Mostrando postagens com marcador Bill Hodges. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bill Hodges. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

[RESENHA DUPLA] Último Turno (Bill Hodges #3) de Stephen King



Editora: Suma de Letras
Páginas: 344
Publicação: 2016

Olá, leitores!

Trazemos hoje a resenha do último livro da trilogia Bill Hodges e como vocês puderam perceber nos dois anteriores, eu e o Luke também faremos resenha dupla deste. \o/ Por isso, a minha opinião está em azul e a do Luke em verde. =)

Após quase sete anos ter acontecido o massacre no City Center, o caso ficou conhecido como O Assassino do Mercedes, Bill Hodges e sua companheira de trabalho Holly Gibney estão na ativa em procurar pessoas criminosas. Mal sabem as pessoas que no quarto 207, na Clínica de Traumatismo Cerebral de Lakes Region, o autor do massacre Brady Hartsfield adquiriu no estado vegetativo poderes de telecinesia, capaz mover objetos. Boatos sobre esse acontecimento permeiam no hospital, mas quem irá acreditar nisso?

Ao serem chamados para analisar uma cena de suicídio que ocorreu de uma forma muito misteriosa, Bill e Holly começam a desconfiar que algo está estranho nesse crime. Logo eles descobrem que essa morte tem ligação com a chacina do Mercedes e a pulga atrás da orelha deles é implantada.  Brady está de volta e quer vingança não somente dos detetives como também de toda a cidade que, segundo ele, o vê com olhos de injustiça.

O que ninguém sabe é que o começo de surtos de suicídios, relacionados a pessoas envolvidas no ataque no City Center pode estar sendo controlados por Brady. Ele não desistiu de se vingar de Bill e das pessoas que o impediram de fazer o grande espetáculo de explodir um ginásio com milhares de pessoas dentro. Bill, Holly e Jerome estarão juntos nessa nova investigação. Os mínimos detalhes são muito importantes para descobrir o que está acontecendo com estas pessoas e qual envolvimento Brady tem a ver com isso. E se estiver, como ela está fazendo isso? Pois eles sabem que o estado de saúde do assassino do Mercedes é quase nulo ser responsável de matar uma formiga.

Mas como será que Brady, um paciente que está m estado vegetativo, que não se mexe, não esboça qualquer expressão facial, não responde a estímulos externos e passa o dia preso numa cama de hospital, pode estar envolvido com essa onda de suicídios que começou na cidade? Bill e Holly terão muito o que investigar para se chegar à verdade por trás de tudo isso.

Os dois livros da trilogia “Bill Hodges” mostraram grandes doses de emoção e cenas de ação. Com personagens fortes, personagens e diálogos bem construídos, fez com que ficasse ansioso para ler o terceiro e último livro. “Ùltimo turno” fecha a história de Bill, e dessa vez é como retomar uma investigação do caso do Mercedes, só que dessa vez tem algo peculiar. O que há de diferente no volume que fecha a trilogia é a inserção do elemento sobrenatural. Brady depois de ter uma parte do seu crânio esmagado ativou uma parte adormecida, o que fez dele ter adquirido alguns poderes de mover objetos e até mesmo de hipnose. Imaginem este poder nas mãos de um assassino frio e com sede de vingança. Ele não medirá esforços para satisfazer seus desejos.

Confesso que esperava um pouco mais de ação nesse terceiro e último livro da série, uma vez que os dois primeiros foram leituras de tirar o fôlego. Nesse caso, não foi o que aconteceu. King optou por trabalhar mais o terror psicológico dos personagens para fazer o desfecho de sua trama. Isso tornou a leitura um pouco mais lenta em relação aos dois primeiros. Contudo, com a narrativa sensacional que o autor tem, Último Turno ganha viés de romance noir e traz um desfecho digno de toda a trilogia.

Pensei que a trilogia traria um compilado dos dois últimos livros. Porém, não é bem assim. O segundo livro só traz uma ou duas referências sobre o ocorrido. A presença intensa é mais dos acontecimentos do primeiro livro e até mesmo dos personagens já apresentados. Acho que o autor poderia ter feito essa junção das duas histórias e criado acontecimentos criando certa sinergia. Outro fato que me incomodou foi a maneira natural que os personagens encararam os acontecimentos paranormais. Senti que os personagens trataram este assunto como já estivessem acostumados. Por outro lado, King desde o começo da obra joga pontas soltas e vai amarrando cada uma no decorrer da trama sem deixar nenhuma solta, achei isso fascinante.

Assim como o Luke, também gostei muito da forma como o King fez o desfecho da história. Ele definitivamente não dá ponto sem nó e cada pequena dúvida que ele colocou na cabeça do leitor ao longo do texto é esclarecida antes do fim. Só senti uma necessidade maior de se suscitar o crime acontecido no segundo livro, que não tem muita relevância nesse tomo, tendo apenas alguns personagens reaparecendo na história.

A escrita de King continua a mesma: eletrizante, envolvente e instigante. Confesso que no começo senti um pouco arrastado, mas de uma hora pra outra o autor conseguiu me prender e a partir daí não parei mais. A cada acontecimento era um choque e uma curiosidade de saber como iriam solucionar. Para os fãs de King e da trilogia, podem esperar que vários forninhos irão cair. Uma trama com doses de muita ação, sobrenatural e momentos de tensão. Neste volume também acompanhamos um pouco mais da vida do Bill e uma descoberta que mudará sua vida.

Sem dúvidas livro mais do que recomendado a todos os fãs do autor e dos dois primeiros livros da trilogia. Não foi o melhor dos três, mas traz um desfecho eletrizante e a mestria de toda a genialidade contida na escrita do autor.

                  

Onde comprar?


domingo, 9 de outubro de 2016

[RESENHA DUPLA] Achados e Perdidos (Bill Hodges #2) de Stephen King



Editora: Suma de Letras
Páginas: 352
Publicação: 2016

Olá, leitores!

Mais uma resenha dupla no C&T! \o/ Conforme eu tinha dito na resenha do livro anterior dessa trilogia, todos os livros da Bill Hodges seão resenhados em dupla por mim e pelo Luke. Portanto, meus comentários (Marcos rs) estarão em azul e os do Luke em verde. Espero que gostem! =)

Morris Bellamy é fanático pela história fictícia de um livro, cujo personagem principal se chama Jimmy Gold. Porém, o escritor John Rothstein deu um final que Morris detestou. Obsessivo como ele é, foi à casa do seu ídolo literário e roubou cadernos onde se encontrava anotações e histórias inéditas escritas há mais de 10 anos. Mas por vingança, Morris mata John. Anos depois o pequeno Peter Sabeurs encontra no quinta de sua casa um baú enterrado. Curioso com o conteúdo ele desenterra e encontra muito dinheiro e cadernos com a história de um personagem que leu e gostou tempo atrás. Sua família está passando por uma crise financeira, ele vê a oportunidade de ajudar seus pais com aquele dinheiro.

Morris é um psicopata perturbado que se agarrou à ficção para suprir à sua carência de realidade. Como queri que a obra acabasse do seu jeito, ele resolve tirar satisfação com o próprio autor e acaba por matá-lo. Logo ele foi preso por isso mas, no meio do caminho, ele também roubou cadernos com textos inéditos de um novo livro que John estava preparando. Em virtude dele ser um best-seller, esse conteúdo hoje em dia valeria ouro. E é justamente ele que será achado, depois de muitos anos, em um baú enterrado próximo à sua casa, por Peter.

Morris saiu da prisão anos depois e vai atrás daquilo que é seu por direito, os cadernos de John Rothstein. Ele manteve sua sanidade dentro da prisão com o objetivo de pôr as mãos e ler cada palavra que seu autor escreveu. Mas ele não sabe que o que tanto almeja não está mais onde ele colocou um dia. Peter e sua família correm perigo. Bill Hodges e sua trupe Holly e Jerome poderão ajudar. Se ainda tiverem tempo.

35 anos após o acontecido, Morris conseguiu de volta a sua liberdade. Mesmo tendo tempo suficiente para refletir sobre o que aconteceu, sua mente psicopata ainda guarda o desejo de poeder tocar nos cadernos que roubou anteriormente e ler tudo o que estava escrito nele. Porém, Peter não sabe no que se meteu ao desenterrar o baú. Junto com o dinheiro e o texto encontrado, há um enorme perigo envolvendo a sua vida e a de sua família.

Assim que terminei Mr Mercedes fiquei extasiado e sem fôlego com todo ocorrido que Bill Hodges viveu. Quando comecei o segundo volume já fui preparado com muito tiro, porrada e bomba. É incrível como King cria uma história tão eletrizante, e depois outra. Desta vez Bill Hodges não ganhou tanto enfoque assim, o que para mim foi muito bom, pois no primeiro volume conhecemos de sua vida. A história é dividida em três partes: 1) Como tudo começou, ou seja, Como Morris conheceu e assassinou John, como ele foi parar na prisão etc. 2) Como Peter encontrou o baú após tanto tempo, como sua família começou a ter problemas financeiros e como Morris viveu na prisão. 3) Aqui todos os pontos se cruzam, a resolução dos problemas.

Esse segundo volume acabou sendo o melhor da trilogia para mim., até agora. Se no primeiro King já entregou um texto recheado de suspense e ação, nesse segundo ele elevou esses traços de narrativa a um nível ainda maior. É simplesmente impossível querer largar o livro antes de saber o que acontecerá no final. Mesmo com Bill sendo um personagem que só entrará na trama já quase em seu final, a trama de Peter e Morris é sensacional e prende muito o leitor do início ao fim.

Morris é um homem obsessivo. Ele não mede esforços para cumprir seu objetivo, ter uma resposta do porque do desfecho da história de Jimmy Gold. Peter encontrou o baú muito novo, mas mesmo assim teve a maturidade de ver algo que poderia ajudar sua família. King tem muita capacidade de criar vivacidade aos seus personagens, torna-los fáceis de nos identificar. Isso foi um dos pontos altos para que a história ganhasse peso a mais. A escrita de King é fascinante. Desde a criação dos personagens, ambientação, diálogos e a ação em si. Não é por menos que ele é considerado rei, pois para criar uma trama tão real através das palavras é pra poucos. King desenvolve uma trama sobre obsessão de um fã, o amor pela família e o desejo de vê-la melhor, o valor da amizade e confiança etc.

Sem dúvidas temos nesse volume mais um exemplo do quão King é bom em construir personagens com mente psicopata. Ao usar da perspectiva da mente de alguém assim, ele consegue explicá-lo e colocar a sua visão de mundo para que o leitor possa sentir o que ele sente e ver o que ele vê. É algo sensacional de ser lido. As cenas de ação, sobretudo o desfecho do livro, são muito boas e deixam o leitor sem fôlego.

Para quem amou Mr. Mercedes, tem grandes chances de adorar Achados e Perdidos. Eu, no caso, prefiro este segundo, pois há mais cenas de ação e me identifiquei nesse mundo envolvendo a literatura (quem nunca quis tirar a limpo com o autor de determinado livro que você gostou, mas ele pôs um final que te desagradou?). Um livro contendo cenas imprevisíveis e um jogo de quebra-cabeças fascinante.

Livro mais do que recomendado para quem gostou do primeiro volume da trilogia e para quem quer continuar a ler os casos de Bill Hodges.

                                                                     

Onde comprar?


terça-feira, 9 de agosto de 2016

[RESENHA DUPLA] Mr. Mercedes (Bill Hodges #1) de Stephen King



Editora: Suma de Letras
Páginas: 398
Publicação: 2016

Olá, leitores!

Hoje eu e o Luke vamos fazer mais uma resenha dupla aqui no Capa. Aliás, resenharemos toda essa trilogia do King nesse formato. Então, para vocês não ficarem confusos, os meus comentários ficarão em azul e os do Luke em verde. ;)

É madrugada em uma agência de empregos em uma cidade do Meio-Oeste, várias pessoas já estão na fila, apreensivos para conseguir algum emprego. Repentinamente um carro avança para aquelas pessoas. Um Mercedes atropela vários inocentes, e com a ajuda da neblina ninguém identificou o responsável. Oito pessoas morreram e várias ficaram feridas.Meses depois do ocorrido, o detetive Bill Hodges está aposentado, mas ainda não conseguiu engolir não ter prendido o responsável do crime. Por sentir tão essa culpa, o desânimo é seu companheiro de várias tardes em frente a TV assistindo programas no estilo Ratinho. Até mesmo o suicídio é uma das opções futuras para ele. 

Bill é um policial aposentado que não vê mais muito sentido na vida. Ele se sente um peso inútil para a sociedade, uma vez que não tem como prestar mais os seus serviços no mesmo vigor que nos tempos de juventude. Porém, ao ser noticiado da tragédia que as pessoas da agência de emprego passaram, ele receberá uma carta do assassino pedindo para que ele investigue o caso, em tom de ameaça. Logo ele desperta de todo o estado de desânimo em que estava e parte pra investigação.

Porém, ao receber uma carta de alguém que autodomina Assassino do Mercedes, o detetive ganha um novo propósito para viver. Ele assume a missão de encontrar o assassino.Brady Hartsfield mora com a mãe alcoólatra. Ele teve prazer, satisfação, excitação e um sentimento inebriante de estar sob o volante e ser responsável de matar e ferir pessoas. Agora ele está em uma nova missão, não tão grande como a inicial, mas seus planos estão firmes, e sua frieza, sede de matar e provocar serão a motivação de ir até o final.

Este é o segundo contato que tenho com a escrita de Stephen King. Minha experiência com Revival não foi agradável, mas arrisquei em ler mais um para testar meu feeling com o autor. Mr. Mercedes me arrebatou desde a primeira página e me fez ficar fissurado em cada situação descrita por King. Dessa vez foi uma experiência excepcional, caindo por terra então aquela leve cisma com a escrita do autor.

Eu já li vários livros do King mas, mesmo ele sendo o rei do terror e do suspense, apenas há pouco comecei a me aventurar em livros dele desses gêneros, tento eu lendo mais livros com viés de drama e de ficção científica. Tive a mesma opinião que o Luke quanto a Revival, mas com Mr. Mercedes o autor veio para mostrar o motivo de ter a fama que tem. O livro é sensacional, não consegui largar durante boa parte da leitura, fazendo isso somente uma vez até o final.

Bill Hodges recentemente se aposentou. Ele se inclui no grupo de ex-policiais que quando entregam o distintivo e ficam um tempo sem exercer a antiga função, surtos e até mesmo a ideia de tirar a própria vida vem a cabeça. Porém, ele não sabia que um dos antigos casos que ele não conseguiu concluir, o responsável de matar várias pessoas tem vigiado um pouco sua vida e visto Bill desanimado. O bandido que matou dezenas de pessoas dirigindo um Mercedes é Brady Hartsfield. Após cometer o crime suas ideias de agir de forma errônea não cessou, está apenas num momento de pausa planejando algo novo. Nesse período ele tem um objetivo: ver o detitive que investigou o seu caso se matar. Isso não será fácil, mas com sua mente psicótica e sangue frio será uma das motivações de atingir o seu objetivo. Cartas, sites de bate-papo e jogos de manipulação será uma das armas de Brady. Ele é um homem mais velho, com uma mãe alcóolatra e um passado sombrio.

A relação entre Brady e Bill é muito bem construída ao longo do livro. A alternância de pontos de vista narrativos no texto (cada capítulo é narrado por um dos dois personagens), faz com que a trama vire um alucinante jogo de gato e rato que prende o leitor e traz um excelente clima para o suspense policial se desenvolver. Outro ponto positivo foi a construção de Brady. King é famoso por adoar trabalhar bem o passado dos personagens para tentar justificar suas ações no tempo presente da história e nesse livro, especificamente para esse personagem, ele fez com maestria.

No momento que o leitor começa a ler “Mr. Mercedes”, ele torna-se apenas em um observador. Não há mistério para quem foi o responsável do ato criminoso, mas é exposto para todos verem. Acompanhamos, então, essa perseguição de gato e rato no camarote. Isso despertou em mim várias emoções, uma delas: aflição. Esse sentimento me acompanhou em todos os momentos. Desde as vivências dos personagens e conflitos que ali passam até os pensamentos doentios de Brady. É incrível como o autor trouxa na ficção algo tão real. Sem dúvidas que esse é um tipo de situação que poderia acontecer em nossos dias, ou até mesmo pior. Porém lendo, acompanhando suas ações sem poder fazer nada, nutrindo em mim um sentimento de impotência, mexeu muito comigo.

King veio com esse livro para mostrar que ele é um escritor multifacetado, capaz de fazer romance policial com a mesma maestria com que escreve em outros gêneros. Todos os principais elementos de histórias desse gênero estão ali e são trabalhadas de forma clássica, a trazer uma boa evolução da história.

O livro é separado em partes com títulos e não há capítulos, mas uma sequência de fatos numerados. Uma experiência peculiar que tive, mas não influenciou no desenvolvimento da trama e leitura. A escrita de King é excepcional desde os pequenos detalhes que talvez pensassem ser desnecessários, mas lá na frente vemos que é tão importante quanto o desfecho da trama. Os personagens bem construídos e conseguimos nos identificar – exceto Brady. Uma narrativa fluida e ágil fez com que não parece de ler do momento que comecei. Várias histórias dos personagens são expostas, até mesmo de Brady. King consegue nos mostrar a raíz de como tudo começou, mas descobrimos apenas no decorrer das sequências, o que foi importante para o leitor tirar suas conclusões e imaginar de onde saiu tanta perversidade, frieza e ânsia de ver as pessoas mortas.

Sem dúvidas recomendo muito a leitura para os fãs do autor e para quem quer ler um bom thriller policial. King em sua melhor forma.

Um livro eletrizante, para os fãs thriller policias, “Mr. Mercedes” é mais do que recomendado. Escrita, diálogos e conflitos construídos com esmero e desenvolvido com tamanha genialidade, por alguém renomado e com o posto de mestre do horror.

                                                                     

Onde comprar?