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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

[RESENHA] Um perfeito cavalheiro (Os Bridgertons #3) de Julia Quinn

 


Editora:  Arqueiro
Páginas:  304
Publicação: 2014

Resenha de "O Duque e eu" #1
Resenha de "O Visconde que me amava" #2


Sophie sempre teve o sonho de fazer parte da sociedade, em que ela pudesse ir em festas, bailes, encontros com outras pessoas da sua idade para tomar chá. Enfim, participar de todos os eventos sociais que a sociedade londrina oferece. Porém, ela é uma filha bastarda de um conde. Após a morte do seu progenitor, quem ficou encarregado de cuidar dela foi a madrasta, que não tem nenhum sentimento de carinho e amor por ela, muito pelo contrário. Uma noite ela tem a oportunidade de ir a um baile de máscara que a família Bridgerton oferece, mas nem sua madrasta e suas filhas podem ficar sabendo, pois ela é apenas uma criada.

Uma noite inesquecível está prestes de chegar, no baile ela se depara com Benedict, o segundo filho dos Bridgertons. Os dois sentem a mesma atração um pelo outro, e parece que o mundo ao redor deles pararam somente para eles viveram aquele momento. Para ela, é como estar dentro de um conto de fadas, e para ele é como se encontrasse a sua alma gêmea, a mulher que faria sua vida mudar e estar para sempre ao seu lado. Porém, ela deverá sair do baile à meia-noite. Sem nomes, sem informações dela. Ela se foi. Ela o reconheceu, mas ele não.

Dois anos se passaram e eles se reencontram de novo, mas somente ela sabe o segredo do baile de máscaras. Ele sente algo familiar, mas não se atentou a isso. Embora, ele sonhou durante esses anos inteiro com a mulher que amarrou seu coração. Dia após dia os dois se conhecem e o sentimento que ela sentia por ele, que estava sempre em seus sonhos começa a se intensificar. Benedict, começa a se apaixonar de novo. 


"Eu quero... - A voz dele virou um sussurro, e seus olhos pareceram vagamente surpresos, como se ele não conseguisse acreditar nas próprias palavras. - Eu quero o seu futuro. Cada pedacinho seu."


Mais uma vez me deleitei em um livro da série dos Bridgertons. Minhas expectativas sempre estão lá no alto por essa série, e todas as vezes elas são superadas. Dessa vez, há uma pitada de conto de fadas. A história de Sophie e Benedict é uma releitura de Cinderela, e Julia conseguiu enquadrar a história da menina que perdeu seu sapatinho perfeitamente para uma dos anos 1815.

Sophie cresceu na casa de seu pai, mas sempre soube que ela era uma filha ilegítima dele. Ele sempre cuidou dela e supriu as suas necessidades, mas nunca assumiu a paternidade, embora todos soubessem que ele era filha dele. Após a mudança de sua madrasta, sua vida começa a decair drasticamente e quando seu pai morre, é a sua sentença de que passará sua vida inteira ali e sem nenhuma expectativa que seus sonhos um dia iriam se realizar. Ela cresceu sendo criada da madrasta e suas filhas, que o desprezo e humilhações eram corriqueiras. Benedict é o segundo filho dos Bridgertons, um homem de caráter e nunca se envolveu em polêmicas com bebidas ou mulheres. Ele está cansado de ir em festas e sua mãe insistir que ele deve se casar. Ele está cansado de todas as pessoas o chamaram de número dois, de falarem com ele apenas por ser um Bridgertons, um componente de uma das famílias mais ricas de Londres.

Esse livro foi como você comer sua sobremesa favorita e não queria que acabasse. A cada página era uma reação de diferente: risos, suspiros, lágrimas rolando e depois o ciclo voltava com risos, suspiros... Enfim, do prólogo ao epílogo consegui mergulhar na história e não quis mais sair.

Julia tem uma escrita excepcional. Embora o livro seja de época e consequentemente poderia ter uma linguagem e fatos históricos, a trama poderia ser exaustiva. No entanto, Julia consegue trazer uma história de época, mas com uma linguagem simples e envolvente. Ela consegue nos levar a uma cúpula e que nos envolvemos com toda a história. Entramos na história, sentimentos o que os personagens estão passando, rimos das piadas sarcásticas que a autora costuma colocar nos diálogos, nos envolvemos com os conflitos, etc. A trama se desenvolve de forma natural e fluida. Ah e não podia esquecer que mais uma vez a colunista Lady Whistledown (A Gossip Girl londrina) continua informando a sociedade londrina das fofocas mais quentes do país.


"- Você é o motivo pelo qual eu existo - prosseguiu Sophie, baixinho - O motivo pelo qual eu nasci."


Para os fãs de romance histórico, esse é um livro mais do que recomendável. A série “Os Bridgertons”, conta a história de cada irmão e suas respectivas histórias de amor. O primeiro livro se chama “O Duque e eu”, que também é uma história fascinante. Os livros de Julia Quinn trazem uma linguagem leve e uma trama envolvente. Alguns de seus personagens aparentam ser fracos, mas aos poucos nos mostram que são extremamente fortes e com uma personalidade própria. Diálogos bem construídos e engraçados. Uma série apaixonante e que quando começa não quer acabar mais. O próximo livro se chama “Os segredos de Colin Bridgerton”.
 
 
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quinta-feira, 23 de julho de 2015

[RESENHA] O Visconde que me amava (Os Bridgertons #2) de Julia Quinn



Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Publicação: 2013

Resenha de "O Duque e eu" (Os Bridgertons #1)

Anthony Bridgerton é o filho mais velho e líder da família. Apesar de uma responsabilidade muito grande em suas costas por administrar as finanças da família, também é conhecido como um libertino, um homem que têm várias amantes e vive sua solteirice como bem entender. No entanto, um belo dia ele decide-se que precisa se casar. A dama escolhida e se enquadra perfeitamente nos pré-requisitos. Sendo um deles que não amará sua esposa e também não quer essa reciprocidade, é Edwina Sheffield, mas há uma condição para que esse casamento realmente aconteça: O noivo que casar com Edwina precisa passar primeiro pela aprovação da irmã, Kate. O que poderia ser algo fácil torna-se algo difícil para Anthony, Kate sabe de sua fama e não permitirá que um libertino case-se com sua irmã. Uma relação recheada de insultos e perceberam que tem mais em comum como nenhum outro casal.
            
Mergulhei em mais uma história de Julia Quinn. Li somente um livro dela até esse e me apaixonei a primeira vista. Algo que ela consegue de maneira indescritível é misturar uma escrita moderna com uma temática história, o que poderia acabar em um perfeito desastre. Suas histórias contêm tantos elementos atraentes, acompanhados por uma escrita instigante.
            
Kate é uma mulher com uma personalidade forte, impulsiva e não tem medo de enfrentar o que poderá ser um risco a sua família. Embora essa casca de ser “forte” parece ser muito evidente aos outros, na verdade, sua sensibilidade e seus temeres são aliados contra ela. Ela sabe que não é bonita quanto a irmã e já espera ser uma solteirona sem nenhum amor vivido. Anthony a partir do momento que escolhe a irmã de Kate para ser sua futura esposa é iniciado um desafio, ela fará de tudo para realizar o que tanto almeja, mesmo que precise encarar Kate. Os dois passarão por momentos cômicos, nervosos e dramáticos. A história é carregada de brigas e discussões bem construídas, elementos que servem para complementar mais a narrativa.
            
Outros personagens aparecem ganhando seu espaço, sendo que um deles não aparece pessoalmente, mas sua escrita é primordial para o humor da história. Lady Whistledown, cronista do jornal da cidade continua dando aos leitores as mais quentes fofocas, uma Gossip Girl do século XVIII. Seu humor e acidez trazem um ar envolvente para a narrativa em todo início de capítulo.
            
A escrita de Julia é sensacional, com personagens que conseguimos nos identificar e criar uma empatia muito grande, conflitos que compadecemos com os personagens e torcemos para que o amor vença. Ela é capaz de trazer palavras contemporâneas e inseri-las em que a temporalidade não interfere, pelo contrário, faz com que a história não seja maçante, quando se refere a romance de época.

            
Se você já leu o primeiro da série “Os Bridgertons”, saiba que essa nova história está no mesmo nível da anterior, apaixonante. Se você vai começar a ler sem ter lido a série, prepare-se para fortes emoções e suspiros... Ah e boas gargalhadas. Uma escrita empolgante, uma história comovente e engraçada ao mesmo tempo e um enredo bem construído, Julia Quinn nos prepara mais um banquete com muitos pratos cômicos, porções de drama e o prato principal de amor. O próximo livro “Um perfeito cavalheiro”, contará a história de Benedict.
                                                                     

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sábado, 2 de maio de 2015

[RESENHA] O Duque e eu (Os Bridgertons #1) de Julia Quinn



Editora: Arqueiro
Páginas: 281
Publicação: 2013

Em 1813, na cidade de Londres a família Bridgerton verá grandes mudanças em suas vidas. Simon Basset está retornando a cidade, responsável duque de Hastings sofreu muito quando criança pela rejeição pelo seu pai. Em um encontro inesperado Simon conhece Brigerton, irmã do seu melhor amigo. O pouco que se conheceram, chegaram em um acordo. Ele fingirá que está cortejando Daphne para atrair mais pretendentes, pois nenhum estava interessado na moça e para nenhuma das mães ficarem em cima do duque apresentando suas filhas, ou seja, irá juntar o útil ao agradável.
            
No entanto, Daphne não estava esperando senti algo tão forte, puro e novo pelo duque. Por outro lado, Simon não tem nenhuma perspectiva para casar com ninguém. O passado o persegue, guardando segredos que impedirá de relacionar com alguém. Porém, o rapaz também irá se surpreender com o seu redor sendo mudado de maneira positiva e sentirá algo nunca sentido.
            
Romance histórico tornou um dos meus gêneros preferidos. A parede do preconceito por estarem inseridos palavras coloquiais e uma bagagem histórica enfadonha foi quebrado. “O Duque e eu” é um livro que entrou na minha prateleira dos que mais gostei.
            
Daphne já me ganhou por mostrar sua personalidade forte, costumam-se nesse gênero as protagonistas serem mulheres frágeis e submissas. Mas na série os Bridgertons mostra-se algo totalmente o oposto. A protagonista tem uma opinião própria, pulso firme, sem medo de falar o que pensa e faz suas próprias escolhas sem me das consequências. Simon Basset, o Duque tem um passado sofrido, o fantasma do seu pai o persegue desde sempre. Sua aproximação com Daphne no primeiro instante é puro interesse para ambos, mas aos poucos isso vai dissipando e expondo algo mais concreto.

"- É verdade - jurou ele. - Antes de conhecer você, estava vivo apenas pela metade."
            
O início do livro já nos prende, através do prólogo já nos deparamos com um pouco da história do Duque. Nos primeiros capítulos já encontramos algo novo a respeito do gênero, uma cronista do jornal que usa o pseudônimo de Lady Whistledow, é como em Gossip Girl, alguém contando as fofocas dos moradores da cidade.
            
A escrita de Julia é algo totalmente viciante. Através da construção dos personagens com características únicas e fortes, um desenvolvimento instigante e conflitos altos que se prende a trama de maneira coerente. A trama é recheada de romance, drama e uma boa dose de humor (ácido).
            
A família Bridgerton nos é apresentada parcialmente. Alguns membros são bem mais explorados que outros como Anthony, o irmão mais velho e Collin. Violet, a mãe é uma mulher que ama seus filhos, mas os põe na risca. Essa família é feliz, unida e protetora. Nos mostra um sentimento que apesar das dificuldades como a perda do pai, a união e a alegria deve ser um dos ideias a serem buscados e quando achados, valorizados.

            
“O Duque e eu” é recomendo para os fãs de romance histórico e para aqueles que amam um romance doce e agradável de ler. Uma leitura envolvente e uma escrita fascinante, irá fazer você voltar no tempo e conhecer uma família linda, unida e o encontro de dois amores que irão enfrentar o passado, para conquistar frutos no futuro.
                                                                     


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