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terça-feira, 28 de outubro de 2014

[RESENHA] Conquista (Devoção #2) de J.C. Reed



Editora: Única 
Páginas: 288
Publicação: 2014

Resenha de Devoção (Devoção #1)
                                                
Após partir o coração de Brooke por enganá-la, Jett terá um grande desafio pela frente: reconquistar a confiança da mulher que mudou a sua vida. Brooke, por outro lado, está decidida a esquecer Jett e seguir em frente. Porém, ele não deixará ela passar facilmente e tentará provar de todas as maneiras que o seu engano tem uma razão. Virá dela a decisão de concordar e acreditar nele e nas suas justificativas.

No final do primeiro livro percebemos o gancho que é jogado para o segundo. Conquista, se inicia depois de 24 horas após o confronto de Brooke com Jett. Há somente a narrativa em terceira pessoa no lado de Jett, para explicar algumas decisões que ele fará para arquitetar a sua remissão para com Brooke. Ela e Sylvie viajarão para Itália e irão atrás do que lhe é por direito.

Posso adiantar que esse livro é um pouco melhor que o primeiro. Entretanto, os mesmos incômodos que tive em Devoção permaneceram nesse. Porém, pude perceber certa evolução, embora pequena.

"O amor acontece em um piscar de olhos. Num momento seu coração é seu e, no momento seguinte, ele pertence, a alguém a quem você nunca teve a intenção de entregá-lo. Não há transição. Sem garantias. Apenas a confiança tola, e a esperança num futuro de felicidade e realização emocional. Por mais que todos nós esperemos por um final feliz, do tipo "felizes para sempre", a vida não funciona assim." Pág. 23

Jett continua o mesmo homem não marcante. A autora faz algumas descrições dele, mas não tem nenhuma que se torna forte para se destacar. Ele usa alguns termos, como “gata”, que não combina com ele e algumas vezes tem um ciúme bobo e desnecessário. Brooke continua com a mesma interrogação. Em alguns momentos você gosta em outros detesta ou acha indiferente.

Dessa vez o plano de fundo é a sensualidade, mas a narrativa dá ênfase à ação. O que Brooke recebe por direito não vai ser apenas algo simples, há um segredo por trás e permeará por toda a história. Se no primeiro livro o passado da protagonista foi contado, dessa vez é o de Jett, mas de forma bem limitada. Algumas revelações são feitas, mas há pontas soltas.

"Quanto mais eu lutava, mais ele crescia. Quanto mais tempo eu escondia meus sentimentos por Jett, com mais força me apaixonava por ele". Pág. 170
                
A obra é narrada ao redor dos protagonistas. Os personagens secundários aparecem muito. Um deles tem um papel importante para dar as repostas do que realmente está por trás do perigo que Brooke está correndo.
                
A escrita de Reed teve uma pequena evolução nas cenas calientes, mas só há algumas insinuações. Os diálogos continuam um pouco mecânicos. Algumas cenas são desnecessárias e a autora poderia ter trocado por outras, para agregar na história.
                
A obra termina inacabada, mostrando ao leitor um ar de suspense para o próximo livro. No entanto, Conquista nos passa uma lição muito importante: o amor pode sim, suportar as tempestades e as adversidades que surgem no caminho e o perdão é essencial para que esse sentimento cresça e se fortaleça mais e mais. O terceiro e último livro tem como título de “Entrega” e tem a previsão de lançamento para novembro.
                     

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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

[RESENHA] Devoção (Devoção #1) de J.C. Reed



Editora: Única
Páginas: 288
Publicação: 2014

Brooke Stewart é o tipo de funcionária exemplar, uma corretora de imóveis que não se atrasa e faz o seu trabalho de forma eficiente. Após ser demitida e ser intimidada a trabalhar na empresa Mayfield Realties, ela conhece Jett, o dono da empresa. Um homem arrogante, que será o responsável de tornar a vida de Brook em uma verdadeira montanha russa.

Ela tem dificuldade de entrar em um relacionamento sério e ele também. Porém numa viagem para a Itália isso ficará à prova. Ambos escondem segredos um do outro, mas algo nascerá entre os dois que abalarão suas emoções. Entretanto, o mundo dos negócios tentará separá-los. Só restará saber se o casal estará pronto com o que virá. Confiar nunca foi tão difícil.
                
Sabe quando você finaliza um livro e chega a conclusão que amou e desgostou ao mesmo tempo? Pois é, foi assim com “Devoção”. Uma sinopse atrativa, mas o desenvolvimento não foi tão bem trabalhado.  
                
Brooke foi uma personagem que estranhei muito durante a narrativa. Logo no início, ela cai em contradição: diz que não entra em relacionamento sério, mas em seu último “caso” chegou a nomear como namorado o seu amante. Ou seja, ela entra ou não em compromisso?
                
Senti falta de sal no casal. Achei morno em momentos em que era necessária uma química para atrair e conquistar o leitor. Só alguns momentos calientes que teve o ato em si, mas faltou algo mais. Jett foi o tipo de personagem normal. Não teve nenhuma marca em si para concluir que ele é "O cara".

"Deixei que ele entrasse em meus poros, e agora ele começava ocupar todos os meus pensamentos. Foi o jeito que ele me tocou, como se o que tivéssemos fosse especial. Foi também a maneira como ele fez amor comigo, fazendo-me sentir querida e desejada como ninguém havia feito antes." Pág. 202
                
Eu gostei de algumas partes entre os protagonistas e o clímax da história, que foi algo imprevisível e que me surpreendeu. Contudo, o segredo de Brooke não foi tão explorado como pensei seria.
                
A escrita da autora nas primeiras cem páginas foi desgastante e achei certa enrolação. Não vi nenhum motivo de ter acontecido ali algo relevante pra me convencer. Mas, o restante me prendeu para saber respostas de alguns pontos que foram sendo soltos durante a narrativa.
                
O desfecho aconteceu de forma excelente, mas no ato da conclusão o livro é finalizado com o um cliffhanger para continuar no próximo. Não sei se foi decepcionante ou empolgante terminar assim (rs).
                
Espero que o segundo livro da trilogia a autora saiba trabalhar no desenvolvimento e na química do casal. Pois, a trama tem uma premissa que pode ser muito boa, mas se continuar nesse caminho vai se tornar uma trilogia mediana.

"- O destino, porém, não é nosso inimigo, Brooke. Nós somos. Ao nos trancarmos do mundo, nos afastando dele, escolhemos nossos próprios erros e destruímos qualquer chance de algum dia encontrar a felicidade. Você não pode controlar a vida, mas pode escolher quem você é e o que faz dela." Pág. 219
                                                                     

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