Páginas: 336
Publicação: 2014
Após três anos da morte de seu marido, Joss tomou a decisão
de seguir em frente e realizar um desejo antigo. Mas por conta do passado de
Carson, seu marido, isso não pode se realizar... Até agora. Há uma forte vontade
dentro dela pela submissão. A necessidade que alguém a domine. O que ela não
sabe é que Dash, o melhor amigo de seu marido sempre foi apaixonado por ela.
Ele é um dominador. Juntando o útil ao agradável um relacionamento avassalador
poderá nascer entre eles, porém será que a dor da perda e os conflitos internos
de cada um poderão superar tudo e a paixão prevalecer?
Esse é
o primeiro volume da trilogia “Surrender”. Cada livro contará a história de um
personagem. As personagens Kylie e Chessy terão seus livros específicos, já
percebemos isso logo no primeiro livro.
O meu
desejo era fazer uma resenha muito empolgante a respeito desse livro. Eu gosto
da escrita de Maya, porém não foi nada agradável para mim. Porém, esperava um
pouco por causa da trilogia “The Breathless”. O primeiro volume “Obsessão” foi
bom, o segundo mediano. No entanto o terceiro com o nome “Fogo” deveria ser
trocado para Gelo.
Joss é
uma mulher insegura e que é 100% dependente de alguém. Ela deixou o emprego
para ficar em casa com seu marido. Depois que morreu mesmo que indiretamente, sua dependência passou para Dash, mesmo como amigo. Isso me irritou, pois ela no
livro inteiro não teve opinião própria e não consegui identificar nenhuma
personalidade vindo dela. Dash por outro lado, mostrou-se muito babão e a
palavra “Querida” estava em todas as falas dele (não sei se foi pela tradução
ou a autora realmente mergulhou nessa palavra durante a narrativa).
Normalmente
quando lemos algo sobre BDSM (Bondage, Disciplina, Submissão, Sadismo e Masoquismo) lemos algo na superfície, mais raso. Porém, Maya construiu uma história envolvendo essa
prática no profundo e o que não gostei. Achei muito estranho e me incomodou em
vários momentos.
Os conflitos
são bem fracos. O que era pra ser solucionado apenas com uma conversa
transformou-se em uma tempestade num copo d’água. Os diálogos mecânicos não me
envolveram e fiquei um bom tempo preso na história.
Um
livro para os fãs de literatura erótica, mas não vá com muita sede ao pote.
Leia calmamente e veja se a leitura te deixará instigado. A obra não me
prendeu por eu não ter conseguido ter empatia com nenhum dos personagens.





