Páginas: 392
Publicação: 2016
Sammie desde
muito nova planejou seu futuro, seria assim: ser oradora da turma, sair de sua
cidadezinha com quinhentos habitantes e ser advogada especializada em direitos
humanos na faculdade de Nova York. Porém, isso são apenas planos, nada
definitivo. Pois a realidade será outra para ela. Ela é diagnosticada com a
doença chamada Niemann-Pick C, que possui vários sintomas, entre eles a perda
de memória.
Assim que
soube da doença ela decidiu não escrever um diário, mas um livro para quando
ela perder a memória, como ela diz, para a Sammie da Futuro, saber de sua
história e de tudo que viveu. Neste livro é ela derrama seus sentimentos mais
sinceros, suas inseguranças, mas também sua esperança de encontrar um meio de
dar a volta por cima. Ela não aceita que a doença derrubará seus sonhos e tudo
aquilo que ela planejou.
A doença não
é o protagonista da vida de Sammie, pois ela com a cabeça erguida vive a sua
vida naturalmente. Compete em debates, vai em festas com sua recém amiga Maddie
e tem uma paixão por Stuart, ex-aluno de sua escola que batalha em ser escritor
e o envolvimento de sua família ao encarar essa batalha junto com ela. Muitas
lições serão mostradas por Sammie.
Quando li a
sinopse deste livro fiquei curioso para saber mais da história de uma menina
que está prestes a perder a memória. Quando a leitura foi iniciada meus
sentimentos por Sammie foi aumentando gradativamente através de sua força e
otimismo.
"Não estou me iludindo: sei que estou doente. Mas não vou me preparar para o fracasso"
Me deparei
com algo diferente sobre a narrativa da obra. O livro não é narrado em forma de
diário, mas sim de um livro que a própria protagonista escreve para ela mesma,
ou seja, o leitor é um mero “curioso” que está “invadindo” seus segredos e seus
sentimentos do dia a dia. Essa forma de narrativa foi um dos pontos altos para
fazer com que a leitura fluísse e trouxesse mais emoção para a história de
Sammie.
Ela é uma
garota estudiosa, inteligente e uma das suas características mais fortes é o
otimismo. Mesmo diagnosticada com uma doença séria, ela não abaixa a cabeça e
decide enfrentar da melhor maneira possível sem nenhum drama. Há momentos em
que suas emoções não são fortes o bastante? Com certeza, mas ela é uma pessoa
que não se entrega, mas sim batalha diariamente em busca da sua melhora para conquistar
seus sonhos e sair de sua cidade para viver experiências de uma universitária
cursando direito em Nova York. Além dos seus sonhos e sua doença, Sammie
conversa consigo mesma sobre sua amizade com Maddie e sua paixão por Stuart.
Os eventos
que transcorrem a trama são extremamente envolventes, trazendo outras vozes à
narrativa, fazendo com que complete mais a história de Sammie. Ela transmite
lições tão sérias e simples capaz de emocionar o leitor.
"Muitas coisas não são prováveis. Tudo é possível"
A escrita de
Lara é objetiva e construída com esmero. Seus personagens possui diferentes
personalidades, conflitos concisos e coesos, cenas emocionantes e engraçadas.
Ela consegue juntar vários elementos para não tornar a trama pesada, forçada e
mecânica, mas trouxe naturalidade.
Para os fãs
de “Carta de amor aos mortos”, “A culpa é das estrelas”, este livro é
recomendadíssimo! Um sick-lit emocionante, trazendo uma protagonista forte e que
escolheu superar suas dificuldades, escrita fluida e eventos que certamente
fará com que o leitor se envolva com os personagens. Amei cada momento e lição
passada.






Que legal sua resenha, desconhecia o livro, a história parece ótima mesmo, já li algo assim tipo A culpa é das estrelas, o livro Branca como o leite, vermelho como o sangue é nesse estilo.
ResponderExcluirDaily of Books
Amei a resenha! Nunca tinha ouvido falar sobre esse livro, porém agora estou super curiosa! Continue assim <3
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