Páginas: 240
Publicação: 2016
Na madrugada
do dia 13 de novembro no ano de 1974, o jovem Ronald DeFeo, de 23 anos, matou
com um rifle de alto calibre os seus pais, dois irmãos e duas irmãs a sangue
frio. Dois anos depois o casal Kathleen e George Lutz com seus três filhos compraram
a casa onde moravam os DeFeo, por 80 mil dólares, que à época era um preço muito
barato. Já com o entendimento do histórico da casa, George e Kathleen não se
importaram e decidiram ter a casa dos sonhos, por ser espaçosa.
Mal sabiam
que no primeiro dia da mudança eventos peculiares mostrariam uma diferente faceta
da residência. Ao passar dos dias o casal Lutz presenciaram situações anormais
como presenças invisíveis, móveis se movendo, pegadas de animais, entre tantos
outros eventos paranormais. Eles buscaram ajuda a um padre conhecido. O mesmo
presenciou algo ruim na casa e isso chegou a afetar sua saúde. Em 28 dias na casa
colonial de número 112 da Ocean Avenue, em Amityville, a família Lutz vivenciou
o seu pior pesadelo.
Logo quando
foi lançado este livro, fiquei muito interessado em lê-lo. Gosto muito de
histórias de terror e ainda mais se são sobre acontecimentos reais. Outro motivo foi
por conhecer por alto o caso de Amityville, só não sabia dos detalhes como os eventos
paranormais que a família Lutz presenciou. Então decidi que Amityville seria
minha leitura para o Halloween.
O livro
inicia já com o prefácio do reverendo John Nicola. Em suas palavras basicamente
expôs que pessoas podem ou não acreditar em eventos sobrenaturais. Há pessoas supersticiosas,
as acreditam apenas na ciência e as que afincam suas crenças na religião. Eu particularmente
sou protestante, acredito em situações paranormais, porém tenho meus posicionamentos
e também acredito que a ciência pode provar determinados casos por mostrar que
nem tudo é fantasma. Como diz aquele ditado, “nem tudo que reluz é ouro”.
No decorrer
da leitura fiquei receoso em alguns casos apresentados. Então, para buscar mais
conhecimento do caso em Amityville, procurei informações. No site O aprendiz verde, há uma matéria minuciosa do caso da residência número 112 na Ocean
Avenue. No livro mostra que logo quando DeFeo matou a família correu para o bar
próximo de sua casa e informou que sua família foi morta. Porém, na matéria diz
que o jovem depois de ter assassinado a família houve um intervalo grande até
ele ir para o bar. Outras evidências que a matéria informa é que George
procurou o investigador paranormal Dr. Stephen Kaplan, para investigar sua
casa. O Dr. Kaplan descobriu por meio do livro Amityville, escrito por Jay
Anson, que George havia estudado muito sobre feitiçaria e demonologia. No livro
de Anson a forma que foi conduzida os acontecimentos mostrou em um pequeno
momento sobre George ter lido uma vez sobre o assunto.
Algo que me
deixou intrigado durante a leitura foi como a família chegou a viver durante 28
dias numa casa EM que TODOS os dias ocorriam eventos pra lá de assustadores, desde
móveis se moverem até aparições de demônios e levitação. Então, após ler a obra
de Anson e ler várias matérias sobre o caso, cheguei em uma dúvida: será que uma
família seria capaz de mentir sobre uma casa supostamente amaldiçoada e usar uma chacina como objeto? No livro se insinua que George estava passando por um
momento financeiro ruim com sua empresa. Será uma história inventada para
lucrar e sair do sufoco?
Em uma
postagem no site Portugal Misterioso, mostrou que no ano de 2013, Daniel Lutz,
o filho mais velho decidiu falar em forma de documentário sobre o caso após 40
anos. Para o primogênito, os acontecimentos da casa o afetaram profundamente.
Ele disse que estes eventos podem ter relação com o padrasto, por praticar
bruxaria e sessões espíritas. Outra revelação de Danny é que durante sua adolescência
teve muitos conflitos com o padrasto, chegando a viver um tempo nas ruas.
Trouxe aqui algumas informações sobre o caso, pois no livro é mostrado algo focado apenas em atividades paranormais, mas há entrelinhas e furos na história que nos deixam
refletir se realmente aconteceu isso tudo.
A obra de Anson
foi baseada em depoimentos gravados por George e Kathy. Ele também entrevistou
outras pessoas como padre e um policial da região. A escrita é objetiva e os
detalhes dos eventos são expostos de maneira meticulosa. Portanto, os momentos
principais da família foram contados por eles, o que pode ter sido encoberto
informações ou não.
Ao finalizar
a obra encarei tudo que a família Lutz viveu como uma ficção sobrenatural. É muito difícil acreditar acirradamente em tudo que é nos contado, pois não estávamos lá, e é
possível que pessoas inventem histórias para ganhar dinheiro. No entanto, é uma
história que me fez refletir sobre se há forças negativas. Posso não acreditar
em tudo, mas tenho a consciência que eventos semelhantes podem ocorrer.
Para os fãs
de terror, “Amityville” é uma indicação. Um livro que expõe fatos que uma
família comum que está prestes a realizar um sonho de ter uma casa espaçosa,
num instante tudo muda quando situações atípicas começam a acontecer ao redor
deles. A escrita de Anson é fluida e objetiva e os casos apresentados é capaz
do leitor também ficar intrigado como eu.
Após os Lutz "fugirem" de sua casa, outras famílias viveram nela. Atualmente ela está à venda por cerca de três milhões de reais e mudou o número para 108. A imobiliária decidiu mudar o número por evitar os famosos curiosos. Será que a casa não foi vendida por medo das pessoas se mudarem para lá ou pela crise financeira do país?






A ciência é feita de fatos, não de fé. Você não "acredita na ciência ou acredita no sobrenatural" porque a ciência é feita a partir de fatos que podem ser verificados pelo método científico. Você formula uma hipótese, testa, colhe os resultados e publica as conclusões, tudo isso corrigido e pontuado por seus pares.
ResponderExcluirÉ por conta de frases assim que as pessoas proferem as maiores barbaridades como não "acreditar" na evolução. Isso não existe. O que existe é entender ou não entender, simples assim. Se você deixar de "acreditar" na força da gravidade, não sairá voando por aí.
Fazendo uma simples busca na internet é possível encontrar entrevistas do agente de Jay Anson e de pessoas próximas ao autor que dizem que tudo no livro foi inventado em uma noite regada a muito vinho.
Não tira o mérito do livro, porém. Ele é intenso, angustiante, vívido. O autor fez um ótimo trabalho. Mas é isso, um ótimo trabalho, uma história bem escrita.
"É muito difícil acreditar acirradamente em tudo que é nos contado" - deveria ser é difícil acreditar piamente em tudo o que nos é contato. Acirradamente é o mesmo que 'persistente' e não faz sentido na frase.
ResponderExcluirExistem pessoas morando lá! E elas não relataram na estranho na casa. A prefeitura teve que mudar o nome da rua e a numeração pra evitar curiosos devido ao efeito gerado pelo sucesso do livro, mas no mais não tem nada de estranho acontecendo por lá.
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