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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

[RESENHA] Neurocomic: A Caverna das Memórias de Matteo Farinella e Hana Ros


Editora: Darkside
Páginas: 146
Publicação: 2018


Neurocomic traz a história de um rapaz que, ao encontrar uma jovem lendo um livro, começa a diminuir de tamanho a ponto de entrar em seu cérebro e caminhar por todas as suas estruturas. É um quadrinho que falará sobre o cérebro humano e todas as suas vertentes e facetas. Nosso protagonista conhecerá todas as partes do nosso encéfalo e, para começar sua jornada, ele se deparará com um senhorzinho no meio de uma grande floresta de neurônios. Em breve descobriremos de quem se trata mas, a princípio, ele o guiará por toda a história da Ciência, mostrando os grandes nomes por trás das descobertas relativas ao nosso sistema nervoso.

Na segunda parte veremos como a farmacologia atua no cérebro, ou seja, como os elementos químicos atuam nas sinapes (ligações entre um neurônio e outro), sejam eles remédios ou drogas ilíticas. Em seguida entederemos como ocorre a eletrofisiologia do nosso sistema nervoso, como os órgãos dete funcionam e como interagem entre si, além de ver como a eletriciade é fundamental para sermos quem somos. Nas partes seguintes, veremos como funciona a mente, como nosso cérebro atua com a questão do tempo e como a psicologia é uma ciência rica e muito interessante.

Esse é um quadrinho que funciona de forma excelente para alfabetização científica, ou seja, para introduzir pessoas que não tem conhecimento científico ou acadêmico de um assunto, nessa área e tem um grande potencial de ser utilizado em sala de aula, tanto da idade escolar quanto já na universidade. Eu sou suspeito para falar, uma vez que amo neurociência, mas foi uma leitura deliciosa do início ao fim. É definitivamente um prato cheio para quem ama o assunto e para quem quer aprender mais sobre ele.

Os autores são PhDs em neurociência e fizeram dessa narrativa algo didático sem cair no lugar comum ou sendo algo muto infantil, pelo contrário. É um quadrinho que aguça nosso conhecimento, e acarinha nossa inteligência usando de recursos, tanto gráficos quanto de conteúdo conceitual, muito interessantes. Destaque também para o trabalho da editora que trouxe uma capa maravilhosa, dura, um lindo projeto gráfico e papel com uma gramatura maravilhosa tanto para se ler quanto para se manusear.

Amei demais essa leitura! Recomendo a todos que gostem da área e também para aqueles que queiram começar a ler algo desse assunto.

                                                                     

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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

[RESENHA] Crônicas de Morrighan (Crônicas de Amor & Ódio #0,5) de Mary E. Pearson


Editora: Darkside Books
Páginas: 128
Publicação: 2017

Morrighan é uma jovem que sempre viu beleza ao seu redor, sempre buscou o lado bom e belo do mundo. Nascida e vivendo em meio a uma grande guerra em seu território, seu grupo vive em formato nômade, ou seja, andam de um lugar ao outro sem se fixar em nenhum ponto específico. A luta pela sobrevivência é diária, tendo todos que caçarem para conseguirem comer e sobreviver por mair um dia. Pela manhã, todos partem para a floresta para buscar algo que consiga comer e, à noite, se juntam no acampamento para compartilhar sua caça e comerem todos. Numa dessas idas à floresta, Morrighan esbarra em um garoto magricelo e estranho, que está escondido por entre as plantas. Ao conversar com ele e o ensinar a caçar, este resolve sumir no mato, correndo e se afastando dela. Nunca mais ela o esqueceria.

Anos depois, Jafir, o tal garoto, está mudado e o destino os une novamente. Com o corpo já na puberdade, ambos se aproximarão mais fortemente, mesmo tendo consciência que este é um amor proibido e que terá grandes consequências num futuro próximo.

Crônicas de Morrighan é um spin-off da série Crônicas de Amor e Ódio, cujos dois primeiros livros já tem resenha no blog. Trata-se de contar o passado de Mrrighan, personagem que é muito importante e interessante na trama original.

Eu gostei muito desse livro pela fluidez com que a história é contada. A escrita de Mary E. Pearson já é deliciosa de ser lida nos demais livros e nesse continua com um sabor gostoso. Essa autora tem uma boa mão para romances e consegue prender o leitor do início ao fim, fazendo com que torçamos o tempo todo para o casal de protagonistas. 

Não é necessário ler a trilogia original antes desse tomo. Como a história se passa muito antes da de Lia, você não terá spoilers da trama principal e apenas se aprofundará mais no passado de Morrighan e de como seu nome acabou virando o do próprio continente onde tudo se desenrola. 

Vale destacar a edição que a Darkside Books deu para esse título, com todo esmero que a editora tem por seu catálogo: capa dura, detalhes em dourado e um lindo projeto gráfico no miolo. Essa també, é a primeira edição física desse livro no mundo, uma vez que ela só tinha saído em ebook em todos os demais países onde foi lançada.

Recomendo a tod@s que se interessaram na trilogia original e que queiram saber mais sobre esse universo delicioso.
                                                                     

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

[RESENHA] Chronos - Viajantes do Tempo (Chronos #1), de Rysa Walker


Editora: Darkside
Páginas: 320
Publicação: 2017

Na vida, sempre há uma sequência de fatos para ter a finalidade de algo. Isso ocorre de forma organizada, por exemplo, o controle remoto deve ser ligado depois da pessoa colocar pilha, os netos nascem depois dos avós. Porém, Kate nunca esperava que esse segundo exemplo mudasse sua vida. Sua avó aparece em sua vida e traz consigo informações e um novo parâmetro sobre a questão do tempo para Kate. As informações são tão importantes que, logo elas terão que agir, pois a própria existência da garota está em perigo.

Kate descobre que seu avô Saul tem o intuito de modificar a linha do tempo. Seu objetivo é em prol do seu nome e status de líder religioso. A jovem terá que aprender mais sobre a história de sua avó e viajar para 1893, em Chicago, para tentar solucionar esse problema. No entanto, ela deverá fazer isso sem alterar seu destino.

Essa temática vem me perseguindo de diversas formas, pois assisti a série Dark, logo após emendei com Outlander e nesses meio termo iniciei a leitura de Chronos. Foi algo bem intenso pra minha cabeça, mas me diverti bastante. Uma história envolvente e uma escrita atrativa.

Kate é uma protagonista que gostamos logo de cara. Ela tem uma personalidade forte e não tem medo de se arriscar. Seus pais são separados, mas ela lida muito bem com isso. Porém, o que ela não esperava era descobrir mais da história de sua mãe e qual objetivo com segundas intenções fizeram seu pai casar com sua mãe.

Quando a avó de Kate aparece em sua vida, não era esperado informações tão chocantes e, de certa forma, mudar a sua própria existência. Sua avó era uma viajante do tempo junto com seu avô Saul, mas ele estava planejando muito maior e contra as regras da Chronos, empresa de historiadores que tem o intuito de viajar no tempo para pesquisas e estudos, que ambos faziam parte.

Katherine, avó de Kate, fez uma viagem do tempo e não conseguiu voltar. Nesse momento é que tudo desenrola a genealogia até chegar em Kate, que terá a missão de voltar no tempo e ajudar sua avó a avisa-la sobre algo, mas sem alterar a linha do tempo.

Há triângulo amoroso na história, já aviso, mas nada que atrapalhe o desenvolvimento e até mesmo torna-se desanimador. Eu sou o tipo de leitor que detesto triângulos nos livros, mas nesse não me incomodou, pois a autora soube lidar com os dois personagens “concorrentes” de maneira clara para o leitor.

A temática viagem do tempo é algo muito interessante, porém querendo ou não, em algum momento sua cabeça entrará em bug. A minha ficou, mas não sobre a viagem do tempo em si, mas sobre algumas explicações da avó da protagonista, que me fizeram ler mais vezes determinada parte e não entender. No entanto, isso não interfere na compreensão do contexto da trama.

Rysa tem uma escrita muito instigante e atrativa. A leitura desde momento que a história começa flui de maneira orgânica e a curiosidade leitor cresce gradativamente. Conseguimos ter empatia com os personagens e a trama da autora mostra aspectos inovadores à temática apresentada.


Para os fãs de viagem do tempo, o primeiro volume da trilogia Chronos é uma ótima recomendação de leitura. Uma obra que certamente prenderá o leitor do começo ao fim, com personagens com personalidades fortes, com romance e ação. A trama tem um bom desenvolvimento e o clímax dos conflitos são coerentes e estimulantes. Aproveitando a temática, a autora apresenta eventos do passado com histórias reais que a protagonista participa.
                                                                     

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

[Resenha] Casos de Família, de Ilana Casoy




Editora: Darkside Books
Páginas: 560
Publicação: 2016

Lembro-me de estar com minha prima e minha avó em sua casa. Era meio de semana e tudo parecia comum. Almoçamos e ficamos assistindo televisão, como era de costume quase todos os dias quando saía da escola. Porém, naquela tarde iria ser noticiado algo que pararia o Brasil e chocaria a sociedade. A notícia era que um casal, na cidade de São Paulo, foram mortos brutalmente em sua casa. Os filhos chegaram em casa de madrugada e viram algo incomum no local e chamaram a polícia. Uma tragédia como várias no nosso país, mas algo desdobraria dias depois: a filha foi a mandante da morte dos próprios pais.
Este livro é uma obra-prima não somente para pessoas na área de direito, mas para aqueles que sempre tiveram a curiosidade de conhecer a história da família Richthofen. Uma trama que sucedeu meses de investigação e interrogatórios, peças de um quebra-cabeça espalhadas e coube à polícia junta-las com uma equipe preparada para este tipo de evento.
Ilana participou de alguns momentos importantes deste caso, principalmente a reconstituição do crime e o julgamento. A obra é construída como uma ficção e diário, mas sabemos que tudo que está ali realmente aconteceu. Acompanhamos desde o dia da morte de Manfred Albert Von Richthofen e Marísia Von Richthofen, depoimentos, uma vasta gama de informações colhidas pela autora através de entrevistas de pessoas envolvidas no caso. Também contém transcrição do que ocorreu no dia do julgamento.
Uma família que vive na zona nobre de São Paulo. Albert era um empresário renomado, Marísia psiquiatra, seu filho estudioso e sua filha cursando a faculdade de Direito. Uma família aparentemente perfeita, mas por trás havia muitas brigas e mentiras. Quem imaginava que aquela menina ser mandante da morte de seus próprios pais, com a motivação de ficar junto com seu namorado (os pais de Suzane não apoiava o namoro) e com o dinheiro da herança montar seu próprio negócio.
Como diz um ditado: “O diabo ensina fazer, mas não ensina esconder” é algo que se encaixa perfeitamente neste caso. Suzane, seu namorado Daniel e cunhado Cristian conseguiram ser bem sucedidos na morte do casal, porém assim que a polícia chega ao local já começa incoerências e contradições vindas dos três. O crime foi planejado, arquitetado por Suzane e Daniel, mas há informações mostradas na obra que me deixou assustado, por exemplo, horas da morte do pai Suzane estava abraçada com seu namorado como se nada tivesse acontecido ou dias depois a menina já perguntando sobre quando já poderia vender a casa. Algumas pessoas da polícia desconfiaram da atitude de Suzane, mas não tinham provas. No entanto, o trabalho em equipe conseguiu juntar as peças do quebra-cabeça e chegou ao veredito: Suzane, Daniel e Cristian foram os responsáveis da morte do casal Von Richthofen.

O outro caso contido no livro é da pequena Isabella de Oliveira Nardoni, de 6 anos de idade, foi asfixiada e jogada da janela do prédio. Os responsáveis de tal crime foi o pai, Alexandre Alves Nardoni e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá. O crime ocorreu em março de 2008.

Ilana neste “A prova é a testemunha”, aborda como foram os processos de julgamento. A autora esteve presente aos dias que decorreram no tribunal e conseguiu de maneira fascinante nos transpor naqueles momentos de angústia, tristeza, revolta e choque. Neste caso fiquei mais emocionado por ser uma criança indefesa ter sido assassinada pelo próprio pai. Uma menina que tinha vários sonhos, uma mãe que tinha Isabella como companheira e teve a filha ceifada pelo progenitor.
No segundo caso também há imagens de como foi o crime e fotos da perícia para chegar a tal resultado. Anotações da autora também são encontraadas no final do livro, seus pensamentos e o anseio de juntar o quebra-cabeça e entender como Alexandre e Anna Carolina chegaram a tal ato.
Estas histórias verídicas nos mostram como a mente humana é misteriosa e pode ser sombria. De um lado a filha mandou matar os pais por ficar com o namorado e interesse pela herança e do outro o pai junto com a esposa assina uma criança de apenas 6 anos de idade. Infelizmente há muitas Suzzane, Alexandre e Anna Carolina ao nosso redor, mas não há nada escrito em suas testas identificando o quão cruel podem ser. Do pobre ao rico, negro ao branco, todos podem ser responsáveis de crimes terríveis e sempre deixará o mundo espantado.

Para quem é fã de casos criminais, aprecia a área do direito e jornalismo “Casos de família” é um livro indicado. Aqui vocês acompanharão a partir de uma escrita envolvente, histórias sombrias envolvendo duas famílias e assassinatos. Não li direto estes casos, pois foi forte e angustiante. Porém, é uma obra bem escrita e é nítido o quão vasto foi a pesquisa da autora para chegar até aqui
     
                                                                     


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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

[RESENHA] Amityville de Jay Anson


Editora: DarkSide 
Páginas: 240
Publicação: 2016     

Na madrugada do dia 13 de novembro no ano de 1974, o jovem Ronald DeFeo, de 23 anos, matou com um rifle de alto calibre os seus pais, dois irmãos e duas irmãs a sangue frio. Dois anos depois o casal Kathleen e George Lutz com seus três filhos compraram a casa onde moravam os DeFeo, por 80 mil dólares, que à época era um preço muito barato. Já com o entendimento do histórico da casa, George e Kathleen não se importaram e decidiram ter a casa dos sonhos, por ser espaçosa.
Mal sabiam que no primeiro dia da mudança eventos peculiares mostrariam uma diferente faceta da residência. Ao passar dos dias o casal Lutz presenciaram situações anormais como presenças invisíveis, móveis se movendo, pegadas de animais, entre tantos outros eventos paranormais. Eles buscaram ajuda a um padre conhecido. O mesmo presenciou algo ruim na casa e isso chegou a afetar sua saúde. Em 28 dias na casa colonial de número 112 da Ocean Avenue, em Amityville, a família Lutz vivenciou o seu pior pesadelo.
Logo quando foi lançado este livro, fiquei muito interessado em lê-lo. Gosto muito de histórias de terror e ainda mais se são sobre acontecimentos reais. Outro motivo foi por conhecer por alto o caso de Amityville, só não sabia dos detalhes como os eventos paranormais que a família Lutz presenciou. Então decidi que Amityville seria minha leitura para o Halloween.
O livro inicia já com o prefácio do reverendo John Nicola. Em suas palavras basicamente expôs que pessoas podem ou não acreditar em eventos sobrenaturais. Há pessoas supersticiosas, as acreditam apenas na ciência e as que afincam suas crenças na religião. Eu particularmente sou protestante, acredito em situações paranormais, porém tenho meus posicionamentos e também acredito que a ciência pode provar determinados casos por mostrar que nem tudo é fantasma. Como diz aquele ditado, “nem tudo que reluz é ouro”.
No decorrer da leitura fiquei receoso em alguns casos apresentados. Então, para buscar mais conhecimento do caso em Amityville, procurei informações. No site O aprendiz verde, há uma matéria minuciosa do caso da residência número 112 na Ocean Avenue. No livro mostra que logo quando DeFeo matou a família correu para o bar próximo de sua casa e informou que sua família foi morta. Porém, na matéria diz que o jovem depois de ter assassinado a família houve um intervalo grande até ele ir para o bar. Outras evidências que a matéria informa é que George procurou o investigador paranormal Dr. Stephen Kaplan, para investigar sua casa. O Dr. Kaplan descobriu por meio do livro Amityville, escrito por Jay Anson, que George havia estudado muito sobre feitiçaria e demonologia. No livro de Anson a forma que foi conduzida os acontecimentos mostrou em um pequeno momento sobre George ter lido uma vez sobre o assunto.
Algo que me deixou intrigado durante a leitura foi como a família chegou a viver durante 28 dias numa casa EM que TODOS os dias ocorriam eventos pra lá de assustadores, desde móveis se moverem até aparições de demônios e levitação. Então, após ler a obra de Anson e ler várias matérias sobre o caso, cheguei em uma dúvida: será que uma família seria capaz de mentir sobre uma casa supostamente amaldiçoada e usar uma chacina como objeto? No livro se insinua que George estava passando por um momento financeiro ruim com sua empresa. Será uma história inventada para lucrar e sair do sufoco?
Em uma postagem no site Portugal Misterioso, mostrou que no ano de 2013, Daniel Lutz, o filho mais velho decidiu falar em forma de documentário sobre o caso após 40 anos. Para o primogênito, os acontecimentos da casa o afetaram profundamente. Ele disse que estes eventos podem ter relação com o padrasto, por praticar bruxaria e sessões espíritas. Outra revelação de Danny é que durante sua adolescência teve muitos conflitos com o padrasto, chegando a viver um tempo nas ruas.
Trouxe aqui algumas informações sobre o caso, pois no livro é mostrado algo focado apenas em atividades paranormais, mas há entrelinhas e furos na história que nos deixam refletir se realmente aconteceu isso tudo.
A obra de Anson foi baseada em depoimentos gravados por George e Kathy. Ele também entrevistou outras pessoas como padre e um policial da região. A escrita é objetiva e os detalhes dos eventos são expostos de maneira meticulosa. Portanto, os momentos principais da família foram contados por eles, o que pode ter sido encoberto informações ou não.
Ao finalizar a obra encarei tudo que a família Lutz viveu como uma ficção sobrenatural. É muito difícil acreditar acirradamente em tudo que é nos contado, pois não estávamos lá, e é possível que pessoas inventem histórias para ganhar dinheiro. No entanto, é uma história que me fez refletir sobre se há forças negativas. Posso não acreditar em tudo, mas tenho a consciência que eventos semelhantes podem ocorrer.
Para os fãs de terror, “Amityville” é uma indicação. Um livro que expõe fatos que uma família comum que está prestes a realizar um sonho de ter uma casa espaçosa, num instante tudo muda quando situações atípicas começam a acontecer ao redor deles. A escrita de Anson é fluida e objetiva e os casos apresentados é capaz do leitor também ficar intrigado como eu.
Após os Lutz "fugirem" de sua casa, outras famílias viveram nela. Atualmente ela está à venda por cerca de três milhões de reais e mudou o número para 108. A imobiliária decidiu mudar o número por evitar os famosos curiosos. Será que a casa não foi vendida por medo das pessoas se mudarem para lá ou pela crise financeira do país?


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domingo, 9 de outubro de 2016

[RESENHA] Evangelho de Sangue de Clive Baker


Editora: Darkside Books
Páginas: 360
Publicação: 2016

Harry D'Amour é um detetive autônomo especializado em investigar casos sobrenaturais. Norma Paine, uma de suas amigas mais antigas, lhe pede que ele vá investigar uma casa que supostamente está assombrada. Lá ele se depara com vários objetos, dentre ele a Caixa de Lemarchand, ou Caixa das Lamentações. À medida que tenta configurá-la, ele começa a se deparar com seus demônios internos que ganham força e forma. Posteriormente, ele se juntará à Norma e a seus amigos próximos e que os ajudam no combate às forças das trevas, Caz e Dale, em busca de um lugar protegido de tais demônios.

No mundo infernal, digamos assim, Felixston, fiel escravo de PinHead, se revolta contra seu mestre por este o prejudicar em um ritual satânico de procriação. É então que ele se aproxima do grupo de paranormais e sequestra Norma, abrindo uma espécie de portal do Inferno, que permite o fluxo de humanos e demônios por entre os dois mundos. O grupo que sobrou parte em uma busca desenfreada por Norma, uma vez que o portal logo se fecha e eles não sabem do paradeiro dela. PinHead, por sua vez, tem planos em sua mente. Ele quer lançar um herdeiro para o mundo. Para isso, ele faz uma série de feitiços e rituais em busca de tal criança que viria a ser o seu sucessor. 

O livro tem mutas partes de ação misturadas ao terror, gênero cerne da obra. O plot principal é abordado em toda a narrativa, coisa que gostei bastante. Como esse foi o meu primeiro contato com o autor e também com o personagem Hellraiser (sim, eu nunca tinha assistido aos filmes também), tive um pouco de dificuldade em alguns momentos, sobretudo com a caracterização dos personagens e situação minha no universo da narrativa. Dá para entender a história em si, mas acredito que se eu tivesse lido os outros livros do personagens ou visto os filmes antes, conseguiria compreender melhor.

O livro, como todo bom livro de terror deve ser, é bem forte e em alguns momentos a leitura aguça bastante o psicológico do leitor. Em algumas cenas tive que colocar o livro de lado de tanta aflição que tive. Algumas cenas exigem estômago forte para quem as lê então já é bom ficar sobreavisado antes de começar a leitura.

Já está quase redundante enaltecer o trabalho da Darkside em suas edições, mas é algo realmente incrível e preenche um nicho muito necessário no mercado editorial brasileiro há tempos. O livro vem com capa dura, folha de guarda bem elaborada, marcador de fita e ainda um impresso e um projeto gráfico incrível. 

Recomendo a tod@s que gostem de terror e do personagem Hellraiser e que queiram saber mais sobre a sua origem e o surgimento da grande lenda. Leitura muito legal.
                                                                     

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