Páginas: 403
Publicação: 2015
Resenha de As Batidas Perdidas do Coração (Batidas Perdidas #1)
Olá, leitores!
Eu e o Luke fizemos a leitura dupla de O Descompasso Infinito do Coração, segundo livro da série Batidas Perdidas. Como gostamos muito do primeiro volume, ficamos ansiosos para a leitura desse. mas será que a história nos convenceu? Acompanhe as nossas impressões com o Luke escrevendo em vermelho e eu (Marcos) em azul.
Resenha de As Batidas Perdidas do Coração (Batidas Perdidas #1)
Olá, leitores!
Eu e o Luke fizemos a leitura dupla de O Descompasso Infinito do Coração, segundo livro da série Batidas Perdidas. Como gostamos muito do primeiro volume, ficamos ansiosos para a leitura desse. mas será que a história nos convenceu? Acompanhe as nossas impressões com o Luke escrevendo em vermelho e eu (Marcos) em azul.
Clara acaba
de descobrir que foi traída pelo marido. Sua vida está em cacos, não sabe o que
fazer ou como agir diante de uma situação dessa. Ela já vivenciou isso, mas não
consigo mesma e sim com a sua mãe. Isso também acarretou em outros sentimentos ruins, traumas e levaram-na a ser uma pessoa depressiva. Bernardo sempre foi
apaixonado por Clara, desde jovem sua mente e coração só pensavam e sentiam
algo mais forte por ela. Depois de saber da traição do marido de Clara,
Bernardo irá ajuda-la a recolher todos os cacos, mesmo sabendo que juntá-los
não irá ser como antes, ele não vai desistir do amor e da esperança de ter
Clara para sempre ao seu lado.
Além de enfrentar os problemas da traição, Clara também tem uma baixa autoestima. Ela acha que está acima de seu peso, mas nunca faz nada para sair dessa situação. Sua zona de conforto reside no casamento que construiu, em seu marido e seus dois filhos gêmeos. Mas, ao ver isso tudo se rompendo, ela terá que encarar uma fase de mudanças drásticas em sua vida, tanto positiva quando negativamente.
Clara sempre
foi uma mulher dependente do marido, também para cuidar de seus dois filhos.
Seu passado sempre a perseguiu, causando dor e momentos de tristeza. O relacionamento com seu pai é turbulento, por conta de sua madrasta que sempre a
tratou mal, mas para os outros era sua filha que nunca teve. Ela nunca viveu na
realidade, e sim, sobreviveu etapas de grandes tempestades. Bernardo é mais
jovem do que Clara, mas isso não impede de sentir algo puro e verdadeiro. Com
ajuda dos seus amigos, o rapaz terá chances de conquistar e mostrar a Clara que
há motivos para viver, ter um verdadeiro amor e alguém ao seu lado para
ajuda-la e amá-la.
O passado de Clara sempre a assombra. Desde a morte da sua mãe que sua vida mudou completamente e ela passou a conviver com uma madrasta que sempre a denegria e feria seus sentimentos, a tratando como uma garota feia e que nunca teria sucesso na vida. Isso gerou nela uma grande insegurança e uma aversão social muito forte, que faz com que perca muitos momentos bons de sua vida.
Desde o
momento que li a sinopse pela primeira vez, percebi que o segundo livro não
seria New Adult, o que foi verdade. A escrita tem as características do gênero,
mas o desenvolvimento em si, é um drama familiar. Se o primeiro livro foi
eletrizante e um ritmo de tensão constante, o segundo foi calmo e um pouco
cansativo.
A narrativa desse segundo livro desvia bastante do que foi construído em As Batidas Perdidas. Os elementos característicos do gênero New Adult são poucos e esparsamente distribuídos ao longo da história. Isso faz com que o livro vire um romance dramático e sua leitura seja bem mais lenta e com menores momentos clímax que o primeiro.
A
protagonista tem seus traumas e problemas internos, que dificulta viver uma
vida feliz. No entanto, sua melancolia me atrapalhou um pouco a ter certa
empatia por ela. É compreensivo que uma pessoa passe por problemas difíceis e momentos
turbulentos se sentir mal, mas a história toda se mantém na bagagem pesada. Há
diálogos que poderiam ter desenvolvido algo mais agradável, porém Clara sempre voltava em
algum ponto triste. Isso tornou uma leitura arrastada.
Clara é uma protagonista com fortes problemas enraizados, que lhe acompanham desde a sua infância/adolescência. À medida em que isso é apresentado para o leitor, já fica claro o momento emocional em que ela está inserida. Porém, este recurso é reutilizado várias vezes em diversas outras cenas, o que soa bastante repetitivo. Alguns plots se desenrolam por várias páginas, ficam sem uma solução aparente e depois são retomados em mais páginas à frente. Isso realmente cansa muito o leitor.
Os
personagens secundários continuam tendo seus valores, com suas personalidades
fortes e bem humoradas. Rafa e Vivi também estão no livro e me bateu saudades
dos pontos de vistas do Rafa #SddsRafa. Branca e Rodrigo também ganharam
destaque pelo jeito peculiar de cada um, Branca determinada e impulsiva e
Rodrigo com sua fama de conquistador e imaturo.
Rafa e Vivi S2. Provavelmente Branca e Rodrigo protagonizarão o próximo livro da série, em virtude do grande destaque que tem nessa história.
Indico “O
descompasso infinito do coração” para os fãs de drama. Para os fãs de New
Adult, já adianto que você poderá encontrar aspectos do gênero, mas não a obra
toda em si. Uma história comovente, quotes atrativos e bem construídos,
personagens reais com seus problemas tão semelhantes de outras pessoas ao nosso
redor. Uma lição de superação, determinação e que se você ama realmente alguém,
pode passar anos, o sentimento ficará como uma chama acesa pronta a expandir
sua luz e conquistar todo seu espaço.
O nível em relação ao primeiro livro deu uma leve caída, isso é perceptível. Porém a narrativa da Bianca continua muito ágil e gostosa de ler. Recomendo a quem for ler o livro que vá com expectativas não tão altas e também que evite esperar algo semelhante ao primeiro livro da série.







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