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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

[RESENHA] Verdade ao Amanhecer de Ernest Hemingway



Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 462
Publicação: 2015

Hemingway e sua família tinham por hábito fazer alguns safáris na África, sobretudo no Quênia. Em uma dessas aventuras, em sua última para ser mais exato, o autor se viu em uma história digna de ficção e resolveu contá-la com suas próprias palavras. No entanto, jamais a publicou em vida, deixando um manuscrito inédito que seu filho só tornou público no ano de seu centenário de nascimento.

A história, que mescla biografia e ficção, e não se sabe até que ponto de uma e de outra, começa quando o caçador chefe do safári passa para Ernest a responsabilidade de liderar a caçada. Além disso, dois povos africanos, que são contrários à presença dos ingleses em seu território, demonstram estar afim de guerrar com os visitantes. Em paralelo a isso, Mary, esposa de Hemingway, começa a perseguir um leão até conseguir matá-lo. Durante essa jornada, o casa começa a refletir sobre seu casamento.

Confesso que não consegui entender muito bem essa história. Por mais que eu ame livros que mesclem ficção e biografia, Verdade ao Amanhecer se apresentou para mim mais como um conjunto de reflexões e de passagens da vida de Hemingway, do que um livro propriamente dito. Não no sentido literal, mas sim no sentido de querer passar uma mensagem a alguém. Não há muito sentido nem um valor de fundo que se perpetue. Sai da leitura exatamente da esma forma que entrei e, para mim, o livro soou apenas como um amontoado de palavras consecutivas, sem grandes reflexões.

As partes que mais gostei foram as que o autor descreve suas leituras e seus relacionamentos com grandes autores de sua época. A forma como ele os vê, as ironias que usa para descrevê-los e as críticas, disfarçadas de sátiras, que faz são muito interessantes de se ler.

Ultimamente tenho uma ligação forte com esse autor. Comecei lendo alguns de seus clássicos, como O Velho e O Mar e A Quinta Coluna. Confesso que a sua narrativa logo me cativou. Hemigway escreve como ninguém, conseguindo criar uma aura ao redor do texto que cativa e ao mesmo tempo suga o leitor para dentro de suas palavras. Atualmente, meu objetivo está em ler toda a sua obra.

Recomendo muitíssimo o autor para quem quer descobrir algo novo e sair da zona de conforto, mas não indico que se comece por esse livro e sim pelo seu maior clássico.


                                                                     

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