Páginas: 448.
Publicação: 2017



É sempre bom quando inicio a leitura de uma nova história sem saber muita coisa sobre ela. Assim, eu tenho mais chances de ser surpreendido e gostar do que vou encontrar. O Ceifador chegou para mim através de uma prova adiantada que a Editora Seguinte enviou a alguns parceiros antes do lançamento oficial do livro, que ocorre no dia de hoje, 17 de abril de 2017.
Em um momento superior de 2042, a humanidade descobriu como vencer a morte. Homens e mulheres passaram a viver por longos períodos. Mas a imortalidade trouxe consigo um novo problema: a superpopulação. Como lidar com o aumento da humanidade? Foi então que um grupo se ergueu para resolver essa questão. Os ceifadores, regidos pela Ceifa, possuem o poder de matar as pessoas. Ou coletá-las, como eles preferem dizer. É aí que entra uma das melhores questões a respeito desse livro: quando se tira a morte da seleção natural e a passa aos homens, isso se torna um ato egoísta ou necessário?
Através de Citra e Rowan, dois adolescentes de 16 anos que tiveram uma experiência singular com um famoso ceifador, vamos nos aprofundando no cerne da Ceifa. A Era da Mortalidade fornece dados que embasam as escolhas dos ceifadores. Por exemplo, se um número X de homens morriam em acidentes de trânsito antes é preciso que um número X de homens seja coletado agora. É no mínimo curioso que a mortalidade sirva para controlar a imortalidade. As coletas ocorrem por vários métodos, como por lâminas, tiros ou até mesmo golpes de lutas. Só para citar alguns.
Os ceifadores são humanos e nem sempre suas coletas são fáceis de serem feitas. Afinal, as pessoas coletadas são importantes para alguém. Por isso, muitos dos ceifadores procuram oferecer uma morte digna e consolo às famílias que ficam. Como toda forma de poder dada aos homens, a coleta também é direcionada para objetivos pessoais. Há uma força no livro que, apesar de seguir os mandamentos que regulam as coletas, extrapola o que se espera de um bom ceifador.
Abordar morte em livros para jovens é algo que deve ser tratado com muito cuidado. O grande trunfo de Neal, autor também de Fragmentos, é levantar a discussão sobre o que se fazer quando se tem um grande poder em mãos. Um mangá que abortar esse assunto de forma semelhante é Death Note, em que o poder de eliminar criminosos se concentra em uma única mente. As duas histórias divergem nesse aspecto, uma vez que em O Ceifador qualquer um pode ser coletado, inclusive crianças. Há coletas que causam algum desconforto enquanto lemos, isso não tem como negar. E outras que a gente fica devidamente curioso para saber como ocorrerá, como a primeira que testemunhamos realizada por Goddard.
O Ceifador é o primeiro livro da trilogia Scythe. Após aquele final e a alguns acontecimentos prévios, eu não faço ideia de como será sua continuação. Embora tenha uma pequena sugestão sobre isso na página de diário que encerra o livro.
Onde comprar?
Em um momento superior de 2042, a humanidade descobriu como vencer a morte. Homens e mulheres passaram a viver por longos períodos. Mas a imortalidade trouxe consigo um novo problema: a superpopulação. Como lidar com o aumento da humanidade? Foi então que um grupo se ergueu para resolver essa questão. Os ceifadores, regidos pela Ceifa, possuem o poder de matar as pessoas. Ou coletá-las, como eles preferem dizer. É aí que entra uma das melhores questões a respeito desse livro: quando se tira a morte da seleção natural e a passa aos homens, isso se torna um ato egoísta ou necessário?
Através de Citra e Rowan, dois adolescentes de 16 anos que tiveram uma experiência singular com um famoso ceifador, vamos nos aprofundando no cerne da Ceifa. A Era da Mortalidade fornece dados que embasam as escolhas dos ceifadores. Por exemplo, se um número X de homens morriam em acidentes de trânsito antes é preciso que um número X de homens seja coletado agora. É no mínimo curioso que a mortalidade sirva para controlar a imortalidade. As coletas ocorrem por vários métodos, como por lâminas, tiros ou até mesmo golpes de lutas. Só para citar alguns.
Os ceifadores são humanos e nem sempre suas coletas são fáceis de serem feitas. Afinal, as pessoas coletadas são importantes para alguém. Por isso, muitos dos ceifadores procuram oferecer uma morte digna e consolo às famílias que ficam. Como toda forma de poder dada aos homens, a coleta também é direcionada para objetivos pessoais. Há uma força no livro que, apesar de seguir os mandamentos que regulam as coletas, extrapola o que se espera de um bom ceifador.
Abordar morte em livros para jovens é algo que deve ser tratado com muito cuidado. O grande trunfo de Neal, autor também de Fragmentos, é levantar a discussão sobre o que se fazer quando se tem um grande poder em mãos. Um mangá que abortar esse assunto de forma semelhante é Death Note, em que o poder de eliminar criminosos se concentra em uma única mente. As duas histórias divergem nesse aspecto, uma vez que em O Ceifador qualquer um pode ser coletado, inclusive crianças. Há coletas que causam algum desconforto enquanto lemos, isso não tem como negar. E outras que a gente fica devidamente curioso para saber como ocorrerá, como a primeira que testemunhamos realizada por Goddard.
O Ceifador é o primeiro livro da trilogia Scythe. Após aquele final e a alguns acontecimentos prévios, eu não faço ideia de como será sua continuação. Embora tenha uma pequena sugestão sobre isso na página de diário que encerra o livro.
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