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segunda-feira, 20 de junho de 2016

[RESENHA] A Coroa (A Seleção #5) de Kiera Cass

 
Editora: Seguinte
Páginas: 310
Publicação: 2016

Atenção, leitores! Contém spoilers de A Herdeira

Resenha de A Herdeira #4
      
Com a saúde crítica de America, Maxon desestabilizado com as situações da esposa, Eadlyn terá que reger Illéa. Com a ausência de seu pai, terá que pôr em prática tudo aquilo que aprendeu com ele. Terá que tomar decisões que poderá definir o futuro do seu povo, conseguir a aceitação deles e ainda por cima continuar a Seleção para decidir quem será o seu futuro marido. Eadlyn passará por intensas emoções, mas terá que liderar sabiamente e tomar decisões não só para seu povo, mas também do seu coração.
Não estava com muitas expectativas para esse último volume da série, pois quando terminei o anterior não me agradei com a protagonista e como estava andando o enredo da trama. Mas sou leitor brasileiro, aquele que não desiste nunca, decidi encarar o último round. E não é que me surpreendi?!
 
O livro anterior para esse foi um divisor de águas com relação à Eadlyn. Em “A Herdeira”, ela pode ter se mostrado alguém com personalidade forte, mas a prepotência, egoísmo e as atitudes infantis sobressaíram e conseguiu queimar os eu filme. Porém, após a situação crítica de sua mãe, ela terá que tomar as rédeas do reino. Ela verá o árduo trabalho de seu pai para com essa posição séria e difícil. Isso gerará um amadurecimento rico, fazendo com que ela deixe o seu “eu” de lado e foque mais no seu povo. Eadlyn deixa de ser individualista e compartilha e aceita mais opiniões contrárias, começa a crescer como pessoa adquirindo sabedoria. Além disso, ela terá que continuar a Seleção e decidir quem será o seu futuro companheiro. Nesses diversos acontecimentos e tomadas de decisões, estratégias também deverão ser elaboradas para sair de uma situação ameaçadora contra o trono.
O amor verdadeiro, era capaz de tornar uma pessoa mais forte diante das circunstâncias, ainda que fosse necessário enfrentar a maior decepção da vida ou carregar o peso de um país nas costas.
A narrativa linear e clichê não seguiram fielmente como esperados. A autora propôs uma história de contos de fadas, mas com algumas reviravoltas e conflitos que dependeriam das decisões da protagonista, o que também fez me surpreender como Kiera soube amadurecer Eadlyn de forma natural e rápida. É nítida diferença da Eadlyn antes de ser líder e depois.
Kiera conseguiu fazer com que a continuação da trama de Eadlyn fosse satisfatória. Com personagens amáveis, conflitos coerentes e diálogos objetivos. Fez com que a leitura fosse envolvente, fluida e ágil. Após terminar o último volume da série A Seleção cheguei à conclusão que a autora fechou com chave de ouro. E espero muito que ela não crie alguma ideia de continuar, pois temo muito que tudo aquilo construído possa ser destruído por uma sequência desnecessária.
Amor. Eu achava que o amor era como uma roupa, incapaz de vestir duas pessoas do mesmo jeito. Ainda não sabia ao certo o que aquela palavra significava para mim, mas tinha a sensação de que chegaria a uma definição antes do que imaginava. Só restava saber se a definição me satisfaria.
Para você, leitor, que leu A Herdeira, fique tranquilo. Este livro é diferente daquilo que você acompanhou e poderá se surpreender como aconteceu comigo. Termino essa série feliz, pois Kiera trouxe segredos da época de A Seleção na história de Eadlyn, o que pra mim foi fascinante. Outro fato que gostei foi não ter focado intensamente na Seleção, mas também nos assuntos políticos para Illéa.
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

[RESENHA] A Herdeira (A Seleção #4) de Kiera Cass



Editora: Seguinte
Páginas: 390
Publicação: 2015


Atenção leitores! Contém spoilers do livro A Escolha, último livro lançado da série.
            
Maxon e America estão de volta em mais um livro, mas não como protagonistas. Assim que Maxon assumiu o trono, o sistema de castas foi abolido. O intuito do Rei Maxon é buscar que todos tenham a possibilidade de conquistarem o que quiserem, mas não é isso que ocorre em Illéa. O preconceito se alastrou e os que eram das castas nobres não aceitam os que eram das inferiores estarem no mesmo patamar social. Por isso, o povo começa a se rebelar e o rei deverá ter um plano para acalmar a situação. Maxon e America têm quatro filhos, sendo que um deles é Eadlyn, a primogênita, a que será sucessora do trono. Para distrair a população, Maxon propõe uma Seleção. A contragosto, Eadlyn deverá conviver com trinta e cinco garotos e um deles será o seu futuro esposo.
            
Nos três livros anteriores da série, acompanhamos o ponto de vista de América. Agora, em A Herdeira, o ângulo muda e vamos acompanhar o lado de uma selecionadora, ou seja, estaremos do outro lado da moeda. Acompanhamos tudo diferente de A Seleção. Se antes a história era narrada por uma candidata, agora vamos ver como é os bastidores de tudo que acontece nesse evento.
            
Eadlyn é uma menina com uma personalidade forte, um temperamento às vezes explosivo, confiante e amorosa com sua família e quem ama. No entanto, a linha tênue de sua personalidade forte ultrapassa um pouco com arrogância e egoísta. Li e ouvi alguns comentários sobre ela ser mimada, mas temos que perceber que Eadlyn nasceu em um palácio cheia de privilégios e mimos, é filha de um rei e uma rainha e que em breve será sucessora do trono. Não justifica, por ter pessoas ricas e são gente como a gente? Sim, mas a situação ali coube ela ser regada de carinho e cuidado para ser assim. Aliás, isso não me incomodou.
            
A distopia ainda continua em segundo plano, mas dessa vez em alguns momentos de ação, o gênero é pincelado, pois a premissa em si exige isso. Esse nicho poderia ser um pouco melhor trabalhado, não de forma intensificada, mas de maneira um pouco mais presente para corresponder ao gênero da obra.
            
Os candidatos à seleção dessa vez são mais explorados, o que me agradou muito. Descobrimos mais de suas histórias, a interação de Edlyn com eles é mais atuante, ao contrário da Seleção de America. Os momentos de romance são bem desenvolvidos. Outros que não tinham destaque e foram ganhando evidência, mas tiveram aqueles que foram apagados e permaneceram assim.
            
A escrita de Kiera evoluiu muito. Os momentos de clímax são envolventes e conseguimos entrar na história. Os diálogos e a leitura ocorrem de forma fluida, sem ser cansativa ou repetitiva. Ela soube trabalhar muito bem tanto a protagonista como os personagens secundários.  O que gostei bastante é que  America e Maxon de vez em quando relatam como foi a Seleção deles, o que nos faz relembrar da história dos dois.
            
Assim que a Seleção começa, Edlyn começa um processo de amadurecimento, no sentido de começar a refletir sobre si mesma, rever algumas atitudes e começar ater em mente que um dia se tornará rainha e isso terá um peso e uma pressão muito grande, antes disso, ela já desenvolve o seu potencial como líder a arquitetar planos e conhecer mais o seu povo.
            
Se você é fã da série poderá ter grandes chances de se apaixonar pela história. O que a mãe, protagonista dos livros anteriores, tinha de indecisa, a sua filha tem o oposto disso. Edlyn conseguiu me ganhar no primeiro capítulo com sua postura e suas opiniões. A leitura foi muito agradável, um equilíbrio entre os momentos tensos e leves, o que não ficou cansativo e sim, empolgante.
                                                                     

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