Páginas: 390
Publicação: 2015
Atenção leitores! Contém spoilers do livro A Escolha, último livro lançado da série.
Maxon e America estão de volta em
mais um livro, mas não como protagonistas. Assim que Maxon assumiu o trono, o
sistema de castas foi abolido. O intuito do Rei Maxon é buscar que todos tenham
a possibilidade de conquistarem o que quiserem, mas não é isso que ocorre em
Illéa. O preconceito se alastrou e os que eram das castas nobres não aceitam os
que eram das inferiores estarem no mesmo patamar social. Por isso, o povo
começa a se rebelar e o rei deverá ter um plano para acalmar a situação. Maxon
e America têm quatro filhos, sendo que um deles é Eadlyn, a primogênita, a que
será sucessora do trono. Para distrair a população, Maxon propõe uma Seleção. A
contragosto, Eadlyn deverá conviver com trinta e cinco garotos e um deles será
o seu futuro esposo.
Nos três livros anteriores da série,
acompanhamos o ponto de vista de América. Agora, em A Herdeira, o ângulo muda
e vamos acompanhar o lado de uma selecionadora, ou seja, estaremos do outro
lado da moeda. Acompanhamos tudo diferente de A Seleção. Se antes a
história era narrada por uma candidata, agora vamos ver como é os bastidores de
tudo que acontece nesse evento.
Eadlyn é uma menina com uma
personalidade forte, um temperamento às vezes explosivo, confiante e amorosa
com sua família e quem ama. No entanto, a linha tênue de sua personalidade
forte ultrapassa um pouco com arrogância e egoísta. Li e ouvi alguns
comentários sobre ela ser mimada, mas temos que perceber que Eadlyn nasceu em
um palácio cheia de privilégios e mimos, é filha de um rei e uma rainha e que
em breve será sucessora do trono. Não justifica, por ter pessoas ricas e são gente
como a gente? Sim, mas a situação ali coube ela ser regada de carinho e cuidado
para ser assim. Aliás, isso não me incomodou.
A distopia ainda continua em segundo
plano, mas dessa vez em alguns momentos de ação, o gênero é pincelado, pois a
premissa em si exige isso. Esse nicho poderia ser um pouco melhor trabalhado, não
de forma intensificada, mas de maneira um pouco mais presente para corresponder
ao gênero da obra.
Os candidatos à seleção dessa vez
são mais explorados, o que me agradou muito. Descobrimos mais de suas
histórias, a interação de Edlyn com eles é mais atuante, ao contrário da
Seleção de America. Os momentos de romance são bem desenvolvidos. Outros que
não tinham destaque e foram ganhando evidência, mas tiveram aqueles que foram apagados
e permaneceram assim.
A escrita de Kiera evoluiu muito. Os
momentos de clímax são envolventes e conseguimos entrar na história. Os
diálogos e a leitura ocorrem de forma fluida, sem ser cansativa ou repetitiva.
Ela soube trabalhar muito bem tanto a protagonista como os personagens
secundários. O que gostei bastante é que America e Maxon de vez em quando relatam como foi a Seleção deles, o que nos
faz relembrar da história dos dois.
Assim que a Seleção começa, Edlyn
começa um processo de amadurecimento, no sentido de começar a refletir sobre si
mesma, rever algumas atitudes e começar ater em mente que um dia se tornará
rainha e isso terá um peso e uma pressão muito grande, antes disso, ela já
desenvolve o seu potencial como líder a arquitetar planos e conhecer mais o seu
povo.
Se você é fã da série poderá ter
grandes chances de se apaixonar pela história. O que a mãe, protagonista dos
livros anteriores, tinha de indecisa, a sua filha tem o oposto disso. Edlyn conseguiu me
ganhar no primeiro capítulo com sua postura e suas opiniões. A leitura foi
muito agradável, um equilíbrio entre os momentos tensos e leves, o que não
ficou cansativo e sim, empolgante.






Meu Deus, fiquei num sofrimento para comentar porque não quis ler a resenha. Vejo que está maravilhosa, mas não quero pegar spoiler, hahaha Tenho que ler do início! Quando eu ler venho aqui falar, hehehe Grande abraço!
ResponderExcluirEwerton Lenildo (Viajante das Letras) - viajantedasletras.blogspot.com