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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

[RESENHA] Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas? de Philip K. Dick


Editora: Aleph
Páginas: 336
Publicação: 2017

Sempre achei curioso o nome desse livro: "Andróides sonham com ovelhas elétricas?". O filme inspirado no livro, no entanto, leva o nome de "Blade runner". O blade runner é, no livro, o caçador de andróides enquanto que no filme ele caça replicantes. Em suma, a mesma coisa.

É bem curioso como os autores de ficção científica imaginam ou imaginavam o futuro. Se formos considerar até mesmo 1984, de George Orwell, o futuro previsto por ele se concretizou em algumas partes. Porém, em "Andróides", a imaginação do autor alcançou outro nível. É como se ele acreditasse que a tecnologia evoluiria tão rapidamente após os anos 2000 que já teríamos colônias interplanetárias, uma inteligência artificial tão bem feita que é capaz de acreditar que está viva de verdade e, claro, que teríamos carros voadores!

E é a inteligência artificial que permeia essa história de Philip Dick. Em 2019, andróides foram criados para a exploração espacial. Eles são tão semelhantes aos humanos que somente o teste Voight-Kampff, um teste de empatia, é capaz de identificá-los. Ainda nesse futuro, os animais entraram em extinção e as pessoas ostentam réplicas dos mesmos em suas casas, o que lhes dá um certo status.

Rick Deckard é um caçador de recompensas que tem por missão aposentar os andróides que estão na Terra. Durante uma missão, ele conhece Rachel é um laço entre os dois começa a se formar. Porém, a aplicação do teste de empatia lhe revela que ela é uma andróide.

Assim como é interessante ver o que os autores imaginavam sobre o futuro, é curioso ler os questionamentos que eles já faziam a respeito da vida ou de assuntos tão contemporâneos. O título do livro pode trazer um dos pensamentos que o autor nos faz ter durante a leitura: o valor da vida das pessoas e das coisas.

Este não foi minha primeira leitura de Dick. Eu li há muito tempo o livro de contos “Podemos recordar pra você por um preço razoável”. E achei incrível a ideia de implantar memórias falsas nas pessoas. Ficção científica é um estilo literário que me atrai e espero poder ler outros tão bons quanto.
                                                                     

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terça-feira, 11 de outubro de 2016

[RESENHA] Um Reflexo na Escuridão de Philip K. Dick



Editora: Aleph
Páginas: 352
Publicação: 2016

Robert Arctor, vulgo Bob Arctor, é um agente da polícia especializado em investigar casos envolvendo viciados em drogas. Ele trabalha como agente duplo, ou seja, trabalha para a polícia e também se infiltra no meio dos viciados para realizar sua investigação mais de perto, nesse caso usando o nome de Fred. Porém, é nessa situação que Bob/Fred acaba se viciando em substância D, a droga do momento na cidade, que atua em partes do cérebro causando danos neurológicos sérios. É nesses dois pólos que vive o protagonista e, de certa forma, toda a sociedade em que ele está inserido agora. 

Um Reflexo na Escuridão foi o meu primeiro contato com o autor, cuja obra sempre me despertou certa curiosidade. Comecei com pé direito, com uma história incrível e uma leitura sensacional. A principal qualidade da obra está em aproximar o leitor da mente de um usuário de drogas. Dick faz isso de uma forma incrível, com descrições detalhadas de todos os efeitos que uma substância pode causar na mente de um viciado.

A escrita de K. Dick é viciante, faz com que o leitor se mantenha ávido para saber como tudo se desenrolará e como acontecerá o final. Ele sabe dosar bem os momentos de ação com os de suspense ou de apenas desenvolvimento da história em si, colocando os pontos de clímax de forma equilibrada e correta. Outro ponto forte é a crítica social que o autor traz, camuflada pelas alegorias que traz nas relações entre os personagens. Esse é um excelente exemplo de livro que demonstra como a ficção científica não é um gênero meramente de entretimento, mas sim que traz também tópicos de discussão e reflexão.

O final do livro é sensacional! Há um plot twist que modifica e dá sentido a toda a história. Não vou revelar muitos detalhes, para não dar spoilers, mas aviso aos leitores que prestem bastante atenção aos capítulos finais para captar o que acontece.


Excelente livro tanto para quem está começando a ler o gênero ou para quem já o lê. Recomendo muito a leitura.
                                                                     

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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

[RESENHA] O Homem do Castelo Alto de Philip K. Dick


Editora: Aleph
Páginas: 304
Publicação: 2009

Estamos em 1962. Os nazistas ganharam a Segunda Guerra Mundial e o mundo tal qual conhecemos hoje em dia não existe mais. A África é um grande celeiro de escravidão à raça ariana. Judeus de todo o mundo tem que esconder sua religião para que não sejam caçados. Nesse cenário desconcertante, para dizer o mínimo, conheceremos vários personagens de diferentes localidades ao redor do mundo e que vivem sob diferentes contextos dentro desse novo paradigma. Dentre eles, uma mulher que encontra um livro que é proibido de ser lido pela nova ordem mundial e que conta a História de modo que a Alemanha teria perdido a guerra e o mundo seria outro. É aí que todos que tem contato com o mesmo começam a se questionar como seria viver nessa realidade paralela. Porém, como aquele livro pode afirmar isso? Seria tudo aquilo uma ficção? Ou ficção seria a realidade em que eles estão inseridos?

Sempre gostei de ler livros sobre a Segunda Guerra, tem resenhas de vários aqui no blog, e a premissa desse me interessou muito. A pergunta-eixo principal do enredo ficou rodando a minha cabeça desde que li a sinopse e, de certa forma, era algo que lá no fundo eu já tinha me perguntado em algum momento. K. Dick conseguiu transcrever um universo que trouxesse a tona um futuro distópico dentro da realidade de um fato histórico. Isso por si só já é algo sensacional e genial. Somado à escrita do autor, vira uma obra-prima.

A narrativa de Dick continua de forma incrível. Ele sabe ponderar a acidez de seus pontos de vista juntamente com os toques de drama no momento certo. A crítica social, característica do autor, é explícita desde o início, vista a premissa do enredo. Além de projeções futuras, K. Dick também traz críticas sob contexto histórico ao passado da história da civilização humana.


Livro mais do que recomendado aos fãs do autor. A história será adaptada para uma série da Netflix e tem previsão de estreia em

                                                                     

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