Páginas: 404
Publicação: 2011
Resenha de Cidade dos Ossos ( Os Instrumentos Mortais #1)
No segundo livro da série Instrumentos Mortais, Jace é acusado de cometer assassinatos contra jovens de Nova York que, misteriosamente, começam a aparecer mortos e de omitir a participação de Valentim, o "vilão" da história, nesses crimes. Por isso, tem de passar por um julgamento no submundo através de uma Inquisidora, personagem que surge agora. Em meio a tudo isso Clary começa a se aproximar do seu melhor amigo Simon, lhe dando maior abertura e olhando-o com outros olhos.
O início de Cidade das Cinzas é melhor que o de Cidade dos Ossos (cuja resenha você confere aqui), com escrita mais clara e com menor interferência nos diálogos, o que torna a leitura mais agradável. Há a introdução de novos personagens à trama, o que veio a dar um gás e um frescor à história. Vale destaque para Max, irmão mais novo dos Lightwood (Alec e Isabelle).Os personagens anteriores aparentam estar mais maduros, apesar da passagem de tempo ser curta. Alec, em particular, me agradou bastante nesse livro, evoluindo sua personalidade e suas relações inter-pessoais. Magnus Bayne (feiticeiro que também aparece no primeiro livro) e os Irmãos do silêncio também participam fundamentalmente.
Gostei da maneira como os sonhos de Clary são descritos no livro, em que pode-se fazer vários links com a história. O livro tem menos ação e foca-se mais nas relações entre os personagens, aumentando a quantidade de diálogos e descrições.
A Cassandra Clare não consegue fazer bons finais em seus livros. Em Cidade das Cinzas não foi diferente, não prendendo o leitor para o próximo livro. A sensação que dá é que ela não sabe a hora de parar de escrever, se empolgando bastante, e fazendo epílogos desnecessariamente longos (que mais parecem um capítulo) e enfadonhos na leitura.
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