Editora: Charme
Páginas: 368
Publicação: 2016
Quinn
Armentrouth estava esperando seu amigo Blane para discutir algo do trabalho em
um bar que nunca foi. O atraso do seu amigo a leva observar o lugar, mas em
determinado momento seu olhar paira em um homem grande, forte e com ar
misterioso. O homem responsável da atenção da moça é Zane, que idolatra sua
moto e é música nas horas vagas, quando não está trabalhando na oficina do
amigo. Mas Quinn se enganou quando pensou que somente ela estava deleitando
observar, Zane sentiu atração por Quinn desde o momento que ela entrou no
estabelecimento.
Uma relação é
iniciada neste lugar improvável para Quinn. O último relacionamento da moça não
acabou bem, pois seu ex-noivo a traiu e ainda fica atrás dela querendo se
redimir e ser aceito de volta. Zane também tem uma relação conflituosa com sua
ex, Camille, que surge em sua vida de forma obsessiva e poderá ser uma pedra no
caminho de Quinn. Além dessas relações mal resolvidas, também tem a diferença
de classe social de ambos. Será que isso tudo será a destruição deste casal?
Será que um sentimento mais profundo e forte poderá ser suficiente para passar
por cima destes obstáculos?
Quando
iniciei a leitura de Zane, já esperava um romance em que focaria muito na
menina rica e o cara pobre, e que isso transitaria o livro todo. Porém, isso me
surpreendeu, pois não acontece isso. O ponto principal não é a condição
financeira e social do casal, mas sim a luta de estarem juntos e enfrentando
coisas maiores do que o preconceito social.
Quinn é uma
mulher independente. Há seis meses separou do noivo, pois além de não sentir
absolutamente nada por ele, o rapaz também cometeu um grande erro. Após a
separação ela também decidiu morar sozinha e sair das amarras de sua mãe
autoritária e que não aceitou nada bem o fim do noivado. Zane, por outro lado,
tem uma história mais sombria acarretada de abandono, drogas e uma relação
destrutiva e obsessiva. O rapaz é mecânico na oficina do amigo e músico nas
horas vagas.
Quando os
personagens são nos apresentado já reparamos a atração entre eles. A partir daí
algo mais intenso e profundo é nutrido em ambos. Fiquei satisfeito por não
conter amor instantâneo, como estou acostumado encontrar em livros do gênero. O
casal primeiramente sente atração, depois gradativamente um sentimento mais
intenso cresce.
Os
personagens são muito bem construídos. Quinn é uma protagonista forte e
destemida e que luta com todas forças para conseguir o que quer. Zane é como o
Rodrigo Hilbert na vida real, no sentido de sabe fazer tudo e ainda por cima é
boa pinta. Não são trabalhados apenas um conflito na trama, mas vários que
desenrolam no decorrer da narrativa, o que foi muito bom para trazer forma à
história e não fazer com que tornasse um livro só com cenas calientes e pouca
ação.
A escrita de
Patrícia é envolvente e fluida. Ela consegue trazer o leitor para história,
fazendo com que ficamos torcendo pelo casal e até com raiva pela falta de
algumas atitudes de certos personagens para fazer com que o problema fosse
solucionado mais rápido.
Uma história
não apenas de amor, mas de superação e reconhecer que sua conta bancária não é
espelho para sua relação com alguém. Sentimentos são expostos na trama e
percebemos que o amor é mais forte que muitas pedras pequenas e grandes
lançadas no caminho.
Para os fãs
de romance, contendo cenas mais quentes, “Zane” é uma ótima recomendação. Trama
bem construída, diálogos estruturados de maneira envolvente e cenas pra lá de
quentes.






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