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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

[RESENHA] Mais Lindo que a Lua (Irmãos Lyndon), de Julia Quinn



Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Publicação: 2018


Em Mais Lindo que a Lua conhecemos a história de Victoria Lyndon e o Robert Kemble. Os dois se conhecem em um lago e assim que os olhos se encontram ambos sabem que são os amores de sua vida. Porém há um problema. Victoria é de classe baixa, filha do vigário, e já Robert é o conde de Macclesfield, a sociedade jamais aprovaria um relacionamento assim.

Além da sociedade, os pais do casal também desaprovam a união definitivamente. Quando eles decidem fugir juntos para viver o amor, as tramoias do destino ou dos pais fazem com que o casal se separe, e ainda provoca um desentendimento entre eles. O destino mesmo assim gosta de brincar com eles, e sete anos depois ela o encontra e os sentimentos guardados estão prestes a saírem do quarto escuro trancado a sete chaves. Será que eles darão mais uma chance para o amor ou o rancor falará mais alto?

Amo os livros de Julia Quinn. Eles são o tipo de livros certeiros para esperar algo leve e despretensioso. Nada muito intenso e nem um pouco rebuscado. É um romance água com açúcar para dar um up nos ânimos após ler alguma leitura tensa. Mas tenho que confessar que em Mais Lindo que a Lua foi um tanto negativo minha experiência.
 
Uma das coisas que mais me incomoda em uma trama é o instalove ou mais brasileirado, o amor mijo ou instantâneo. Me irrita, pois parece, para mim, que o autor não quis ter a oportunidade de construir a história de maneira gradativa, mostrando a evolução do casal. Sei que as tramas de Quinn costumam ser instalove, mas é algo mais moderado nos anteriores, nesse já é escancarado desde a primeira página.

As primeiras páginas arrastam de maneira enfadonha, esperando que a qualquer momento o parâmetro da trama mude. Mudou, mas não absurdo assim. Podemos encontrar um casal que se encontra após sete anos, com muito rancor guardado no coração, mas que os sentimentos pelo outro gritam quando se olham. Ele é insistente em vingar da moça, mas depois cai em si e começa a insistir em reconquistá-la. Ela diz não, ele quer forçar a barra e luta com todas armas que tem. Victoria é teimosa, o que dificuldade as investidas do rapaz.
Julia Quinn permanece com sua escrita leve e cativante, mas desse vez não comprei muito a história. Soube que esse livro foi escrito antes dos Bridgertons, quer dizer que foi um dos primeiros da autora, o que pode ser justificável esses pontos negativos, pois nos outras tramas dela não vivi uma experiência por desgostar um pouco da trama.

Para os fãs de Julia tem chances de gostar ou certamente não vão gostar de alguns momentos, e mesmo assim vão morrer de amores pelo casal, a lição sobre o amor, perdão e recomeços. Mais Lindo que a Lua é primeiro livro de uma duologia, sendo que Mais Forte que o Sol, que conta a história da outra irmã Lyndon, já foi lançado pela editora Arqueiro.
 
                                                                     

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sexta-feira, 15 de junho de 2018

[RESENHA] Nada escapa a Lady Whistledown, de Julia Quinn, Suzanne Enoch, Mia Ryan e Karen Hawkins


Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Publicação: 2018

Mais uma vez podemos ter o prazer de conferir mais histórias contadas pela Gossip Girl da época vitoriana, nossa amada Lady Whistledown. Para contextualizar, a colunista é uma personagem presente nos quatro primeiros volumes da séries Os Bridgertons, da autora Julia Quinn. Para aproveitar mais a autora, Quinn decidiu fazer uma duologia convidando outras três autoras famosas do gênero, são elas: Suzanne Enock, Karen Hawkins e Mia Ryan.

O primeiro se chama Lady Whistledown contra-ataca, cujo o assunto principal é o roubo de uma pulseira valiosa. Dessa vez em Nada escapa a Lady Whistledown, a protagonista da autora Suzanne Enock derruba a de Julia Quinn em uma festa de patinação no gelo. Já a personagem de Mia Ryan, o casal discutem na festa que os protagonistas da de Karen Hawkins estão oferecendo.

No conto Um amor Verdadeiro, da autora Suzanne Enoch, encontramos o casal Lady Anne Bishop e Maximilian Trent, mais conhecido ocmo marquês de Halfurst. Eles foram prometidos a se casarem desde pequenos. Ela morava em Londres, pensava que teria uma boa vida, pois tinha os melhores amigos e também sempre a convidavam para ótimas festas. Porém, seu noivo nunca foi presente, mas quando Lady Whistledown escreve uma coluna sobre o comportamento inapropriado de sua noiva com um rapaz, o rapaz logo vai para Londres tirar satisfação. Lorde Halfurst terá a oportunidade de lutar para conquistar o coração da amada e tentar convencê-la de trocar Londres por Yorkshire, para finalmente se casarem.

No segundo conto chamado Dois Corações, escrito por Karen Hawkins, a protagonita Elizabeth Prichard tem 31 anos e já é considerada uma solteirona. Ela sempre se sentiu feliz com sua situação, mas um dia ela percebe que está na hora de se casar e formar uma família. Seu amigo Royce Pemperley é amigo e confidente da moça há muito tempo. Ele com 39 anos, é um galanteador nato, mas quando ouve que Liza quer se casar, suas emoções começam a se estranhar e percebe que sente algo mais sério do que uma mera amizade.

O terceiro conto Uma dúzia de beijos, de Mia Ryan, conta a história de Caroline Starling e sua mãe são expulsas da propriedade da família pelo novo marquês de Darington, que herdou o título após a morte do pai de Caroline. A única saída dela é se casar com o conde Pellering, tendo nenhum sentimento pelo rapaz. Em um momento junto com seu pretendente, ela encontra o novo marquês de Darington e descobre que ele é o mesmo homem que teve uma situação especial no dia anterior no teatro.

Julia Quinn termina o último conto chamado Trinta e seis cartão de amor, no qual a trama gira em torno de Susannah Ballister, que tem sua vida mudada quando Clive Mann-Formsby, irmão do conde Renminster gostou dela, e desde então ela virou a moça mais badalada de Londres. Porém, após a temporada cortejando a moça, Clive anuncia o noivo com outra mulher. Quando ela pensou que nada daria certo depois disso, ela tromba com o irmão do rapaz que partiu seu coração e daí em diante é uma sequência de eventos que perceberão que Clive não partiu seu coração, mas deu a oportunidade de encontrar algo bem melhor.

No primeiro livro, os contos que mais me agradaram foram das autoras Mia Ryan e Suzanne Enoch. Dessa vez, todos conseguiram me cativar, com uma ressalva do conto da Ryan que senti a trama um tanto rápido e não dá tempo de processar determinadas informações.

Os personagens das autoras conseguem nos conquistar e os crossovers deles se encontrando é muito interessante e reparamos como Quinn teve uma ótima ideia de criar essa duologia e convidando outras autoras para fazer essa obra bem escrita e desenvolvida.

As histórias são recheadas de clichês como estamos acostumados com esse gênero, mas os contos são tão bem desenvolvidos que não apegamos a isso. As autoras conseguem nos levar para o clima criado e conseguimos ter uma ligação com os conflitos e casais sendo formados no decorrer das páginas.


Para os fãs de romance de época, essa antologia de contos certamente conquistará o coração de vocês. Não é necessário ler o primeiro livro, mas vale muito à pena conferir as tramas de Julia Quinn, Suzanne Enoch, Mia Ryan e Karen Hawkins.
                                                                     

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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

[RESENHA] Lady Whistledown Contra-Ataca, de Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins e Mia Ryan


Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Publicação: 2017


Quem leu as séries Os Bridgertons estão familiarizados com o nome Lady Whistledown, não é mesmo? Ela é dona da coluna chamada Crônicas da Sociedade, publicada pelo jornal da cidade londrina. Ela é uma espécie de Gossip Girl, anônima e pronta para soltar seu veneno e revelar segredos não importa quem for.

Na obra Lady Whistledown contra-ataca, acompanhamos quatro contos e diferentes histórias. Na obra, organizada pela autora Julia Quinn, podemos ver um conflito fixo que irá acompanhar todos os contos, um roubo da pulseira de rubis que ocorreu no baile de lady Neleey e outros conflitos nas contos respectivos.

O primeiro conto é de autoria da própria Julia Quinn intitulado “O Último Beijo”. O trama gira em torno de Tillie, uma jovem moça que está na temporada procurando um pretendente, mas ela possui um diferencial, é uma das moças que tem um dos maiores dotes da cidade. Ela perdeu seu irmão na guerra e seu coração ainda sofre pela perda, e é no baile de lady Neleey que conhece Peter, o melhor amigo de seu irmão Harry.

Peter é um homem sem nenhuma fortuna e seu objetivo na temporada e sua chegada em Londres é conseguir conquistar o coração de alguma moça que possui um dote considerável. Mas ele não esperava encontrar essa moça, sendo a irmã do seu companheiro de guerra e melhor amigo e sentir grande atração por ela.

Ele é um caça dote, mas ao passar do tempo quando conhece a jovem Tillie, seus sentimentos começam a amadurecer e ver essa relacionamento de uma outra forma. Muitos irão criticá-lo, até mesmo a fofoqueira mais famosa de Londres.

Como toda história de Julia Quinn, mais uma conseguiu me prender do início ao fim. Com personagens bem construídos e um conflito bem trabalhado. A trama ocorre na mesma época dos Bridgertons, então podemos ver algumas menções àquela família maravilhosa.

No conto “A Última Tentação”, da autora Mia Ryan, conta a história de Isabella Martin, dama de companhia de lady Neeley. Uma menina sonhadora e humilde, que é convocada para organizar a festa do filho do conde Robert Doring, Anthony Roxbury, no intuito de conseguir uma esposa. O pai do lorde sonha em ver o filho casado com uma mulher, para ver sua árvore genealógica. É quando em uma situação íntima faz com que Isabella e Anthony se encontra. Ela, uma mulher com seus 30 anos nas costas e nunca foi beijada. Ele, um libertino e experiente quando o assunto é o corpo das mulheres. Um romance improvável, mas recheado de surpresas e um relacionamento lindo de se ler.

Esse foi meu conto preferido, pois a autora trouxe uma história mesmo que clichê, mas soube construir o relacionamento do casal, com cenas engraçadas e situações empolgantes de se ler. Nunca li nada de Ryan, mas me apaixonei pela sua escrita.

O terceiro conto “O Melhor dos dois mundos”, acompanhamos a história de Charlotte Birling, uma garota protegida pelos pais desde pequeno. Todas suas ações são metricamente observadas e se sair um pouco da linha é advertida com um belo sermão. Essa superproteção remete ao que aconteceu com sua prima Sophia, abandonada pelo marido, o que criou um escândalo na família e não querem ver a história se repetir. A tensão aumenta quando lorde Matson, considerado um dos mais libertinos da cidade londrina, quer cortejar a garota. Ela o vigia sempre no mesmo horário todos os dias quando passa em frente à sua casa, sonha como seria ser beijada e tocada pelo rapaz.

A família de Charlotte nunca deu créditos para a garota, pois a considera apagada e sem nenhuma característica marcante para atrair um bom partido. Quando Xavier surge na história, pensam que é apenas para brincar com ela. Até mesmo a própria Charlotte desconfia, mas o que eles não sabem é que um sentimento de carinho brotou no coração do rapaz para com ela. A forma de ver a realidade e como ser compassiva aos outros foram pontos que fez com que a atração pela moça começasse.

Uma trama que poderemos ler em diversos romances de época, puro clichê. Porém, Enoch soube equilibrar momentos de drama, romance e até mesmo com seu toque de humor. Amei como a história se desenvolveu e como o romance foi trabalhado.

O último conto se chama “O Único para mim”, e conta a história de Sophia, prima de Charlotte. Aquela que foi abandonada pelo marido há doze anos. Por uma situação não pôde ver o amor sendo fortalecido ao lado de Max Easterly. Ela não superou a separação, mas ela decidiu algo: quer a anulação do casamento e recomeçar sua vida. Porém, precisa do marido para assinar essa anulação. Não será nada fácil, pois ele voltará com o único intuito: reconquistar a esposa. Os dois ficaram muito tempo afastados, mas toda vez que se encontram aquele sentimento do passado, quando se conheceram volta à tona. Uma história de perdão e escolhas.

Esse último conto não me agradou muito. Provavelmente pelo casal já se conhecer e ficaram um tempo afastado. O perdão nessa trama é o sentimento mais importante. Mas a história para mim ficou um pouco enfadonha no decorrer das páginas. Algo que instigou foi a resolução do sumiço da pulseira de lady Neeley, pois Sophia fará de tudo para achar o culpado e limpar o nome do marido, que estão suspeitando.

Falando no sumiço da pulseira, a história inteira permeia sobre esse assunto. Quando li quem foi a pessoa responsável fiquei assustado por não achar nenhuma ligação de Sophia ter despertado para descobrir tal culpado. Foi um gatilho falho e mal trabalhado.
Todas as histórias estão interligadas, diversos momentos personagens de outros contos se esbarram e faz com que a obra seja homogênea e mesmo que seja um livro de contos, faz com que a história em si seja única. Apesar de diferentes casais e premissas.

Meus contos preferidos foram o segundo e terceiro, pois as autoras souberam desenvolver o romance. Apesar de ser um livro de contos e não ter muito espaço para ser trabalhado o relacionamento, no conto de Quinn achei o romance muito instantâneo e isso me incomodou bastante. Dos meus contos favoritos tiveram pouco espaço, mas o desenvolvimento do relacionamento aconteceu de forma gradativa e estimulante para o leitor acompanhar.


Para os fãs de romance de época, esse livro é maravilhoso. A obra não é dependente à série Os Bridgertons, pois não há nenhum spoiler ou menção de quem seja lady Whistledown. Portanto, quem não leu a série pode mergulhar nesses contos.



                                                                     

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

[RESENHA] Como casar com um Marquês (Agentes da Coroa #2), de Julia Quinn


Editora:  Arqueiro
Páginas: 320
Publicação: 2017

Elizabeth Hotchkiss está numa situação crítica. Há cinco anos ela cuida dos seus três irmãos mais novos, após a morte de seu pai. O dinheiro está acabando e as dívidas estão prestes a chegar, sem dizer que precisa colocar seu irmão Lucas na escola e isso custa um bom dinheiro.

Nessa situação, ela decide se casar um pretendente que está disposto a receber seus três irmãos e suas despesas. Ela trabalha como dama de companhia com lady Danbury, e dentro da biblioteca da senhora a jovem moça encontra um livro de capa vermelha escrito “Como se casar com um marquês”. Essa é a hora dela receber conselhos e quem sabe deles conseguir alcançar seu objetivo?

James Siddons, bem na verdade sua verdadeira identidade é o marquês de Riverdale é sobrinho de lady Danbury e está de volta a casa da tia para descobrir quem está chantageando a senhora. Como já está acostumado a participar de investigações, por ter trabalhado no Departamento de Guerra, sua primeira suspeita é Elizabeth.

James irá investigar Lizzie, mas também será de grande ajuda a moça após oferecer em aconselha-la a conseguir um marido. Ele ensinará seu próprio método, mas o convívio levará ambos a sentirem algo mais forte. No entanto, o segredo de James poderá ser a ruína de algo quem mal começou.

Assim que terminei Como agarrar uma herdeira logo fiquei curioso para saber como seria a história de James, pois ele se mostrou um personagem engraçado e irônico. Também ouvi muitos comentários que o segundo era bem melhor que o anterior. Realmente tenho que admitir que isso é verdade.

Elizabeth é uma personagem forte, trabalhadora e sempre se esforçando a dar uma boa educação para seus irmãos. Ela é leal a lady Danbury e seu trabalho é exemplar aos jovens da senhora. A jovem tem um humor apurado e um tanto estabanada. Já James é um homem cansado de viver em Londres com diversas moças e suas mães em cima dele para conseguir um casamento promissor com um marquês.

Ele vai para casa de sua tia para fingir ser um administrador no intuito de descobrir quem é o chantagista que está querendo extorquir dinheiro de lady Danbury. Um homem bem afeiçoado não tem como Lizzie não deixar apenas uma vez, e ao decorrer dos dias eles será irá colaborar para que a moça consiga um marido que tirará ela e sua família da lama.
Julia tem um talento nato para escrever romances de época, isso é indiscutível. Um dos pontos que faz com que ela seja destaque no gênero é a maneira leve que ela desenvolve a trama, com um humor equilibrado e diálogos bem construídos. Seus personagens são sempre fortes, inspiradores e apaixonantes. Cada obra da autora me apaixono com o casal apresentado.

A trama construída por Julia é envolvente e instigante, apresentando um suspense como plano de fundo, ela vem evidenciando mais o lado romântico. Já conhecemos lady Danbury, na série Os Bridgertons, e sua sinceridade continua afiada.


Para quem leu Como agarrar uma herdeira, pode mergulhar na próxima história. Ela é mais engraçada e os diálogos mais atraentes. Para os fãs de romance de época essa é uma ótima indicação, por conter uma história que irá prender a atenção do leitor e certamente arrancará suspiros e risadas em diversos momentos. Julia fechou a duologia Agentes da Coroa com chave de ouro.
                                                                     

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

[RESENHA] Como agarrar uma herdeira (Agentes da Coroa #1), de Julia Quinn


Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Publicação: 2017


Quando seu pai morreu, Caroline Trent foi cuidada por vários tutores, porém o seu último chamado Oliver Prewitt que de todas as maneiras colocar as mãos em sua herança. Assim que vê uma oportunidade de fugir após um evento quase traumático ela se vê livre de pessoas ambiciosas e interesseiras.

Mas tudo que é bom dura pouco e quando pensou que sua fuga estava bem sucedida, a jovem foi sequestrada por Blake Ravenscroft, por confundi-la com a famosa espiã Carlotta De Leon. O rapaz trabalha no Departamento de Guerra, espécie de FBI.

Carolina então passa a morar na casa de Blake, pois está sendo investigada e ao mesmo tempo ela ganha tempo, pois deverá esperar algumas semanas para receber sua herança. Esse tempo será regado de desentendimentos e uma paixão avassaladora prestes a entrar nos corações e mostrar que o amor pode reconstruir o que foi se perdeu.

Amo romance de época e a escrita de Julia Quinn. Então assim que deparei com este lançamento não resisti e fui conferir mais uma trama da autora. Esse livro foi um dos primeiros que ela escreveu, então é perceptível alguns momentos arrastados e sem sentido. Porém, nada disso prejudicou o andamento da leitura e gostei bastante da maneira que ela construiu a obra.

Caroline é uma personagem impulsiva e não tem o famoso filtro para falar. Tudo que ela pensa profere, isso às vezes é algo negativo para ela. Ainda mais na presença de Blake, que sente uma tremenda atração por ele. Blake é um homem que tem um passado triste e que ainda carrega fantasmas em sua bagagem. Isso o tornou um homem frio e amargo. Porém ,quando Caroline entra em sua vida de uma maneira inusitada faz com que ele repense sobre suas atitudes, pensamentos e na própria vida que tem levado.

A escrita de Julia foi fluida e envolvente mas senti em alguns momentos se tornar arrastada e alguns diálogos sem sentido. Porém, a história construída pela autora foi consistente e fez com que torcêssemos para o casal.

Os fãs de romance de época vão amar a história de Carolina e Blake. A trama traz lições sobre perdão, escolher o amor ao invés dos passados que atormentam, entre outas. Como agarrar uma herdeira contém bastante humor e ao mesmo tempo um romance fofo.

O último livro da duologia já foi lançado e se chama Como casar com um marquês. Ele é protagonizado pelo marquês James Riverdale, melhor amigo de Blake.
                                                                     

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