sabe que o que tanto almeja não está mais onde ele colocou um dia. Peter e sua família correm perigo. Bill Hodges e sua trupe Holly e Jerome poderão ajudar. Se ainda tiverem tempo.

35 anos após o acontecido, Morris conseguiu de volta a sua liberdade. Mesmo tendo tempo suficiente para refletir sobre o que aconteceu, sua mente psicopata ainda guarda o desejo de poeder tocar nos cadernos que roubou anteriormente e ler tudo o que estava escrito nele. Porém, Peter não sabe no que se meteu ao desenterrar o baú. Junto com o dinheiro e o texto encontrado, há um enorme perigo envolvendo a sua vida e a de sua família.

Assim que terminei Mr Mercedes fiquei extasiado e sem fôlego com todo ocorrido que Bill Hodges viveu. Quando comecei o segundo volume já fui preparado com muito tiro, porrada e bomba. É incrível como King cria uma história tão eletrizante, e depois outra. Desta vez Bill Hodges não ganhou tanto enfoque assim, o que para mim foi muito bom, pois no primeiro volume conhecemos de sua vida. A história é dividida em três partes: 1) Como tudo começou, ou seja, Como Morris conheceu e assassinou John, como ele foi parar na prisão etc. 2) Como Peter encontrou o baú após tanto tempo, como sua família começou a ter problemas financeiros e como Morris viveu na prisão. 3) Aqui todos os pontos se cruzam, a resolução dos problemas.

Esse segundo volume acabou sendo o melhor da trilogia para mim., até agora. Se no primeiro King já entregou um texto recheado de suspense e ação, nesse segundo ele elevou esses traços de narrativa a um nível ainda maior. É simplesmente impossível querer largar o livro antes de saber o que acontecerá no final. Mesmo com Bill sendo um personagem que só entrará na trama já quase em seu final, a trama de Peter e Morris é sensacional e prende muito o leitor do início ao fim.

Morris é um homem obsessivo. Ele não mede esforços para cumprir seu objetivo, ter uma resposta do porque do desfecho da história de Jimmy Gold. Peter encontrou o baú muito novo, mas mesmo assim teve a maturidade de ver algo que poderia ajudar sua família. King tem muita capacidade de criar vivacidade aos seus personagens, torna-los fáceis de nos identificar. Isso foi um dos pontos altos para que a história ganhasse peso a mais. A escrita de King é fascinante. Desde a criação dos personagens, ambientação, diálogos e a ação em si. Não é por menos que ele é considerado rei, pois para criar uma trama tão real através das palavras é pra poucos. King desenvolve uma trama sobre obsessão de um fã, o amor pela família e o desejo de vê-la melhor, o valor da amizade e confiança etc.

Sem dúvidas temos nesse volume mais um exemplo do quão King é bom em construir personagens com mente psicopata. Ao usar da perspectiva da mente de alguém assim, ele consegue explicá-lo e colocar a sua visão de mundo para que o leitor possa sentir o que ele sente e ver o que ele vê. É algo sensacional de ser lido. As cenas de ação, sobretudo o desfecho do livro, são muito boas e deixam o leitor sem fôlego.

Para quem amou Mr. Mercedes, tem grandes chances de adorar Achados e Perdidos. Eu, no caso, prefiro este segundo, pois há mais cenas de ação e me identifiquei nesse mundo envolvendo a literatura (quem nunca quis tirar a limpo com o autor de determinado livro que você gostou, mas ele pôs um final que te desagradou?). Um livro contendo cenas imprevisíveis e um jogo de quebra-cabeças fascinante.

Livro mais do que recomendado para quem gostou do primeiro volume da trilogia e para quem quer continuar a ler os casos de Bill Hodges.

                                                                     

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terça-feira, 9 de agosto de 2016

[RESENHA DUPLA] Mr. Mercedes (Bill Hodges #1) de Stephen King



Editora: Suma de Letras
Páginas: 398
Publicação: 2016

Olá, leitores!

Hoje eu e o Luke vamos fazer mais uma resenha dupla aqui no Capa. Aliás, resenharemos toda essa trilogia do King nesse formato. Então, para vocês não ficarem confusos, os meus comentários ficarão em azul e os do Luke em verde. ;)

É madrugada em uma agência de empregos em uma cidade do Meio-Oeste, várias pessoas já estão na fila, apreensivos para conseguir algum emprego. Repentinamente um carro avança para aquelas pessoas. Um Mercedes atropela vários inocentes, e com a ajuda da neblina ninguém identificou o responsável. Oito pessoas morreram e várias ficaram feridas.Meses depois do ocorrido, o detetive Bill Hodges está aposentado, mas ainda não conseguiu engolir não ter prendido o responsável do crime. Por sentir tão essa culpa, o desânimo é seu companheiro de várias tardes em frente a TV assistindo programas no estilo Ratinho. Até mesmo o suicídio é uma das opções futuras para ele. 

Bill é um policial aposentado que não vê mais muito sentido na vida. Ele se sente um peso inútil para a sociedade, uma vez que não tem como prestar mais os seus serviços no mesmo vigor que nos tempos de juventude. Porém, ao ser noticiado da tragédia que as pessoas da agência de emprego passaram, ele receberá uma carta do assassino pedindo para que ele investigue o caso, em tom de ameaça. Logo ele desperta de todo o estado de desânimo em que estava e parte pra investigação.

Porém, ao receber uma carta de alguém que autodomina Assassino do Mercedes, o detetive ganha um novo propósito para viver. Ele assume a missão de encontrar o assassino.Brady Hartsfield mora com a mãe alcoólatra. Ele teve prazer, satisfação, excitação e um sentimento inebriante de estar sob o volante e ser responsável de matar e ferir pessoas. Agora ele está em uma nova missão, não tão grande como a inicial, mas seus planos estão firmes, e sua frieza, sede de matar e provocar serão a motivação de ir até o final.

Este é o segundo contato que tenho com a escrita de Stephen King. Minha experiência com Revival não foi agradável, mas arrisquei em ler mais um para testar meu feeling com o autor. Mr. Mercedes me arrebatou desde a primeira página e me fez ficar fissurado em cada situação descrita por King. Dessa vez foi uma experiência excepcional, caindo por terra então aquela leve cisma com a escrita do autor.

Eu já li vários livros do King mas, mesmo ele sendo o rei do terror e do suspense, apenas há pouco comecei a me aventurar em livros dele desses gêneros, tento eu lendo mais livros com viés de drama e de ficção científica. Tive a mesma opinião que o Luke quanto a Revival, mas com Mr. Mercedes o autor veio para mostrar o motivo de ter a fama que tem. O livro é sensacional, não consegui largar durante boa parte da leitura, fazendo isso somente uma vez até o final.

Bill Hodges recentemente se aposentou. Ele se inclui no grupo de ex-policiais que quando entregam o distintivo e ficam um tempo sem exercer a antiga função, surtos e até mesmo a ideia de tirar a própria vida vem a cabeça. Porém, ele não sabia que um dos antigos casos que ele não conseguiu concluir, o responsável de matar várias pessoas tem vigiado um pouco sua vida e visto Bill desanimado. O bandido que matou dezenas de pessoas dirigindo um Mercedes é Brady Hartsfield. Após cometer o crime suas ideias de agir de forma errônea não cessou, está apenas num momento de pausa planejando algo novo. Nesse período ele tem um objetivo: ver o detitive que investigou o seu caso se matar. Isso não será fácil, mas com sua mente psicótica e sangue frio será uma das motivações de atingir o seu objetivo. Cartas, sites de bate-papo e jogos de manipulação será uma das armas de Brady. Ele é um homem mais velho, com uma mãe alcóolatra e um passado sombrio.

A relação entre Brady e Bill é muito bem construída ao longo do livro. A alternância de pontos de vista narrativos no texto (cada capítulo é narrado por um dos dois personagens), faz com que a trama vire um alucinante jogo de gato e rato que prende o leitor e traz um excelente clima para o suspense policial se desenvolver. Outro ponto positivo foi a construção de Brady. King é famoso por adoar trabalhar bem o passado dos personagens para tentar justificar suas ações no tempo presente da história e nesse livro, especificamente para esse personagem, ele fez com maestria.

No momento que o leitor começa a ler “Mr. Mercedes”, ele torna-se apenas em um observador. Não há mistério para quem foi o responsável do ato criminoso, mas é exposto para todos verem. Acompanhamos, então, essa perseguição de gato e rato no camarote. Isso despertou em mim várias emoções, uma delas: aflição. Esse sentimento me acompanhou em todos os momentos. Desde as vivências dos personagens e conflitos que ali passam até os pensamentos doentios de Brady. É incrível como o autor trouxa na ficção algo tão real. Sem dúvidas que esse é um tipo de situação que poderia acontecer em nossos dias, ou até mesmo pior. Porém lendo, acompanhando suas ações sem poder fazer nada, nutrindo em mim um sentimento de impotência, mexeu muito comigo.

King veio com esse livro para mostrar que ele é um escritor multifacetado, capaz de fazer romance policial com a mesma maestria com que escreve em outros gêneros. Todos os principais elementos de histórias desse gênero estão ali e são trabalhadas de forma clássica, a trazer uma boa evolução da história.

O livro é separado em partes com títulos e não há capítulos, mas uma sequência de fatos numerados. Uma experiência peculiar que tive, mas não influenciou no desenvolvimento da trama e leitura. A escrita de King é excepcional desde os pequenos detalhes que talvez pensassem ser desnecessários, mas lá na frente vemos que é tão importante quanto o desfecho da trama. Os personagens bem construídos e conseguimos nos identificar – exceto Brady. Uma narrativa fluida e ágil fez com que não parece de ler do momento que comecei. Várias histórias dos personagens são expostas, até mesmo de Brady. King consegue nos mostrar a raíz de como tudo começou, mas descobrimos apenas no decorrer das sequências, o que foi importante para o leitor tirar suas conclusões e imaginar de onde saiu tanta perversidade, frieza e ânsia de ver as pessoas mortas.

Sem dúvidas recomendo muito a leitura para os fãs do autor e para quem quer ler um bom thriller policial. King em sua melhor forma.

Um livro eletrizante, para os fãs thriller policias, “Mr. Mercedes” é mais do que recomendado. Escrita, diálogos e conflitos construídos com esmero e desenvolvido com tamanha genialidade, por alguém renomado e com o posto de mestre do horror.

                                                                     

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