Editora: Seguinte
Páginas: 310
Publicação: 2016
Resenha de A Herdeira #4
Atenção, leitores! Contém spoilers de A Herdeira
Resenha de A Herdeira #4
Com a saúde
crítica de America, Maxon desestabilizado com as situações da esposa, Eadlyn
terá que reger Illéa. Com a ausência de seu pai, terá que pôr em prática tudo
aquilo que aprendeu com ele. Terá que tomar decisões que poderá definir o
futuro do seu povo, conseguir a aceitação deles e ainda por cima continuar a
Seleção para decidir quem será o seu futuro marido. Eadlyn passará por intensas
emoções, mas terá que liderar sabiamente e tomar decisões não só para seu povo,
mas também do seu coração.
Não estava
com muitas expectativas para esse último volume da série, pois quando terminei
o anterior não me agradei com a protagonista e como estava andando o enredo da
trama. Mas sou leitor brasileiro, aquele que não desiste nunca, decidi encarar
o último round. E não é que me surpreendi?!
O livro
anterior para esse foi um divisor de águas com relação à Eadlyn. Em “A Herdeira”,
ela pode ter se mostrado alguém com personalidade forte, mas a prepotência, egoísmo
e as atitudes infantis sobressaíram e conseguiu queimar os eu filme. Porém,
após a situação crítica de sua mãe, ela terá que tomar as rédeas do reino. Ela
verá o árduo trabalho de seu pai para com essa posição séria e difícil. Isso
gerará um amadurecimento rico, fazendo com que ela deixe o seu “eu” de lado e
foque mais no seu povo. Eadlyn deixa de ser individualista e compartilha e
aceita mais opiniões contrárias, começa a crescer como pessoa adquirindo
sabedoria. Além disso, ela terá que continuar a Seleção e decidir quem será o
seu futuro companheiro. Nesses diversos acontecimentos e tomadas de decisões,
estratégias também deverão ser elaboradas para sair de uma situação ameaçadora
contra o trono.
O amor verdadeiro, era capaz de tornar uma pessoa mais forte diante das circunstâncias, ainda que fosse necessário enfrentar a maior decepção da vida ou carregar o peso de um país nas costas.
A narrativa
linear e clichê não seguiram fielmente como esperados. A autora propôs uma
história de contos de fadas, mas com algumas reviravoltas e conflitos que
dependeriam das decisões da protagonista, o que também fez me surpreender como
Kiera soube amadurecer Eadlyn de forma natural e rápida. É nítida diferença da
Eadlyn antes de ser líder e depois.
Kiera
conseguiu fazer com que a continuação da trama de Eadlyn fosse satisfatória.
Com personagens amáveis, conflitos coerentes e diálogos objetivos. Fez com que
a leitura fosse envolvente, fluida e ágil. Após terminar o último volume da
série A Seleção cheguei à conclusão que a autora fechou com chave de ouro. E
espero muito que ela não crie alguma ideia de continuar, pois temo muito que
tudo aquilo construído possa ser destruído por uma sequência desnecessária.
Amor. Eu achava que o amor era como uma roupa, incapaz de vestir duas pessoas do mesmo jeito. Ainda não sabia ao certo o que aquela palavra significava para mim, mas tinha a sensação de que chegaria a uma definição antes do que imaginava. Só restava saber se a definição me satisfaria.
Para você,
leitor, que leu A Herdeira, fique tranquilo. Este livro é diferente daquilo que
você acompanhou e poderá se surpreender como aconteceu comigo. Termino essa
série feliz, pois Kiera trouxe segredos da época de A Seleção na história de
Eadlyn, o que pra mim foi fascinante. Outro fato que gostei foi não ter focado
intensamente na Seleção, mas também nos assuntos políticos para Illéa.






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