Páginas: 419
Publicação: 2015
O mundo é divido entre vermelhos e
prateados. Os vermelhos são servos, humildes e destinados a servir aos
prateados, que são os nobres, com poderes sobrenaturais o que os tornam quase
deuses. Mare é uma vermelha, comete delitos para sustentar sua família. Em uma
situação para salvar alguém que ama, Mare consegue um emprego no Palácio. Sua
vida está prestes a mudar e trazer o desconhecido para diante dos seus olhos.
Em uma cerimônia, ela descobre possui poderes sobrenaturais, semelhantes aos
prateados, ou seja, algo inesperado e misterioso acontece. Isso despertará
interesse em muitos e será um equilíbrio os prateados e um grupo que vêm se
rebelando contra o reino. Como pode uma vermelha possuir poderes? O mistério
está prestes a ser descoberto, ocasionando muitos conflitos de poder, mortes e
muita ação.
Não sou muito fã de distopias,
confesso. Porém, desde que a editora Seguinte divulgou que iria lançar “A
Rainha Vermelha”, minha curiosidade aguçou tanto pela sinopse quanto pela capa
maravilhosa. Estava com minhas expectativas a mil, e não é que cada uma delas
foram correspondidas e foram mais além?
Mare tem uma personalidade muito forte,
opinião própria e impulsiva. Ela vive uma vida em um vilarejo chamado Palafitas
com sua família. Seus três irmãos estão na guerra, por culpa de sua mãe ela é a
sombra de sua irmã, seu pai voltou da guerra com sequelas e tem um amigo
chamado Kilorn. Ela ama essas pessoas e faria de tudo para salvá-las e buscar
uma vida melhor para elas. A personalidade de Mare e esses sentimentos
protetores foram as primeiras impressões para que criasse uma empatia. Amo
personagens sem papas na língua e que tem pensamentos coerentes e firmes.
Apesar de conter vários elementos
contidos nos livros em outros universos, percebi que a autora quis criar o seu
próprio mundo, quis colocar suas digitais na história para que não fosse parecida
com nenhum livro. Para mim ela executou muito bem. É inevitável que em livros
de distopias e fantasias vejamos algo semelhante em outros livros do gênero.
"- A revolução precisa de uma faísca para começar."
O que me faz me afastar um pouco
desses gêneros sãos as cenas de ação. Para mim o autor deve saber muito bem
escrevê-las e não deixa-las confusas, foi o que aconteceu na obra. Em nenhum
momento me perdi, muito pelo contrário, as cenas de ação foram muito bem
desenvolvidas. O que também complementou para que a leitura foi a escrita ágil
e envolvente.
Terminei o livro sem fôlego. Sério,
o clímax é tão eletrizante que você depende de ler cada letra para acreditar
naquilo. Fiquei com raiva, revoltado, triste e com tantos sentimentos vieram à
tona, que no final isso é genial! Isso que a literatura nos proporciona, nos
faz sentir o que os personagens estão vivenciando. Victoria se preocupou em
cada detalhe, em amarrar cada ponta solta e provar que sua obra é capaz de
conquistar leitores e apaixonar pela sua história.
Esse livro é super recomendado para
os fãs de distopia e fantasia. Mentiras, traições, poderes sobrenaturais, um
forte teor político, um jogo pelo poder, muita ação, tudo incluso em uma
história extremamente viciante. O romance não tem grande evidência, o que deu
oportunidade para enfatizar realmente os gêneros iniciais. Uma escrita fluida e
que o leitor ficará horas e horas degustando, um enredo bem trabalhado,
personagens secundários marcantes e tem os seus destaques na trama. A partir do
momento do leitor começar a ler, a adrenalina entrará em ação.
"Nas histórias, nos antigos contos de fadas, um herói sempre aparece. Mas todos os meus heróis estão longe ou mortos. Ninguém vai aparecer pra mim"
Os direitos
de adaptação foram comprados pela Universal. O roteiro ficou por conta de
Gennifer Hutchison (Breaking Bad) e a produção de Benderspink (Eeito Borboleta)
e Pouya Shahbazian (Divergente).
Sobre “A
Rainha Vermelha” friso mais uma vez: LEIAM, por favor!






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