Páginas: 230
Publicação: 2014
Solicitei esse livro para ler por conta do filme, que ganhou o Oscar de Melhor Filme desse ano. Confesso que, mesmo sendo um clássico norte-americano, não o conhecia antes.
Solomon Northup era um homem livre, nascido em Nova York. Pai de família e músico, ao receber uma tentadora proposta de fazer parte da trupe de um circo em Washington D. C., em 1841, sua vida foi transformada para sempre. A tal proposta na verdade se tratava de uma emboscada. Northup foi drogado e, ao acordar, encontrava-se em um quarto escuro, sem saber a sua localização. Depois de muito apanhar até admitir que não mais era um homem livre, e sim que tinha nascido escravo, ele foi vendido e passou a trabalhar em fazendas em cativeiro, na maior parte do tempo em lavouras de cana-de-açúcar e de algodão.
Mesmo sofrendo uma enorme injustiça como essa, Northup ainda nutria esperanças de um dia rever sua família e retomar a sua liberdade. Durante os 12 anos de escravidão ele sofreu de perto todos os resultados da ignorância e da barbaridade humana existente nesse regime. Quando finalmente conseguiu provar que era um homem livre, resolveu registrar sua história para que todos soubessem o que ele tinha passado e como era a escravidão sob o ponto de vista de um escravo que sentiu na pele tudo isso.
Por ser uma auto-biografia, a maior parte do texto é focada nos parágrafos, o que faz a leitura ficar um pouco lenta. A narrativa é forte, não há floreios ou amenidades. Todos os castigos pelos quais Solomon passou, ou teve que fazer em alguém, são descritos com palavras de quem sentiu na pele tudo. É impossível não ser tocado com tudo isso, não ficar emocionado com tamanha atrocidade. As condições de vida, o modo como os escravos eram tratados, enfim, tudo pelo qual Northup teve de passar para retomar sua liberdade.
Confesso que demorei três dias para conseguir finalizar essa resenha, o que não é normal para mim. Toda vez que vinha para o notebook começar a escrever, sentia uma espécie de barreira, que não me permitia expressar tudo o que senti com o livro. Somente ontem (sábado, 30 de agosto) consegui sentir a dimensão que esse livro tem e de como a escravidão tinha na vida das pessoas. Quando estudamos esse tema no colégio ou vemos alguma novela ou filme com essa temática já é algo muito chocante e revoltante, mas quando lemos as palavras de quem realmente passou por aquilo, tudo muda de contexto. É inaceitável aceitarmos que seres humanos viviam nessa condição e que, ainda hoje, há trabalho escravo ilegal no mundo. Ou, tão pior quanto, ainda haja racismo, diferenciação pela cor da pele, herança desse sistema absurdo que muitos ainda julgam como correto. Desculpem pelo desabafo no meio da resenha, mas eu precisava colocar pra fora todos os sentimentos que eu tenho com esse absurdo da história da humanidade.
Sobre a adaptação para o cinema, achei bem fiel. Salvo pequenas modificações no enredo e em algumas cenas, todo o resto foi adaptado com perfeição, mantendo inclusive as falas originais do livro. Mesmo não gostando da participação de Brad Pitt no filme, achando-a completamente desnecessária, gostei da história e me emocionei bastante. Sem dúvida foi um filme merecedor do Oscar.
Recomendo a todos, pois esse é um daqueles livros cuja mensagem todos deveriam ler.
Solomon Northup era um homem livre, nascido em Nova York. Pai de família e músico, ao receber uma tentadora proposta de fazer parte da trupe de um circo em Washington D. C., em 1841, sua vida foi transformada para sempre. A tal proposta na verdade se tratava de uma emboscada. Northup foi drogado e, ao acordar, encontrava-se em um quarto escuro, sem saber a sua localização. Depois de muito apanhar até admitir que não mais era um homem livre, e sim que tinha nascido escravo, ele foi vendido e passou a trabalhar em fazendas em cativeiro, na maior parte do tempo em lavouras de cana-de-açúcar e de algodão.
Mesmo sofrendo uma enorme injustiça como essa, Northup ainda nutria esperanças de um dia rever sua família e retomar a sua liberdade. Durante os 12 anos de escravidão ele sofreu de perto todos os resultados da ignorância e da barbaridade humana existente nesse regime. Quando finalmente conseguiu provar que era um homem livre, resolveu registrar sua história para que todos soubessem o que ele tinha passado e como era a escravidão sob o ponto de vista de um escravo que sentiu na pele tudo isso.
Por ser uma auto-biografia, a maior parte do texto é focada nos parágrafos, o que faz a leitura ficar um pouco lenta. A narrativa é forte, não há floreios ou amenidades. Todos os castigos pelos quais Solomon passou, ou teve que fazer em alguém, são descritos com palavras de quem sentiu na pele tudo. É impossível não ser tocado com tudo isso, não ficar emocionado com tamanha atrocidade. As condições de vida, o modo como os escravos eram tratados, enfim, tudo pelo qual Northup teve de passar para retomar sua liberdade.
Confesso que demorei três dias para conseguir finalizar essa resenha, o que não é normal para mim. Toda vez que vinha para o notebook começar a escrever, sentia uma espécie de barreira, que não me permitia expressar tudo o que senti com o livro. Somente ontem (sábado, 30 de agosto) consegui sentir a dimensão que esse livro tem e de como a escravidão tinha na vida das pessoas. Quando estudamos esse tema no colégio ou vemos alguma novela ou filme com essa temática já é algo muito chocante e revoltante, mas quando lemos as palavras de quem realmente passou por aquilo, tudo muda de contexto. É inaceitável aceitarmos que seres humanos viviam nessa condição e que, ainda hoje, há trabalho escravo ilegal no mundo. Ou, tão pior quanto, ainda haja racismo, diferenciação pela cor da pele, herança desse sistema absurdo que muitos ainda julgam como correto. Desculpem pelo desabafo no meio da resenha, mas eu precisava colocar pra fora todos os sentimentos que eu tenho com esse absurdo da história da humanidade.
Sobre a adaptação para o cinema, achei bem fiel. Salvo pequenas modificações no enredo e em algumas cenas, todo o resto foi adaptado com perfeição, mantendo inclusive as falas originais do livro. Mesmo não gostando da participação de Brad Pitt no filme, achando-a completamente desnecessária, gostei da história e me emocionei bastante. Sem dúvida foi um filme merecedor do Oscar.
Recomendo a todos, pois esse é um daqueles livros cuja mensagem todos deveriam ler.