Páginas: 496
Publicação: 2016
Resenhas de:
A Rainha Vermelha #1
Coroa Cruel #1.5
Resenhas de:
A Rainha Vermelha #1
Coroa Cruel #1.5
Contém Spoilers de A Rainha Vermelha
Mare Barrow, a garota elétrica, e Cal, o príncipe acusado
de matar seu próprio pai fogem juntos após uma luta acirrada contra outros
prateados. Eles tiveram ajuda da Guarda Escarlate, uma organização contra o
totalitarismo do reinado prateado. Esse meio tempo é apenas um começo do que
está por vir. Agora eles terão que pensar o que vão fazer, já que estão com a
lista de sanguenovos, que Julian, tio de Cal, pesquisou e chegou ao resultado
que há outras pessoas com poderes como Mare. A garota elétrica nunca pensou que
recrutar seria tão trabalhoso e que teria muitas pessoas se levantando contra o
seu objetivo. Ela terá que saber lidar com pessoa que não conhece, e sabe que
não pode confiar em ninguém, pois a pessoa que ela menos esperava a traiu. Sua
sede de vingança não foi apagada e está longe de ser. Porém, ela terá que tomar
cuidado para não subir ao mesmo nível dos seus inimigos, de se tornar o mesmo
que ela está lutando.
Essa resenha será uma daquelas que será difícil de
colocar em palavras o que senti após ler A Espada de Vidro. Sim, eu já esperava
uma história eletrizante, mas a cada momento algo me surpreendia e conseguia me
fazer refletir com relação a esse mundo tão admirável e sombrio ao mesmo tempo.
Após dois meses que Mare saiu da sua casa em Palafitas e
descobriu que tinha um poder tão poderoso como a dos prateados, nunca pensou
que passaria com o que ela vivenciou no Ossário, uma luta sanguinária, uma luta
pela sobrevivência. Assim que recebeu ajuda da Guarda Escarlate seus objetivos
começam a se fortificar, a ganhar uma nova visão, uma sede de vingança e de
luta. A lista de Julian de sanguenovos será o primeiro passo para conquistar a
vitória contra o príncipe Maven e a rainha Elara. Ela terá aliados e aos poucos
vai descobrindo que eles são imprescindíveis para cumprir sua missão.
"E temos uma aliança - instável, forjada em sangue e traição. Estamos conectados, unidos contra Maven, contra todos que nos enganaram, contra o mundo prestes a se despedaçar."
Mare está mais madura. Ela amadureceu após ter saído de
casa, mas agora seu amadurecimento está acompanhado por uma frieza. Suas
atitudes, suas escolhas, suas palavras estão em torno de alcançar o maior
número de pessoas que têm poderes especiais quanto ela. Com isso, é brotado um
espírito de liderança, mesmo que ela se sinta que não é uma líder. Cal, o
príncipe exilado, também está do seu lado para ajudá-la, mas a incógnita é
saber se ele será capaz de lutar contra os seus após conseguirem reunir todos
os sanguenovos.
Logo me lembrei, quando mencionaram o recrutamento e
forma que seria, dos X-men. A forma que foi desenvolvida essa parte e de tudo
que ela se acarretou, o professor Xavier faria o mesmo (rs). Aqui, começamos a
descobrir outros personagens que irão agregar a trama e serão pontos fortes
para vários momentos em que eles passarão.
O foco da história é uma linha de objetivos e estratégias
que Mare e seus aliados começarão a traçar. O romance é quase inexistente, e a
ação e o planejamento são os que se sobressaem na história.
"Sou uma arma feita de carne, uma espada coberta de pele. Nasci para matar um rei, para acabar com um reino de terror antes mesmo de começar pra valer. Fogo e eletricidade elevaram Maven, e fogo e eletricidade vão derrubá-lo."
Victoria continua com sua escrita envolvente e
eletrizante. Ela é capaz de nos levar em momentos da trama e nos fazer sentir
as emoções que os personagens estão sentindo. Conseguimos identificar com os
personagens e suas histórias e fazer aquela lista dos que mais amamos. Há
momentos de calmaria e ação, o que foi trabalhado de forma moderada para
compreendermos mais sobre os planos de Mare e mais sobre o mundo em que ela
criou, pois neste volume, consegui mergulhar nesse mundo de superpoderes.
Algo que senti falta foi de recapitulações em alguns
momentos que ela cita circunstâncias do primeiro livro. Para vocês entenderem o
que estou falando, vou colocar a série Bloodlines, de Richelle Mead. Mead
consegue a cada livro nos trazer um resumo ágil e rápido de tudo que aconteceu
no livro anterior. Em Espada de Vidro, senti falta de algo assim, pois como há
espaço de tempo considerável, a autora poderia ter nos lembrado de forma
sucinta algumas situações.
Para quem gostou de “A Rainha Vermelha”, pode aguardar
momentos empolgantes em “Espada de Vidro”. Personagens maduros – alguns nem
tanto-, novos personagens para acrescentar na história. Mare está mais madura e
desconfiada, o que torna uma personagem reflexiva e realista. Uma leitura
divertida, em que consegui me envolver com os personagens, a história e a
escrita. Victoria mais uma vez me mostrou que sua série poderá ser uma
excelente adaptação cinematográfica. A previsão de "Espada de Vidro" é para dia 12 de fevereiro.






Olá Luke! Comecei ontem a ler este livro na versão inglesa! Para já estou a gostar embora ache que os primeiros capítulos estejam a ser um bocado parados. Boas leituras e bom trabalho no blog!
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