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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

[RESENHA] Máquina Diferencial de William Gibson e Bruce Sterling



Editora: Aleph
Páginas: 456
Publicação: 2015

A Revolução Industrial mudou o mundo para algo completamente diferente do que conhecíamos antes. Estamos na Inglaterra vitoriana, num período da história em que a ciência promove mudanças radicais nos ciclos da sociedade da época. O dito Partido Radical encontra-se em seu momento de maior ascensão. Um cientista desenvolveu uma máquina que pretende introduzir o mundo numa era da informação, um século antes de isso realmente acontecer e elevar o país para o topo do mundo. 

Como seria o mundo se a Inglaterra fosse o país mais rico e influente? E um governo governado apenas por máquinas, sem decisão de humanos envolvidos?

Esse livro é tido como uma das obras mais importantes do gênero steampunk. O plot original do livro, a criação da "supermáquina" ou da máquina diferencial, aconteceu de fato na realidade. Charles Babbage (1791-1871), cientista e engenheiro, realmente criou uma espécie de "computador programável", mas não com intenções políticas, e sim para auxiliar na astronomia e em cálculos matemáticos.

Eu tenho uma relação de amor e ódio com o steampunk. Alguns livros que já li do gênero adorei, enquanto outros se tornaram leituras arrastadas e cansativas. No caso desse livro, fico no meio termo. Algumas partes foram de leitura muito ágil, enquanto outras demoraram a passar. Definitivamente não é um livro para ser lido rapidamente ou para descansar a mente. O texto exige um grau maior de depreensão e um grau maior de esforço do leitor em alguns momentos.


No geral é um bom livro de ficção científica e um bom representante do steampunk. Recomendo a quem gosta do gênero, mas reiterando que não é uma leitura para ser feita rapidamente.
                                                                     

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terça-feira, 27 de maio de 2014

[RESENHA] Reconhecimento de Padrões de William Gibson

Editora: Aleph
Páginas: 416
Publicação: 2013


Cayce Pollard é uma caçadora de tendências, profissional que trabalha analisando o comportamento das pessoas para buscar tendências no padrão comum, seja no que comer, no que vestir, quais lugares frequentar, etc. Como é muito boa no que faz e curiosamente tem alergia a marcas registradas, seus serviços são disputados por grandes corporações do mundo inteiro, uma vez que ela sabe indicar qual rumo tais empresas devem seguir. Logo ela receberá uma chamada para ir a Londres, investigar quem está por trás do "Filme", fragmentos de vídeos misteriosos que estão sendo postados na internet e que estão mexendo com a cabeça das pessoas. Ao aceitar a missão, Cayce começa a se envolver num emaranhado de situações perigosas, que podem colocar a sua vida e as de quem ela ama em risco.

Nossa protagonista entrará num jogo envolvendo grandes nomes da indústria, da máfia e da internet, além de uma grande gama de espiões contratados. Cayce passará por diversos cenários do crime mundial, desde os guetos londrinos até os centros das máfias russas e dos crimes cibernéticos japoneses. Em paralelo a isso, ela também tentará descobrir o paradeiro do seu pai, dado como desaparecido no ataque às Torres Gêmeas, no 11 de setembro de 2001. Esse segundo plot tem um bom desenvolvimento e um fechamento muito interessante.

O livro traz uma crítica bastante contundente à sociedade do consumo, que visa mais as marcas ao conteúdo. As superficialidades nesse tipo de relação são bem retratadas. Há muito de cultura pop no livro e há bastante influências da sociedade atual nele. A internet é uma das protagonistas dessa história. Se você é fã e a acompanha há algum tempo, como eu, adorará as referências, principalmente àquelas relacionadas às transformações pelas quais os computadores vem passando ao longo do tempo.

A leitura desse livro não é rápida, ele é para ser lido aos poucos. Demorei bastante em algumas cenas e tive que reler alguns parágrafos para conseguir entender a história. Há descrições demasiadas e algumas vezes desnecessárias, que nada acrescentam. A primeira coisa que senti ao ler o livro é a narrativa do William Gibson, que foge completamente ao comum das narrativas de livros policiais/de suspense atuais. Ele inverte muito a lógica das frases e foca bastante nos discursos e descrições, o que faz a leitura ficar lenta, confusa e um tanto enfadonha em alguns momentos. Com o avançar, a leitura melhora bastante, principalmente quando começa a se desenvolver o plot do pai da Cayce, mas isso ocorre da metade pro final. No mais é um bom romance policial, com boas doses de suspense e um bom desenrolar da história.

Recomendo para quem gosta de thrillers policiais com um pouco de suspense.