Páginas: 304
Publicação: 2015
Olá, leitores!
Hoje temos mais uma resenha dupla no blog e, dessa vez, com uma convidada especial: a linda da Ananda do Entrelinhas Casuais. Vamos conferir o que achamos do livro? A minha opinião está em azul e a da Ananda em verde.
Vere Mallory,
é o duque de Ainswood. Ele é considerado um devasso na sociedade naquela época,
um homem irredutível e conhecido com sua frieza e sem escrúpulos. Em uma
movimentação onde estava passando ela se depara no meio de uma briga entre uma
cafetina e a jornalista Lydia Grenville. Ela é uma jornalista competente e
escritora do livro “Rosa e Tebas”, usando um pseudônimo. Nessa briga Lydia se
tornou um alvo para o duque, pois o colocou no seu devido lugar e ainda por
cima se tornou motivo de chacota. Os dois são impulsivos e não conseguem
segurar as suas palavras. Então, o que seria uma mero desentendimento, virou um
jogo de provocações. O que eles não esperavam é que um sentimento fatal
nasceria em meio a um alvoroço de brigas. Uma mulher que não acredita em
romance versus um homem frio e machista. A regra desse jogo é quem será mais
humilhado, mas a luta pela atração é o que predomina nesse casal tão atípico e
intenso.
Meu primeiro contato com romances de época ocorreu em O Príncipe dos Canalhas e eu me apaixonei de cara pelo gênero. Assim que soube do lançamento de mais um livro da Loretta, já fiquei ansiosa e com as expectativas lá no alto. Felizmente, elas foram atendidas.
Conhecemos
Vere Mallory em “O Príncipe dos Canalhas”, em uma cena em que ele ofende
Jessica, a recente esposa de Lorde Belzebu. Ali já tínhamos um mero
conhecimento de como o duque era, mas não chega aos pés do que se é apresentado
nesse livro.
Em O Último dos Canalhas somos apresentados a Vere Mallory, duque de Ainswood, um homem sem nenhum escrúpulo e completamente libertino. Sua vida foi marcada por tragédias, as quais fizeram com que ele se tornasse muito fechado e frio. E também conhecemos Lydia Grenville, uma jornalista dedicada e um tanto impulsiva, com uma bagagem de histórias tristes. Suas vidas não possuíam nada em comum e não haveria motivo nenhum para se cruzarem, mas por força do destino os dois se envolvem em uma confusão num beco. Estaria tudo bem, não fosse o fato de Lydia ter nocauteado Vere e acabado com sua reputação.
Um homem
libertino e que não tem nenhuma perspectiva do futuro, tem uma história de
perdas e isso acarretou um pouco sobre o que ele é no presente. No entanto, na
veia dos Mallorys tem um grande histórico de homens semelhantes a ele. Ele no
começo da história se mostrou um homem insuportável, mas nada que uma mulher
decidida e com pulso firme não coloquei alguém como ele em seu devido lugar.
Lydia é uma mulher doce, que também sofreu suas perdas. No entanto, a história
de sua família é um tanto triste. Mas as tristezas não interferiram em sua
personalidade, o que pode ter ajudado. Ela é independente e que luta pelos seus
direitos. Uma jornalista que denuncia os nobres, que são responsáveis pelos
problemas da sociedade. O mais interessante na história desse casal é o quão
são diferentes e mesmo assim a atração é avassaladora.
Mais uma vez a autora criou personagens que me encantaram de cara e uma trama envolvente. O início meio lento não tira o mérito da história, pois Loretta continua com sua escrita fluida e consegue intercalar várias vertentes sem perder a noção. A narrativa em terceira pessoa foi ideal para o desenvolvimento, pois permite traçar um panorama geral de toda a situação e ainda assim não se perder em um plot.
O enredo é
recheado de provocações e insinuações vindas de ambos os lados. A cada capítulo
é uma circunstância que eles estão juntos um jogando farpas no outro. Isso
tornou a leitura divertida e empolgante. Confesso que no início a leitura não
foi tão animadora, mas aos poucos fui me envolvendo com os protagonistas e enfim,
consegui engrenar na trama.
Convenhamos que Vere não é o príncipe encantado, mas Lydia também não é nenhuma donzela em apuros, coisa que ela faz questão de deixar claro durante todo o livro. E isso é um dos pontos mais positivos da história, essa desconstrução de conceitos pré-concebidos que existiam na época em que o romance se passa. O enredo ainda possui altas doses de suspense e humor que o tornam mais atrativo e mais crível.
A autora não
se prendeu aos protagonistas. Ela nos apresenta as histórias de outros
personagens e como a história é narrada em terceira pessoa, uma visão ampla nos
é dada para conhecermos mais sobre eles. Isso também foram um dos fatores para
que a história ganhasse forma e não se tornasse uma história num todo
enfadonha.
Loretta tem o
domínio e a capacidade de criar personagens fortes e memoráveis. Dessa vez não
foi diferente. Dois personagens que divergem com seus pensamentos, são alvos de
um amor avassalador e intenso. Ela também introduz como em seu livro anterior,
um bom humor e uma grande colherada de drama. Personagens do livro anterior
também aparecem e são importantes para um desfecho da história.
Outro ponto muito positivo é que o romance desenvolvido entre os dois personagens não sobrepõe os outros arcos. Ele possui sua importância, porém não é o centro de tudo, abrindo espaço para a resolução de outras partes da história que também são muito importantes. O clímax do enredo chega quase no final e não é decepcionante. Eu acho incrível a forma como a autora consegue amarrar as cenas de forma que quando cheguei ao final do livro todas as pontas soltas tivessem resposta. Isso é algo que considero complicado de se fazer em uma história única, porém ela consegue com maestria.
Para quem é
fã de romance de época, amou o primeiro livro (O Príncipe dos Canalhas), essa é
uma ótima dica de leitura. Uma leitura que consegue envolver e cumprir a missão
de leva-lo ao cenário, consequentemente leva-lo àquela época. Uma obra com um
humor ácido, drama, romance e ação, são ingredientes de uma boa leitura e com
uma trama instigante.
Eu indico esse livro mil vezes, não apenas a quem gosta do gênero. Mesmo que ele faça parte de uma série é possível ler e entender sem precisar dos outros. O Último dos Canalhas possui uma história forte, divertida e apaixonante, um prato cheio para quem gosta do gênero e ótimo para quem quer conhecer.






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