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sábado, 16 de junho de 2018

[ESPECIAL] Mar despedaçado, de Joe Abercrombie

Olá, leitores do Capa e Título! Tudo bem com vocês? Vocês conhecem o autor Joe Abercrombie? Ele nasceu em Lancaster, na Inglaterra, em 31 de dezembro de 1974. Na famosa Universidade de Manchester, Joe estudo Psicologia. Mas seu grande sonho era escrever livros de fantasia com uma pegada voltada para o público adulto e, quem sabe, redefinir o gênero.


Assim como muitos autores que conhecemos, como J. K. Rowling, Joe trabalhava em uma história enquanto seguia trabalhando em outra área. De 2002 a 2004, ele conclui o primeiro livro da trilogia A Primeira Lei, publicado em sua língua original em 2006. No Brasil, a Editora Arqueiro publicou O Poder da Espada (2013), Antes da Forca (2014) e O Duelo dos Reis (2015). Por conta de seu sucesso como autor e experiência na TV, ao lado de outros autores de sucesso, como Terry Pratchett, Joe contribui para o documentário Worlds of Fantasy, da BBC.

A Trilogia Mar Despedaçado

A Trilogia Mar Despedaçado começa a ser publicada originalmente em 2014, dois anos após a publicação de Red Country, um livro spin-off de A Primeira Lei. Os livros que compõem a trilogia são Meio Rei (2016), Meio Mundo (2017) e Meia Guerra (2018). Contam a história de Yarvi, filho caçula do rei Uthrik que, longe de pensar na possibilidade de ser rei, estuda para ser ministro, alguém que se dedica pelo resto da vida a curar e aconselhar. Porém, uma tragédia o força a mudar de estrada e partir numa jornada que o formará e o transformará.

Soprava um vento forte na noite em que Yarvi descobriu que era rei. Ou pelo menos meio rei.
ABERCROMBIE, J. Meio Rei: Mar despedaçado 1. São Paulo: Arqueiro, 2016.

Yarvi é um personagem que precisa se impor. Não somente por ser filho de quem ele, o que por si só já é um peso grande. Mas porque a expectativa das pessoas a respeito dele são enormes. O que esperar de um meio homem? Ou melhor dizendo, de um meio rei? Afinal, quando pensamos num rei temos uma imagem pré-determinada de um soberano no sentido mais concreto possível da palavra. Um guerreiro, capaz de erguer espada e comandar exércitos contra outros povos. Yarvi é um homem com a mão deformada. Por isso, considerado incompleto. Ele precisa demonstrar sua capacidade de liderança para se destacar e ganhar respeito. O interessante desses livros é ver como a inteligência muitas vezes é melhor que a força bruta.

Apesar de eu ter a outra trilogia do autor, eu nunca cheguei a lê-la. Por conta de algumas questões que apareceram no meio do caminho, tive que deixar o primeiro livro de lado e acabei não retomando sua leitura. Mar despedaçado, porém, são livros mais curtos e com uma dinâmica, até onde eu possa falar sobre, diferente de A Primeira Lei. Enquanto que neste a escrita é bem condensada, nessa outra trilogia o autor não perde tempo com muitas descrições. A escrita é mais direta, o que faz com que a leitura flua rapidamente.

Mar despedaçado é uma trilogia que vai agradar muito o leitor que procura uma boa fantasia.
                                                         

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

[RESENHA] Chronos - Viajantes do Tempo (Chronos #1), de Rysa Walker


Editora: Darkside
Páginas: 320
Publicação: 2017

Na vida, sempre há uma sequência de fatos para ter a finalidade de algo. Isso ocorre de forma organizada, por exemplo, o controle remoto deve ser ligado depois da pessoa colocar pilha, os netos nascem depois dos avós. Porém, Kate nunca esperava que esse segundo exemplo mudasse sua vida. Sua avó aparece em sua vida e traz consigo informações e um novo parâmetro sobre a questão do tempo para Kate. As informações são tão importantes que, logo elas terão que agir, pois a própria existência da garota está em perigo.

Kate descobre que seu avô Saul tem o intuito de modificar a linha do tempo. Seu objetivo é em prol do seu nome e status de líder religioso. A jovem terá que aprender mais sobre a história de sua avó e viajar para 1893, em Chicago, para tentar solucionar esse problema. No entanto, ela deverá fazer isso sem alterar seu destino.

Essa temática vem me perseguindo de diversas formas, pois assisti a série Dark, logo após emendei com Outlander e nesses meio termo iniciei a leitura de Chronos. Foi algo bem intenso pra minha cabeça, mas me diverti bastante. Uma história envolvente e uma escrita atrativa.

Kate é uma protagonista que gostamos logo de cara. Ela tem uma personalidade forte e não tem medo de se arriscar. Seus pais são separados, mas ela lida muito bem com isso. Porém, o que ela não esperava era descobrir mais da história de sua mãe e qual objetivo com segundas intenções fizeram seu pai casar com sua mãe.

Quando a avó de Kate aparece em sua vida, não era esperado informações tão chocantes e, de certa forma, mudar a sua própria existência. Sua avó era uma viajante do tempo junto com seu avô Saul, mas ele estava planejando muito maior e contra as regras da Chronos, empresa de historiadores que tem o intuito de viajar no tempo para pesquisas e estudos, que ambos faziam parte.

Katherine, avó de Kate, fez uma viagem do tempo e não conseguiu voltar. Nesse momento é que tudo desenrola a genealogia até chegar em Kate, que terá a missão de voltar no tempo e ajudar sua avó a avisa-la sobre algo, mas sem alterar a linha do tempo.

Há triângulo amoroso na história, já aviso, mas nada que atrapalhe o desenvolvimento e até mesmo torna-se desanimador. Eu sou o tipo de leitor que detesto triângulos nos livros, mas nesse não me incomodou, pois a autora soube lidar com os dois personagens “concorrentes” de maneira clara para o leitor.

A temática viagem do tempo é algo muito interessante, porém querendo ou não, em algum momento sua cabeça entrará em bug. A minha ficou, mas não sobre a viagem do tempo em si, mas sobre algumas explicações da avó da protagonista, que me fizeram ler mais vezes determinada parte e não entender. No entanto, isso não interfere na compreensão do contexto da trama.

Rysa tem uma escrita muito instigante e atrativa. A leitura desde momento que a história começa flui de maneira orgânica e a curiosidade leitor cresce gradativamente. Conseguimos ter empatia com os personagens e a trama da autora mostra aspectos inovadores à temática apresentada.


Para os fãs de viagem do tempo, o primeiro volume da trilogia Chronos é uma ótima recomendação de leitura. Uma obra que certamente prenderá o leitor do começo ao fim, com personagens com personalidades fortes, com romance e ação. A trama tem um bom desenvolvimento e o clímax dos conflitos são coerentes e estimulantes. Aproveitando a temática, a autora apresenta eventos do passado com histórias reais que a protagonista participa.
                                                                     

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terça-feira, 9 de junho de 2015

[RESENHA] A Rainha Vermelha (A Rainha Vermelha #1) de Victoria Aveyard



Editora: A Rainha Vermelha
Páginas: 419
Publicação: 2015

O mundo é divido entre vermelhos e prateados. Os vermelhos são servos, humildes e destinados a servir aos prateados, que são os nobres, com poderes sobrenaturais o que os tornam quase deuses. Mare é uma vermelha, comete delitos para sustentar sua família. Em uma situação para salvar alguém que ama, Mare consegue um emprego no Palácio. Sua vida está prestes a mudar e trazer o desconhecido para diante dos seus olhos. Em uma cerimônia, ela descobre possui poderes sobrenaturais, semelhantes aos prateados, ou seja, algo inesperado e misterioso acontece. Isso despertará interesse em muitos e será um equilíbrio os prateados e um grupo que vêm se rebelando contra o reino. Como pode uma vermelha possuir poderes? O mistério está prestes a ser descoberto, ocasionando muitos conflitos de poder, mortes e muita ação.

            
Não sou muito fã de distopias, confesso. Porém, desde que a editora Seguinte divulgou que iria lançar “A Rainha Vermelha”, minha curiosidade aguçou tanto pela sinopse quanto pela capa maravilhosa. Estava com minhas expectativas a mil, e não é que cada uma delas foram correspondidas e foram mais além?
            
Mare tem uma personalidade muito forte, opinião própria e impulsiva. Ela vive uma vida em um vilarejo chamado Palafitas com sua família. Seus três irmãos estão na guerra, por culpa de sua mãe ela é a sombra de sua irmã, seu pai voltou da guerra com sequelas e tem um amigo chamado Kilorn. Ela ama essas pessoas e faria de tudo para salvá-las e buscar uma vida melhor para elas. A personalidade de Mare e esses sentimentos protetores foram as primeiras impressões para que criasse uma empatia. Amo personagens sem papas na língua e que tem pensamentos coerentes e firmes.
            
Apesar de conter vários elementos contidos nos livros em outros universos, percebi que a autora quis criar o seu próprio mundo, quis colocar suas digitais na história para que não fosse parecida com nenhum livro. Para mim ela executou muito bem. É inevitável que em livros de distopias e fantasias vejamos algo semelhante em outros livros do gênero.

"- A revolução precisa de uma faísca para começar."            
O que me faz me afastar um pouco desses gêneros sãos as cenas de ação. Para mim o autor deve saber muito bem escrevê-las e não deixa-las confusas, foi o que aconteceu na obra. Em nenhum momento me perdi, muito pelo contrário, as cenas de ação foram muito bem desenvolvidas. O que também complementou para que a leitura foi a escrita ágil e envolvente.
            
Terminei o livro sem fôlego. Sério, o clímax é tão eletrizante que você depende de ler cada letra para acreditar naquilo. Fiquei com raiva, revoltado, triste e com tantos sentimentos vieram à tona, que no final isso é genial! Isso que a literatura nos proporciona, nos faz sentir o que os personagens estão vivenciando. Victoria se preocupou em cada detalhe, em amarrar cada ponta solta e provar que sua obra é capaz de conquistar leitores e apaixonar pela sua história.
            
Esse livro é super recomendado para os fãs de distopia e fantasia. Mentiras, traições, poderes sobrenaturais, um forte teor político, um jogo pelo poder, muita ação, tudo incluso em uma história extremamente viciante. O romance não tem grande evidência, o que deu oportunidade para enfatizar realmente os gêneros iniciais. Uma escrita fluida e que o leitor ficará horas e horas degustando, um enredo bem trabalhado, personagens secundários marcantes e tem os seus destaques na trama. A partir do momento do leitor começar a ler, a adrenalina entrará em ação.

"Nas histórias, nos antigos contos de fadas, um herói sempre aparece. Mas todos os meus heróis estão longe ou mortos. Ninguém vai aparecer pra mim"

Os direitos de adaptação foram comprados pela Universal. O roteiro ficou por conta de Gennifer Hutchison (Breaking Bad) e a produção de Benderspink (Eeito Borboleta) e Pouya Shahbazian (Divergente).


Sobre “A Rainha Vermelha” friso mais uma vez: LEIAM, por favor!
                                                                     

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