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domingo, 3 de julho de 2016

[RESENHA] O Caderninho de Desafios de Dash & Lily (Dash & Lily #1) de David Levithan e Rachel Cohn



Editora: Galera
Páginas: 256
Publicação: 2016

Lily é uma jovem de 16 anos que há tempos vem tentando encontrar a sua cara metade em Nova York. Junto com seu irmão Langston, que trabalha em uma livraria da cidade, ela decide fazer uma lista de tarefas em um moleskine vermelho e deixá-lo em uma prateleira para que alguém ache. No caderninho estão tarefas que, caso sejam cumpridas, satisfazem os pré-requesitos que Lily espera em uma pessoa.

Dash é um jovem que gosta de ficar sozinho, é muito reservado quanto à amizades, e não gosta muito de natal. Ele adora ler e pretende passar o feriado fazendo isso e assistindo a alguns filmes e séries. Filho de pais separados, ele consegue driblar as festas preparadas por ambos e se manter em Manhattan durante a época natalina. Dias antes do natal, quando decide ir à sua livraria preferida comprar alguns livros, ele se depara com um moleskine vermelho estranhamente colocado entre as prateleiras de seu autor favorito. Ao abrir, ele começa a seguir todas as instruções. Começa aí uma jornada entre dois jovens que descobrem o amor de uma forma bem inusitada.

O Caderninho de Desafios de Dash & Lily é o primeiro livro de uma duologia, cuja continuação tem previsão de lançamento para ainda este ano nos Estados Unidos. Esta não é a primeira parceria de Levithan e Cohn, tendo eles feito juntos anteriormente Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo. Esse foi o primeiro livro do Levithan escrito em parceria com outro autor que gostei. Tirando Will & Will que achei mediano e o própria Naomi e Ely, todos os outros achei muito fracos.

Além do romance principal, um fator que se destacou para mim durante a leitura do livro foi o cenário. A cidade de Nova York é encantadora, sobretudo durante a época do Natal, período em que se passa toda a história. Ler todos os principais pontos turísticos, as lojas, as boates, enfim, todo o ambiente nova-iorquino foi muito prazeroso.

Espero que a continuação seja tão boa quanto esse primeiro livro. Dash & Lily é um dos casais mais queridos que o Levithan já escreveu, tirando Harry e Craig e Nick e Norah. Sou muito fã do autor e pretendo ler toda a sua obra já lançada.

Recomendo a todos que gostam de romances YA leves. É uma ótima pedida para ser lido durante as festas de fim de ano.

                                                                     

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

[MINI-RESENHA] Todo Dia de David Levithan


Editora: Galera Record
Páginas: 279
Publicação: 2013

Todo Dia trará a história do A, um ser que diariamente tem de trocar de corpo para passar um dia na vida de outra pessoa. A não tem um corpo definido, apenas uma personalidade, apenas uma consciência e por isso aprende as dificuldades e vantagens de ser humano sob diferentes pontos de vista. Ele pode ser homem, mulher, transsexual, homossexual, alto, baixo, gordo, magro, saudável, doente, etc. Até que um dia ele, ou ela, entra na vida de Justin e conhece a sua namorada Rhiannon, por qual vem a se apaixonar. Começa então sua busca constante por ela e, posteriormente, para explicá-la sobre como ele é e como a sua vida se dá. Mas poderia A ser capaz de se manter em uma vida normal, em um relacionamento fixo com uma só pessoa, mesmo tendo que viver em constante mudança?

Esse é um daqueles livros que posso considerar como um dos mais marcantes pelos quais eu já li. Dois pontos se destacam na narrativa do David Levithan, que por sinal é fabulosa. Um é a crítica ao homem moderno e sua falta de profundidade para lidar com problemas alheios. David nos força a ver o mundo sob o ponto de vista do outro, sentindo literalmente na pele suas reais necessidades e seus problemas. O segundo ponto é o como o sentimento, o interior é o que realmente vale a pena para se viver um relacionamento. Nada vale mais do que o amor.

O final é devastador e me fez refletir durante um bom tempo sobre a vida e sobre momentos aos quais eu já vivi e poderei ainda viver. Leitura mais do que recomendada para todos, independente de crença, classe social, gênero, gostos, etc.