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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

[RESENHA] O Menino do Pijama Listrado de John Boyne


Editora: Seguinte
Páginas: 326
Publicação: 2017

Bruno é um garoto de 9 anos de idade. Suas maiores preocupações na vida são de não se irritar com as provocações de sua irmã e de conseguir comer um bom sanduíche. Ele vive em sua casa, que é próxima a casa dos seus avós, com sua mãe, sua irmã e seu pai. Porém, como seu pai trabalha no exército e tem um cargo importante lá, sua casa vive sendo visitada por diversos soldados, inclusive por um senhor muito chato e incoveniente a quem chamam de Fúria. Até então, a vida de Bruno é muito boa e ele não tem muito do que reclamar.

Até que, um certo dia, seu pai o chama em seu escritório para avisá-lo que eles precisarão se mudar daquele local para um bem distante dali, para um local com um nome meio esquisito: Haja-Vista. Sem querer se separar de seus amigos e de seu modo de vida, Bruno odeia essa mudança e tudo que a envolve. Já na nova casa, ele não consegue encontrar crianças para brincar com ele, o que o frustra e o deixa perturbado. O que mais o indigna é que da janela do seu quarto ele vê uma cerca onde, do lado de lá, várias pessoas com pijamas listrados passam o dia fazendo atividades enquanto ele se vê tomado pelo tédio completo. Há várias crianças ali e Bruno acha muito injusto que ele fique desse lado da cerca, sozinho.

Seguindo seu faro de explorador, Bruno resolve então ver o que encontra nos arredores da nova mansão. Depois de andar bastante, ele se depara com a cerca que via de seu quarto e, próximo a ela, um garoto que aparentava a sua idade, usando um dos pijamas azuis listrados. Logo ele se aproxima e fica amigo de Shmuel. Mas o que ele não entende é porque o garoto está o tempo todo faminto e, em algumas das vezes que o encontra, está machucado no rosto ou em algumas partes do corpo. Mas, sobretudo, ele naõ consegue entender porque Shmuel não está do lado dele da cerca ou porque ele não pode ir para o outro lado para brincarem juntos. 

O Menino do Pijama Listrado é o romance de estreia de John Boyne, escritor irlandês e meu autor favorito da vida. O livro foi originalmente lançado em 2007 e agora chega numa nova edição, comemorativa aos 10 anos do lançamento. Nesta temos, além de uma introdução do autor explicando um pouco do processo de escrita e do impacto que a obra teve em sua vida, ilustrações de Oliver Jeffers, artista plástico australiano que já trabalhou com o autor nas edições de outros dos seus livros voltados ao púbico infantil.

Além de todos os extraordinários elementos narrativos usado nesse livro, e de toda a força dramática que a história em si carrega, um ponto que me agrada muito nesse livro e nesse autor genial é a sua escrita. A narrativa de Boyne é suave, extremamente agradável de se ler e envolvente para com o elitro a ponto de fazer com que ele não sinta que está olhando para uma página cheia de palavras mas sim entrando em uma história que se desenrola logo ali, em frente aos seus olhos. Poucos escritores tem esse talento de contar histórias de forma tão mágica e acurada quanto ele. Fui arrebatado desde a primeira vez que li esse livro, há mais ou menos oito anos, e, desde então, fiquei completamente viciado em suas histórias.

A construção do enredo é algo que é muito característico na obra de Boyne. A forma como ele usa o olhar infantil para narrar um período tenso e obscuro da humanidade é genial e traz um contraponto narrativo impressionante. O autor já afirmou em entrevistas que gosta muito de colocar como protagonistas crianças que estão sozinhas e que passam por um momento muito delicado. Esse formato se repete em algumas de suas obras e ele o faz de maneira magistral, sem soar repetitivo ou como autor de fórmula pronta.

Essa é uma dauqelas resenhas em que não importa o quanto eu escreva, nunca chegarei a passar 10% do que representa a obra ou o meu amor pelo autor. O Menino do Pijama Listrado é, sem dúvidas, uma das melhores leituras que já fiz na vida, senão a melhor. Recomendo muitíssimo a todos, sem exceção. 
                                                                     

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

[RESENHA] O Menino no Alto da Montanha de John Boyne



Editora: Companhia das Letras
Páginas: 228
Publicação: 2016

Pierrot é um jovem garoto francês que se vê numa situação complicada. Seus pais morreram e ele só tem como parente uma tia muito distante, que mora na Alemanha. Logo, ao estar sob sua tutela, ele terá de morar em uma mansão que fica no alto de uma montanha do país, onde ela trabalha como governanta. Mas, antes de chegar lá, ele acha estranho tudo o que está acontecendo no mundo ao seu redor. No trem que o leva ao seu novo país, um grup de jovens está usando um uniforme diferente e tem algumas atitudes grosseiras que o deixam perturbado e triste mas, ao mesmo tempo, curioso. Logo ele descobrirá que o lugar onde morará é a mansão do poderoso ditador da Alemanha na Segunda Guerra, Adolf Hitler.

À medida que cresce, Pierrot vai convivendo cada vez mais com os membros do partido Nacional-Socialista e entendendo cada vez mais o governo daquele país. Logo ele se juntará à juventude nazista e quererá,a  todo custo, se tornar um grande líder como Hitler. Mas seu percurso envolve um caminho de perdas, decisões difíceis e questionamentos a respeito do que é válido ou não para se conseguir o que quer.


Para quem já leu O Menino do Pijama Listrado, há uma surpresa do autor durante o livro. Um easter-egg logo no começo da jornada de Pierrot fará com que o leitor identifique algo da outra história nesse mesmo livro. Sem dúvida é algo nostálgico e emocionante para quem, como eu, é apaixonado pela história. John Boyne está começando a trabalhar esse elemento, que é tão usado por outros autores, como Stephen King, em sua obra. Em Tormento temos referência a O Pacifista e em Fique Onde Está e então Corra também.

Sem dúvidas aqui temos John Boyne em sua melhor forma. É simplesmente impossível conseguir largar o livro depois de se ter começado a leitura. É incrível como ele consegue fazer com que o leitor entre no universo onde está se passando a história, criando uma aura própria para o texto. Boyne faz com que sintamos que estamos apenas observando a cena se passando bem diante dos nossos olhos e não lendo algo. Soa como se estivéssemos ali, lado a lado dos personagens, apenas observando as suas ações.

Não à toa, Boyne e meu autor favorito. A construção dos personagens é algo sensacional, principalmente do protagonista, Pierrot. A sua desconstrução se deu de forma muito bem feita, usando da palavra e da interpretação do discurso e de sua internalização. O monólogo interno dele, a isenção da expressão deste para o mundo exterior e sua jornada de aprendizado ao longo de toda a vida é feita de forma fascinante que só um autor com o tamanho do talento que John Boyne tem é capaz de fazer. O uso da narrativa em primeira pessoa soa especialmente útil para contar esses aspectos do personagem.

O viés histórico do livro também se sobressai. É possível ver em cada página o esforço de pesquisa e o grande conhecimento que Boyne tem da temática da Segunda Guerra Mundial, tema recorrente em sua obra. 

Sem dúvidas essa é uma leitura que recomendo a todos, sem exceção. Emocionante, tocante e sábia. Deixo apenas a sugestão de se ler O Menino do Pijama Listrado antes, para que seja perceptível o easter-egg colocado pelo autor.

                                                                     

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

[RESENHA] A Casa Assombrada de John Boyne



Editora: Companhia das Letras
Páginas: 296
Publicação: 2013

Eliza é uma jovem rica, que sempre teve tudo na vida.Ela é muito próxima a seu pai, que sempre a encheu de amor, carinho e de todos os sentimentos bons e nobres. Porém, após o seu falecimento, ela se vê sem rumo na vida. Logo ela decide aceitar um emprego de governanta em um vilarejo distante de onde morava. Porém, ao chegar lá, ela se depara com algumas crianças numa mansão completamente vazia. Ou pelo menos é o que ela acha.

Sem conhecer seus reais patrões ou os outros empregados da casa, Eliza resolve então começar a trabalhar para os jovens. Logo ela começa a ter sensações estranhas como se alguém a observasse ou se alguém estivesse a seguindo pelos corredores. Sua vida começa a correr risco quando uma série de acidentes a envolvendo acontece. 

A Casa Assombrada é um livro que mistura suspense e terror, escrito pelo autor irlandês John Boyne, meu autor favorito da vida. O livro é uma espécie de recontagem do clássico do gênero A Volta do Parafuso.

Esse é um livro que, digamos, foge ao padrão dos outros livros do autor. Como já li todos os livros do Boyne publicados no Brasil, detecto que ele tem algumas temáticas e alguns formatos de narrativa já predeterminados. Porém em A Casa Assombrada nenhum desse elementos foi utilizado.  narrativa suave e gostosa do autor continua, mas só. O livro não tem forte peso nos personagens infantis, também não retrata um tema com contexto social ou histórico e não traz grandes reflexões e metáforas brilhantes que John já utilizou ao longo de sua obra.

Confesso que, de todos os livros dele, foi o que eu menos gostei. Ainda assim, é uma leitura leve e gostosa, pois Boyne tem uma suavidade na escrita que me encanta muito. O uso das palavras no teto, o dosar entre diálogos e descrições, entre outros aspectos, são coisas muito interessantes de serem lidas.

Recomendo a todos que gostem dos livros do autor, mas não julgo ser esta uma boa porta de entrada para a sua obra geral.

                                                                     

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

[RESENHA] Tormento de John Boyne



Editora: Companhia das Letras
Páginas: 86
Publicação: 2009

Danny Delaney é um garoto de 12 anos que estava aproveitando as suas férias de verão co colégio se divertindo muito com seu melhor amigo, Luke. Porém, numa noite  sua mãe sai para fazer compras e volta escoltada pela polícia. Se entender o que aconteceu, mas já sabendo que era algo não muito bom, Danny fica perturbado com o tratamento que sua mãe está dando a ele, o evitando, e permanece o tempo todo em busca de respostas. Seu pai também não se aproxima muito dele para conversar e tudo o que Danny sabe é de rumores que escuta pela vizinhança. 

Sua mãe atropelou um jovem de sua idade que ficou em coma e tem baixa probabilidade de sobrevivência. Porém, Danny não entende o caso de, se foi um acidente como ela relatou, qual o motivo para ela sentir tanta culpa? 

Tormento é uma novela curta, quase um conto, escrito pelo meu escritor favorito da vida, John Boyne. Nela o autor usa mais uma vez o formato de ponto de vista narrativo de uma criança num momento isolado, afastado de seus pais e de adultos responsáveis. 

Esse é um daqueles livros para se ler sem grandes pretensões, de uma vez, para passar o tempo. Mesmo abordando temáticas um pouco pesadas e tendo a narrativa deliciosa e sensacional do autor, Tormento fica mais para um texto para ser lido de vez, muito em virtude de seu tamanho também, do que para uma leitura mais reflexiva ou introspectiva.

No mais, recomendo a todos que gostem do autor e que queiram começar a ler ele por algo mais curto, para degustar se se familiariza com sua narrativa.


                                                                     

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sexta-feira, 15 de abril de 2016

[RESENHA] Uma História de Solidão de John Boyne




Editora: Companhia das Letras
Páginas: 416
Publicação: 2016

Odran Yates era um garoto que sempre foi tímido durante a sua infância. Criado por uma mãe extremamente católica, ao chegar à adolescência e tentar ter seu primeiro relacionamento amoroso, é orientado por um padre de sua cidade a seguir o caminho eclesiástico, se tornando seminarista. Sua família passou por uma tragédia recentemente, envolvendo o seu pai e um de sues irmãos. Ele vive com sua mãe e sua irmã. Por viver em um lar completamente caótico e ser o primogênito da família, ele vê no seminário uma forma de continuar com a sua vida, sem que sinta o peso de tudo o que passou.

Ao começar os seus estudos para se tornar padre, Odran conhece Tom Cardle, um jovem que foi para o seminário obrigado pelos seus pais. Ambos dividirão o mesmo quarto. Logo Odran percebe que a personalidade de Tom é forte. Ele causa transtornos nas aulas, com perguntas desconcertantes sobre a igreja, além de demonstrar o tempo todo não querer estar ali. Ele era rebelde e irritadiço, seu oposto completo.

Quando estava perto de se formar, Odran foi indicado para exercer um papel da alta autarquia da igreja: ele seria um dos padres e freiras que ajudaria a servir o café-da-manhã do Papa em pessoa, função essa que duraria um ano. É lá que ele começa a perceber como funciona realmente a igreja. Ao circular pelos bastidores, ele descobre que o comportamento dos bispos não é exatamente como o que a maioria das pessoas acha. 

Posteriormente, quando já adulto e já padre de uma paróquia da Irlanda, seu país natal, Odran encara um cenário em que a igreja começa a ser alvo de investigações sobre abusos de crianças por padres. Com a população cada vez mais perdendo a fé no catolicismo e condenando a posição da igreja de não punir os padres envolvidos e querer a todo custo abafar os casos criminais de pedofilia, ser padre não é algo fácil e Odran sofrerá o preconceito disso diariamente. Porém, à medida que retoma o seu passado, com conversas com seus sobrinhos e sua irmã, Odran descobre algo que lhe mudará para sempre.

Uma História de Solidão é um drama incrível escrito por ninguém mais, ninguém menos que o meu autor favorito da vida, John Boyne. Nele, teremos uma narrativa entrecortada ora pelo período presente do protagonista, ora por alguns momentos do passado, seja no seminário, seja no Vaticano. Com esse formato, Boyne consegue criar um suspense no leitor, fazendo com que ele descubra uma informação nova a cada capítulo e monte dentro de sua cabeça os perfis de cada personagem. Claro que isso também faz com que o leitor não consiga largar o livro antes que se chegue à última página.

Este é um dos livros que demonstram claramente o motivo de eu ser fã do trabalho desse autor. Primeiro pela coragem para se trabalhar com um tema tão delicado quanto a questão da pedofilia na igreja católica. Percebe-se claramente o esforço de pesquisa do autor em buscar não somente o status quo, mas também em dar voz a todos os envolvidos nessa questão. Em vários momentos, vemos como os padres sofrem preconceito mesmo não sendo pedófilos e como isso é visto pela sociedade. 

Outro ponto é a forma como o autor trabalha os personagens, e forma brilhante. Primeiro que Boyne gosta de colocar várias camadas em cada um e ir desnudando-as à medida que a narrativa corre. Segundo que a forma como ele construiu Odran, desde a sua infância até a sua vida adulta, fortifica bem o dilema interior que o protagonista tem, além de todas as nuances que sua personalidade adquire à medida que vai aceitando a sua condição de padre. A cena em que ele descobre o segredo que estava em sua família há anos transmite bem o que citei acima, fazendo com que o leitor consiga sentir dentro de si o que o personagem sentiu na mesma hora.

Poderia ficar horas escrevendo sobre esse livro, uma vez que ele é genial e sensível, características claras do texto de John Boyne. Recomendo demais a leitura a todos que gostem de livros fortes, extremamente bem escritos e que nos levem a refletir e a sair de nossa zona de conforto.

                                                                     

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

[RESENHA] O Pacifista de John Boyne



Editora: Companhia das Letras
Páginas: 304
Publicação: 2012

De antemão digo que esse é uma das melhores leituras que já fiz na vida. O livro foi tão impactante para mim que, além de terminá-lo praticamente aos prantos, demorei muitos meses para conseguir escrever essa resenha sem que aquela ferida que foi aberta em mim sangrasse novamente.

O Pacifista é contado em dois períodos temporais distintos. No primeiro temos Tristan, com vinte e um anos, não conseguindo mais carregar o fardo que criou. Estamos na Inglaterra de 1919 e ele parte em uma viagem para encontrar Marian Bancroft, irmã de William Bancroft, soldado que serviu ao seu lado na Grande Guerra. Sua missão é a de entregar cartas que o irmão tinha deixado em vida mas, Tris irá se valer disso para lhe contar um segredo que não mais consegue carregar e isso envolve Will.

Logo entramos na segunda temporalidade da narrativa. À medida que nosso protagonista conta sua relação com o irmão de Marian, entramos numa viagem ao passado e descobrimos como ambos se conheceram, como passaram o período de treinamento juntos e como foi que a amizade de ambos cresceu e se solidificou. Até mesmo o período em que serviram juntos nas trincheiras do norte da França, onde o ápice dessa relação aconteceu.

Tris e Will eram amigos, mas também algo além disso. Um encontrou no outro uma fonte de confiança, de alegrias, de descobertas e de situações completamente novas, que ambos jamais imaginariam passar. Quanto mais próximos ficavam, mais sabiam o que realmente eram e o que queriam de fato. E isso acabou levando os dois a uma situação de tensão, muita dor e desespero.

O Pacifista é o sexto livro do John Boyne lançado no Brasil e o sétimo dele que leio. Se esse autor já era o meu favorito desde que li seu primeiro livro, O Menino do Pijama Listrado, com esse tomo isso se concretizou de tal forma que não acredito que mais ninguém vá lhe roubar esse título.

O livro é lindo, do início ao fim. Muito sensível e tocante, nos provoca um grande misto de sensações e faz com que o leitor entre numa montanha-russa de sentimentos, passando pelo medo, pela torcida, pela angústia e pela alegria. É incrível como esse autor tem o poder de transformar as palavras de tal modo que elas chegam para o leitor de forma fluída e limpa. O uso do contraste com a guerra e a história principal na qual se desenrola a narrativa foi genial e deu ao enredo o tom certo que deveria ser usado do início ao fim.

Poucos finais me atingiram tanto quanto o desse livro. Desde o início da leitura eu não consegui largar o livro para nada, o devorando sem parar até saber o que aconteceria com os protagonistas da história. Quando descobri, foi como se um tiro tivesse transpassado em meu peito e fiquei completamente angustiado e ao mesmo tempo resoluto com o que li. Sinto que tenho que reler esse livro um dia e muito em breve. Talvez esse venha a ser, para mim, aquele tipo de livro de cabeceira, que é lido e relido praticamente todos os anos. Mesmo que eu ainda escreva parágrafos e mais parágrafos de texto falando sobre o livro, jamais conseguirei expressar completamente tudo o que senti durante a leitura e o que ainda sinto ao relembrar essa história.

Leitura mais do que recomendada para todos. 
                                                                     

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sábado, 21 de setembro de 2013