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sábado, 17 de outubro de 2015

[RESENHA] Ligeiramente Escandalosos (Os Bedwyns #3) de Mary Balogh



Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Publicação: 2015

Resenha de Ligeiramente Casados #1 
Resenha de Ligeiramente Maliciosos #2


Freyja Bedwyn está viajando para Bah, uma cidade vizinha da sua para visitar uma amiga. Porém, o intuito dessa visitar é para fugir das bajulações sobre seu – quase- noivo que terá seu primeiro filho com uma dama respeitável, doce e todos os fatores que constroem uma mulher certa e insossa, segundo Freyja. No seu caminho, aparece o marquês Joshua Moore, de forma inusitada. Em uma situação, Joshua propõe a Freyja que fiquem noivos, de mentira, só para evitar a armadilha que sua tia o faça casar com sua prima. O que era apenas uma brincadeira começa a se tornar algo bem sério, ou seja, sentimentos que eram apenas inexistentes começam a brotar, beijos casuais se transformam em beijos com ardor e paixão. Será que eles conseguiram manter apenas a fachada de noivos, ou isso se tornará verdade?
            
Desde o primeiro livro Freyja se mostrou uma jovem marcante, mesmo que de forma rasa e rápida fez com que desse um prelúdio que sua história seria talvez uma das melhores. Adianto que para mim dos três livros publicados da série, o de Freyja é o melhor, por conter vários elementos que me prendem e consequentemente me fazem me envolver com a história, fazendo assim com que a leitura se torne fluida e agradável.
            
Freyja é uma jovem com uma personalidade fortíssima, não abaixa a cabeça pra nenhum homem e não leva desaforo para casa. Ela luta sempre pela sua independência e põe sua liberdade em primeiro lugar. Já o marquês Joshua Moore é um complemento perfeito ela, pois ele a intriga e os dois desafiam um ao outro. A química é nítida entre os dois.
            
Esse livro me fez gostar de várias coisas, como os diálogos bem construídos recheado de provocações e sarcasmo. Quando Freyja e Joshua estão no mesmo ambiente já pode se esperar troca de farpas e flertes. Os personagens são marcantes, singulares e mostram uma personalidade que faz com que o leitor tenha empatia logo de cara. A história pode ter indícios de clichês, mas ao poucos são notadas reviravoltas e algumas surpresas no meio do caminho.
            
A escrita de Mary continua estonteante. Uma narrativa fluida, agradável e envolvente, fez com que a história de mais um membro Bedwyn tornasse bela e apaixonante.

            
Esse livro é para os amantes de romances de época. Uma história com uma protagonista decidida e com pulso forte, mas por detrás de sua casca há uma jovem com o desejo de amar e ser amada. Uma obra envolvente que arranca do leitor boas risadas e suspiros. O próximo livro da série tem como título “Ligeiramente Seduzidos”.
                                                                     

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quinta-feira, 7 de maio de 2015

[RESENHA] Ligeiramente Maliciosos (Os Bedwyns #2) de Mary Balogh



Editora: Arqueiro  
Páginas: 288 
Publicação: 2015

Resenha de Ligeiramente Casados (Os Bedwyns #1)
           
“Ligeiramente Maliciosos” é o segundo volume da série “Os Bedwyns”. Um livro que já esperava ser tão bom quanto o primeiro, mas que teve mais ressalvas positivas.
            
Judith irá mudar para casa de sua tia, porque sua família está com dificuldades financeiras. Em meio a estrada durante a viagem a diligência tomba e todos os passageiros não sabem como buscar socorro. Nesse mesmo momento o lorde Rannulf passa pela estrada e presta ajuda. Judith se apresenta como Claire Campbell, atriz rumo a Nova York. Ele por outro lado, se apresenta como Ralf Bedard. Os dois irão se conhecer de forma intensa, mas o que eles não sabem é que Rannulf é um dos pretendentes da prima de Judith. Até quando durarão as mentiras de ambos? O que passaram juntos ficará no passado ou terá alguma esperança no futuro?
            
Romance histórico já se tornou um dos gêneros favoritos do momento. As escritas estão sendo cativantes com histórias recheadas de essência e algo concreto. Não são meras tramas sem ter um objetivo, mas algo que o leitor consegue mergulhar e fazer uma viagem no tempo, presenciando o que os personagens estão vivendo.
            
Judith é uma garota de 22 anos. Ela é complexada e tem uma autoestima baixíssima. Seus pais são rigorosos e sempre a tratou com indiferença dos outros irmãos, insinuando que não há beleza nenhuma nela. Jude cresceu assim e entendeu, assim sendo que é verdade. No acidente em que o misterioso Ralf aparece em seu cavalo, ela decide se encarnar em outra pessoa, já que na casa de sua tia seria tratada com indiferença e que dificilmente conseguiria um marido, já com a concepção que viveria muito tempo lá. Ela então mergulha em seu mundo e usa seus talentos artísticos para atuar se passando por uma atriz.
            
O segundo volume da série se inicia de maneira intensa, por causa do contato entre os protagonistas e depois volta ao nível normal. No entanto, um conflito consegue desencadear outros, o que torna a trama de maneira envolvente. A maneira como iniciou pelas mentiras mostrando uma menina que viveu sua vida inteira sendo tratada como alguém invisível, querendo uma vez na vida sentir desejada e vista. Confesso que em um momento me estressei com Jude por se mostrar alguém covarde e ingrata, mas isso não desmancha a história apaixonante que é.
            
A escrita de Mary é deliciosa, ela consegue nos transportar usando elementos como diálogos, personagens cativantes e com personalidades fortes e quando nos deparamos várias e várias páginas já se passaram. “Ligeiramente Maliciosos” é trama deliciosa de se ler, linda e totalmente apaixonante.
            
O terceiro livro intitulado de “Ligeiramente Escandalosos”, contará a história de Freyja. A irmã com uma personalidade própria fortíssima.

            
Para quem é fã de romance história recomendo a série “Os Bedwyns”, pela leitura fluida, conflitos eletrizantes, diálogos bem construídos e uma premissa instigante que prenderá o leitor do começo ao fim e querendo mais quando terminar.
                                                                     

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

[RESENHA] Ligeiramente Casados (Os Bedwyns #1) de Mary Balogh



Editora: Arqueiro 
Páginas: 288
Publicação: 2014
             
O último pedido de vida do capitão Percil Morris foi para o Coronel Aidan Bedwyn. Após Percil ter salvo Aidan de um ataque na guerra ele aceitou, sem reservas, prometer cuidar da sua irmã no que ela precisasse. Porém, ele nunca pensou que uma promessa poderia mudar tanto sua vida.
                
Aidan parte então para o Solar Ringwood, onde reside a irmã do seu ex-companheiro de guerrilha, Eve Morris. Ao dar a notícia e se colocar para ajudá-la, ele descobre que a irmã de seu amigo está prestes a perder a herança e deixar todos que dependem dela correndo o risco de não poder seguir suas vidas dignamente. No entanto, há uma condição no testamento: ela só poderia ter direito à herança se casasse.
                
Foi então que Aidan, com sua promessa, propõe à moça um casamento de conveniência. Sem escapatória, ela concorda. O irmão de Aidan, o duque Bewcastle, descobre tudo e não deixará esse casamento ser apenas uma troca de favor. Eve terá que se enquadrar entre os Bedwyns e irá conhecer um mundo nunca visto. O que era um casamento de conveniência se tornará um relacionamento que poderá transformar a vida de ambos e de todos ao redor.
                
Ligeiramente Casados” é o primeiro livro da série “Os Bedwyns” composta por 6 livros. Cada um contará a história de um irmão da família Bedwyn. Essa família tem um diferencial, pois cada um tem uma personalidade. Quando eles se apaixonam é de forma intensa e para sempre. O segundo livro é do Ralf, que não aparece muito nesse primeiro livro. Então será uma surpresa para cada leitor conhecê-lo mais.
                
Eu sempre tive um receio para o gênero “romance de época”, por dois fatores: a linguagem rebuscada e o excesso de conteúdo histórico (parecendo um livro didático). Esse é o segundo livro do gênero que leio e as barreiras desse pequeno preconceito tem caído e mostrado-me que isso não é o extremo. Tive dificuldade no começo para ler, mas foi a falta de costume.
                
Eve é uma dama bondosa e cheia de esperança. É a típica moça apaixonada e caridosa com todos ao seu redor. Ela dispõe tudo de si ao ver alguém passando necessidade. No entanto, Eve também sabe se posicionar e não levar desaforos para casa. Decidida e com uma personagem forte ela não mede palavras para com ninguém. O Coronel Aidan é frio e com um humor afiado. Sua dificuldade de expressar seus sentimentos é imensa, porém, é um homem de palavra e irá cumprir o último pedido daquele que salvou sua vida um dia.
                
Toda vez que leio um romance observo o crescimento do relacionamento dos personagens. Não gosto de ver o “amor à primeira vista” ou o “amor instantâneo” nos livros, pois é algo enfadonho e sem sal. Mas, nesse livro vi que há um crescimento no relacionamento entre Eve e Aidan. A primeira vista os santos deles não se batem, mas há uma fagulha por detrás de cada provocação, resposta afiada e até mesmo no decorrer do casamento por conveniência.

"Ela era como uma promessa de primavera desabrochando no solo árido do inverno da vida dele." Pág. 185

O começo da obra foi um pouco cansativo não somente pela linguagem, mas também por tentar se acostumar com o mundo criado pela autora e o excesso dos nomes de personagens diferentes. Entretanto, quando a leitura foi ganhando força fui me acostumando e não parando mais. Torna-se algo viciante e instigante para saber o que acontecerá com os personagens e com determinada situação.
                
A escrita de Mary é bem gostosa e fácil de ler. Ela não pecou no excesso do contexto histórico, pois a história se passa em 1814. Alguns personagens secundários ganham destaque, como por exemplo, alguns irmãos Bedwyn. Outros irmãos que serão protagonistas de algum livro posterior a esse não aparecem tanto, como aconteceu com Ralf.
                
Se você é fã do gênero tem grandes chances de se apaixonar pela escrita da autora e ficará ansioso, assim como eu, pelo próximo. A química dos personagens é nítida e, com momentos envolventes, torna-se uma leitura viciante de se ler.
                                                                     

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